Processo de construção de sentido nos quais os sujeitos sociais se engajam quando agem no mundo discursivamente. Nas últimas décadas, muitos estudiosos vêm sublinhando que vivemos em um mundo globalizado altamente reflexivo, i. e. que reflete sobre si mesmo e sobre a forma de percebê-lo. As ditas certezas são constantemente submetidas a observação, dúvidas e revisões, tanto por sistemas especializados, quanto pelo público leigo. No tocante a determinadas áreas de estudo da linguagem – como na Linguística Aplicada de caráter mestiço ou transgressivo ou na sociolinguística contemporânea – a reflexividade é vista como uma categoria bastante central nos modos como os indivíduos produzem conhecimento acerca deles próprios e de suas práticas sociodiscursivas. Para essas áreas do conhecimento, trata-se de um processo de natureza social, posto que os efeitos de sentido decorrentes de processos reflexivos são fruto de práticas socialmente compartilhadas, em que diversos discursos se confrontam. Por não ser uma ação restrita aos sistemas de especialistas, a reflexividade se faz igualmente presente nas práticas cotidianas – inclusive naquelas agenciadas no ciberespaço – de forma que os sujeitos comuns, em suas ações situadas, confeccionam determinados sentidos de mundo que podem ocasionar mudanças tanto locais quanto de alcance mais amplo.
Confira o conceito em CONTXT(O) em “Hakuna Mamata!” ou “pretendo beneficiar meu filho, sim”.
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