Refere-se ao processo pelo qual as condições que fazem com que possamos nos comunicar em determinados contextos se tornam, elas mesmas, objetos de nossa fala. Ou seja, como nós mesmos entendemos e falamos sobre (meta-) as formas que usamos a linguagem e seus efeitos (pragmática). Categorias como reunião, fofoca, entrevista, post, treta, “textão”, meme, bolha, “mimimi” etc. subjazem nosso entendimento metapragmático sobre o que, como, quando, com quem e por que falamos ou escrevemos. Assim, a metapragmática permite que participantes de uma interação entendam o que está acontecendo naquele momento e projetem como, onde e por quem sua fala e escrita será recebida. O conhecimento cultural sobre que tipo de ações comunicativas podem ser feitas em determinados contextos (por exemplo, “não contar piadas em um funeral”), visões sobre as formas “corretas” de usar a linguagem (“é dois pastéis, não dois pastel”), informações implícitas ou explícitas sobre o que está acontecendo em determinado momento (“isso aqui é uma reunião online!”, “senta que lá vem textão” etc.) fazem parte da metapragmática. Prestar atenção à dimensão metapragmática nos ajuda ver como as pessoas entendem a linguagem, suas formas, usos e efeitos.
Confira o conceito em CONTXT(O) em “Agora cabe ao Felipe Neto…” estourar bolhas?
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