A unidade fundamental da significação. O signo aponta, ao mesmo tempo, para uma “coisa” e para o significado de tal “coisa”. Qualquer coisa pode ser um signo (um elemento do mundo físico, um pensamento, uma palavra, um som, uma imagem etc.) desde que funcione como um signo, ou seja, desde que estabeleça a relação entre pelo menos dois domínios: uma “coisa no mundo” e um “significado”. Desse modo, o significado para o qual aponta é predominantemente circunstancial (ou indicial), pois ele é construído na relação que as pessoas estabelecem entre “coisas” existentes e as significações possíveis. O signo nunca possui “o” significado em si, mas ele estabelece as relações de sentido entre “as coisas no mundo” e outros signos, que também existem em relações semióticas. Entretanto, há signos que possuem relações com certos significados que são altamente estabilizadas. É o caso dos signos simbólicos (a bandeira do Brasil simboliza o país Brasil, pois assim foi instituída para ser tal símbolo) e dos signos icônicos (Mona Lisa é um ícone da arte renascentista, pois ela representa o que há de mais peculiar nesse período artístico). Ainda assim, mesmo esses signos, a depender da relação circunstancial em que são utilizados, podem indicar novas significações.
Confira o conceito em CONTXT(O) em Teseu-19.
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