{"id":369,"date":"2021-06-14T18:55:00","date_gmt":"2021-06-14T21:55:00","guid":{"rendered":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/novo\/?p=369"},"modified":"2023-01-24T18:14:01","modified_gmt":"2023-01-24T21:14:01","slug":"efeito-lula-comunicabilidade-e-outros-efeitos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/efeito-lula-comunicabilidade-e-outros-efeitos\/","title":{"rendered":"Efeito Lula, comunicabilidade e outros efeitos"},"content":{"rendered":"<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"753\" height=\"424\" src=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/9806-medium.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-370\" srcset=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/9806-medium.jpeg 753w, https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/9806-medium-300x169.jpeg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 753px) 100vw, 753px\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um ano e, at&#xE9; ent&#xE3;o, 270 mil mortes depois, o presidente Jair Bolsonaro, que chegou a afirmar que o uso de m&#xE1;scaras causaria&#xA0;<a href=\"https:\/\/noticias.uol.com.br\/saude\/ultimas-noticias\/redacao\/2021\/02\/25\/no-dia-mais-letal-da-covid-19-bolsonaro-questiona-mascara-e-isolamento.htm\">&#x201C;dor de cabe&#xE7;a&#x201D; entre outros &#x201C;efeitos colaterais&#x201D;<\/a>, apareceu usando m&#xE1;scara em uma cerim&#xF4;nia, bem como as demais autoridades do governo, ao contr&#xE1;rio do habitual. &#xC0; exce&#xE7;&#xE3;o dos &#xFA;ltimos 36 eventos oficiais, em que o presidente apareceu sem fazer uso de nenhuma medida de preven&#xE7;&#xE3;o contra a dissemina&#xE7;&#xE3;o da COVID-19, essa apari&#xE7;&#xE3;o p&#xFA;blica, que sinaliza uma tentativa de reposicionamento da atitude negacionista do governo perante &#xE0; pandemia, ocorre em 10\/03\/2021. Essa poderia ser uma data qualquer, n&#xE3;o fizessem apenas dois dias da&#xA0;<a href=\"https:\/\/www.poder360.com.br\/justica\/stf-forma-maioria-para-anular-decisoes-da-justica-de-curitiba-contra-lula\/\">decis&#xE3;o do STF<\/a>&#xA0;que anulou as acusa&#xE7;&#xF5;es que levaram o ex-presidente Luiz In&#xE1;cio Lula da Silva a 580 dias de pris&#xE3;o; e n&#xE3;o tivessem se passado cerca de 4 horas de suas declara&#xE7;&#xF5;es em cadeia nacional, as quais se tornariam s&#xED;mbolo da reentrada do petista na cena pol&#xED;tica brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tais declara&#xE7;&#xF5;es ocorreram durante uma coletiva de imprensa realizada naquela quarta-feira, das 11h &#xE0;s 14h. Somente em sua conta do Instagram (sem mencionar outras diversas contas e canais de televis&#xE3;o que transmitiram o pronunciamento ao vivo), o&#xA0; n&#xFA;mero de espectadores superou os 25 mil. No Twitter,&#xA0;<a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2021\/03\/12\/discurso-de-lula-gerou-25-milhoes-de-publicacoes-no-twitter.ghtml\">2,5 milh&#xF5;es de publica&#xE7;&#xF5;es foram geradas<\/a>&nbsp;a partir do <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Discurso&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;O conceito de discurso &eacute; empregado diferentemente, em variadas tradi&ccedil;&otilde;es, a depender da filia&ccedil;&atilde;o a &aacute;reas de estudo e correntes de pensamento. Este verbete reconstr&oacute;i duas conhecidas no&ccedil;&otilde;es de discurso, segundo Michel Foucault, no campo hist&oacute;rico-filos&oacute;fico, e James Paul Gee, nos Estudos da Linguagem.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;A no&ccedil;&atilde;o de discurso em Michel Foucault ocupa um lugar central em sua filosofia e est&aacute; diretamente ligada &agrave;s suas an&aacute;lises sobre saber e poder. Em vez de entender o discurso apenas como texto oral ou escrito, Foucault o concebe como um conjunto de pr&aacute;ticas que produzem os objetos de que falam &ndash; coisas, ideias, pessoas, eventos. Ou seja, o discurso n&atilde;o apenas descreve o chamado real: ele o constitui. O discurso &eacute;, assim, uma pr&aacute;tica produtiva que estrutura o campo das possibilidades de exist&ecirc;ncia, organizando e regulando o que pode ser dito, percebido, vivenciado, pensado e tomado como verdade em determinadas conjunturas hist&oacute;ricas. Desse modo, o discurso diz respeito a redes complexas de conhecimento que envolvem saberes e subjetividades atravessados por regimes de poder. Entretanto, o equil&iacute;brio entre esses eixos de for&ccedil;a &eacute; sempre inst&aacute;vel, pois, para Foucault, onde h&aacute; poder, h&aacute; resist&ecirc;ncia. Portanto, apesar da inseparabilidade entre discurso, sujeito, saber e poder, vazamentos, transgress&otilde;es e transforma&ccedil;&otilde;es podem sempre ocorrer.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;J&aacute; o linguista James Paul Gee diferencia discurso e Discurso, grafados com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo e &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo, respectivamente. O primeiro diz respeito &agrave; atividade discursiva, na qual empregamos signos lingu&iacute;sticos e n&atilde;o lingu&iacute;sticos em nossas intera&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias. Trata-se de uma perspectiva sociolingu&iacute;stica e pragm&aacute;tica que focaliza a linguagem em uso nos diferentes contextos da vida social e os sentidos ali produzidos. As pr&aacute;ticas linguageiras, por&eacute;m, n&atilde;o ocorrem isoladamente. Elas resultam de m&uacute;ltiplas combina&ccedil;&otilde;es integradas de modos de comunicar, interagir, pensar, perceber, crer, valorar e sentir, que constituem um tipo espec&iacute;fico de identidade socialmente reconhec&iacute;vel. Gee nomeia esse fen&ocirc;meno &amp;quot;Discursos&rdquo; (com &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo), isto &eacute;, sistemas de ideias e modos de pensamento que orientam a forma como performamos e utilizamos signos, palavras, imagens e outros recursos &mdash; o discurso (com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo). Discurso e discurso s&atilde;o, por conseguinte, indissoci&aacute;veis, o que permite abordar o d\/Discurso como pr&aacute;tica social que define e orienta paradigmas socioculturais.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Pode-se articular, ent&atilde;o, um ponto em comum entre James Paul Gee e Michel Foucault: o discurso n&atilde;o &eacute; apenas linguagem, mas configura-se como pr&aacute;tica social produtora de identidades, posi&ccedil;&otilde;es de sujeito e rela&ccedil;&otilde;es de poder.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Para saber mais ...&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. &amp;lt;em&amp;gt;A ordem do discurso: Aula inaugural no Coll&egrave;ge de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970.&amp;lt;\/em&amp;gt; S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Loyola, 1996. Tradu&ccedil;&atilde;o de Laura Fraga de Almeida Sampaio.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. As forma&ccedil;&otilde;es discursivas. &amp;lt;em&amp;gt;A arqueologia do saber&amp;lt;\/em&amp;gt;. 7. ed. Rio de Janeiro: Forense Universit&aacute;ria, 2008.Gee, James Paul&amp;lt;strong&amp;gt;.&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;An Introduction to Discourse Analysis: Theory and Method.&amp;lt;\/em&amp;gt; 4&ordf; ed. London; New York: Routledge, 2014.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O): &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/o-terrorismo-no-discurso\/&amp;quot;&amp;gt;O terrorismo no discurso&amp;lt;\/a&amp;gt;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/discurso\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>discurso<\/a>; no Facebook, o n&uacute;mero ultrapassou os 20 milh&otilde;es. Ainda segundo pesquisa realizada a partir do&nbsp;<a href=\"https:\/\/trends.google.com.br\/trends\/explore?q=Lula&amp;geo=BR\">Google Trends<\/a>, no maior site de buscas do mundo, o interesse pelo termo &ldquo;Lula&rdquo; saltou de 8 para 100 pontos, se compararmos os &iacute;ndices do dia 28 de fevereiro deste ano com aqueles registrados entre os dias 7 e 13 de mar&ccedil;o, semana da anula&ccedil;&atilde;o da condena&ccedil;&atilde;o e do proferimento do <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Discurso&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;O conceito de discurso &eacute; empregado diferentemente, em variadas tradi&ccedil;&otilde;es, a depender da filia&ccedil;&atilde;o a &aacute;reas de estudo e correntes de pensamento. Este verbete reconstr&oacute;i duas conhecidas no&ccedil;&otilde;es de discurso, segundo Michel Foucault, no campo hist&oacute;rico-filos&oacute;fico, e James Paul Gee, nos Estudos da Linguagem.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;A no&ccedil;&atilde;o de discurso em Michel Foucault ocupa um lugar central em sua filosofia e est&aacute; diretamente ligada &agrave;s suas an&aacute;lises sobre saber e poder. Em vez de entender o discurso apenas como texto oral ou escrito, Foucault o concebe como um conjunto de pr&aacute;ticas que produzem os objetos de que falam &ndash; coisas, ideias, pessoas, eventos. Ou seja, o discurso n&atilde;o apenas descreve o chamado real: ele o constitui. O discurso &eacute;, assim, uma pr&aacute;tica produtiva que estrutura o campo das possibilidades de exist&ecirc;ncia, organizando e regulando o que pode ser dito, percebido, vivenciado, pensado e tomado como verdade em determinadas conjunturas hist&oacute;ricas. Desse modo, o discurso diz respeito a redes complexas de conhecimento que envolvem saberes e subjetividades atravessados por regimes de poder. Entretanto, o equil&iacute;brio entre esses eixos de for&ccedil;a &eacute; sempre inst&aacute;vel, pois, para Foucault, onde h&aacute; poder, h&aacute; resist&ecirc;ncia. Portanto, apesar da inseparabilidade entre discurso, sujeito, saber e poder, vazamentos, transgress&otilde;es e transforma&ccedil;&otilde;es podem sempre ocorrer.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;J&aacute; o linguista James Paul Gee diferencia discurso e Discurso, grafados com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo e &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo, respectivamente. O primeiro diz respeito &agrave; atividade discursiva, na qual empregamos signos lingu&iacute;sticos e n&atilde;o lingu&iacute;sticos em nossas intera&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias. Trata-se de uma perspectiva sociolingu&iacute;stica e pragm&aacute;tica que focaliza a linguagem em uso nos diferentes contextos da vida social e os sentidos ali produzidos. As pr&aacute;ticas linguageiras, por&eacute;m, n&atilde;o ocorrem isoladamente. Elas resultam de m&uacute;ltiplas combina&ccedil;&otilde;es integradas de modos de comunicar, interagir, pensar, perceber, crer, valorar e sentir, que constituem um tipo espec&iacute;fico de identidade socialmente reconhec&iacute;vel. Gee nomeia esse fen&ocirc;meno &amp;quot;Discursos&rdquo; (com &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo), isto &eacute;, sistemas de ideias e modos de pensamento que orientam a forma como performamos e utilizamos signos, palavras, imagens e outros recursos &mdash; o discurso (com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo). Discurso e discurso s&atilde;o, por conseguinte, indissoci&aacute;veis, o que permite abordar o d\/Discurso como pr&aacute;tica social que define e orienta paradigmas socioculturais.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Pode-se articular, ent&atilde;o, um ponto em comum entre James Paul Gee e Michel Foucault: o discurso n&atilde;o &eacute; apenas linguagem, mas configura-se como pr&aacute;tica social produtora de identidades, posi&ccedil;&otilde;es de sujeito e rela&ccedil;&otilde;es de poder.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Para saber mais ...&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. &amp;lt;em&amp;gt;A ordem do discurso: Aula inaugural no Coll&egrave;ge de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970.&amp;lt;\/em&amp;gt; S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Loyola, 1996. Tradu&ccedil;&atilde;o de Laura Fraga de Almeida Sampaio.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. As forma&ccedil;&otilde;es discursivas. &amp;lt;em&amp;gt;A arqueologia do saber&amp;lt;\/em&amp;gt;. 7. ed. Rio de Janeiro: Forense Universit&aacute;ria, 2008.Gee, James Paul&amp;lt;strong&amp;gt;.&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;An Introduction to Discourse Analysis: Theory and Method.&amp;lt;\/em&amp;gt; 4&ordf; ed. London; New York: Routledge, 2014.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O): &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/o-terrorismo-no-discurso\/&amp;quot;&amp;gt;O terrorismo no discurso&amp;lt;\/a&amp;gt;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/discurso\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>discurso<\/a>. O gr&aacute;fico abaixo ilustra esses dados:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"518\" src=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/efeito_lula-1024x518.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-371\" srcset=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/efeito_lula-1024x518.jpg 1024w, https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/efeito_lula-300x152.jpg 300w, https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/efeito_lula-768x388.jpg 768w, https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/efeito_lula.jpg 1062w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa potente circula&ccedil;&atilde;o do <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Discurso&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;O conceito de discurso &eacute; empregado diferentemente, em variadas tradi&ccedil;&otilde;es, a depender da filia&ccedil;&atilde;o a &aacute;reas de estudo e correntes de pensamento. Este verbete reconstr&oacute;i duas conhecidas no&ccedil;&otilde;es de discurso, segundo Michel Foucault, no campo hist&oacute;rico-filos&oacute;fico, e James Paul Gee, nos Estudos da Linguagem.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;A no&ccedil;&atilde;o de discurso em Michel Foucault ocupa um lugar central em sua filosofia e est&aacute; diretamente ligada &agrave;s suas an&aacute;lises sobre saber e poder. Em vez de entender o discurso apenas como texto oral ou escrito, Foucault o concebe como um conjunto de pr&aacute;ticas que produzem os objetos de que falam &ndash; coisas, ideias, pessoas, eventos. Ou seja, o discurso n&atilde;o apenas descreve o chamado real: ele o constitui. O discurso &eacute;, assim, uma pr&aacute;tica produtiva que estrutura o campo das possibilidades de exist&ecirc;ncia, organizando e regulando o que pode ser dito, percebido, vivenciado, pensado e tomado como verdade em determinadas conjunturas hist&oacute;ricas. Desse modo, o discurso diz respeito a redes complexas de conhecimento que envolvem saberes e subjetividades atravessados por regimes de poder. Entretanto, o equil&iacute;brio entre esses eixos de for&ccedil;a &eacute; sempre inst&aacute;vel, pois, para Foucault, onde h&aacute; poder, h&aacute; resist&ecirc;ncia. Portanto, apesar da inseparabilidade entre discurso, sujeito, saber e poder, vazamentos, transgress&otilde;es e transforma&ccedil;&otilde;es podem sempre ocorrer.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;J&aacute; o linguista James Paul Gee diferencia discurso e Discurso, grafados com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo e &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo, respectivamente. O primeiro diz respeito &agrave; atividade discursiva, na qual empregamos signos lingu&iacute;sticos e n&atilde;o lingu&iacute;sticos em nossas intera&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias. Trata-se de uma perspectiva sociolingu&iacute;stica e pragm&aacute;tica que focaliza a linguagem em uso nos diferentes contextos da vida social e os sentidos ali produzidos. As pr&aacute;ticas linguageiras, por&eacute;m, n&atilde;o ocorrem isoladamente. Elas resultam de m&uacute;ltiplas combina&ccedil;&otilde;es integradas de modos de comunicar, interagir, pensar, perceber, crer, valorar e sentir, que constituem um tipo espec&iacute;fico de identidade socialmente reconhec&iacute;vel. Gee nomeia esse fen&ocirc;meno &amp;quot;Discursos&rdquo; (com &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo), isto &eacute;, sistemas de ideias e modos de pensamento que orientam a forma como performamos e utilizamos signos, palavras, imagens e outros recursos &mdash; o discurso (com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo). Discurso e discurso s&atilde;o, por conseguinte, indissoci&aacute;veis, o que permite abordar o d\/Discurso como pr&aacute;tica social que define e orienta paradigmas socioculturais.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Pode-se articular, ent&atilde;o, um ponto em comum entre James Paul Gee e Michel Foucault: o discurso n&atilde;o &eacute; apenas linguagem, mas configura-se como pr&aacute;tica social produtora de identidades, posi&ccedil;&otilde;es de sujeito e rela&ccedil;&otilde;es de poder.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Para saber mais ...&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. &amp;lt;em&amp;gt;A ordem do discurso: Aula inaugural no Coll&egrave;ge de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970.&amp;lt;\/em&amp;gt; S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Loyola, 1996. Tradu&ccedil;&atilde;o de Laura Fraga de Almeida Sampaio.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. As forma&ccedil;&otilde;es discursivas. &amp;lt;em&amp;gt;A arqueologia do saber&amp;lt;\/em&amp;gt;. 7. ed. Rio de Janeiro: Forense Universit&aacute;ria, 2008.Gee, James Paul&amp;lt;strong&amp;gt;.&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;An Introduction to Discourse Analysis: Theory and Method.&amp;lt;\/em&amp;gt; 4&ordf; ed. London; New York: Routledge, 2014.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O): &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/o-terrorismo-no-discurso\/&amp;quot;&amp;gt;O terrorismo no discurso&amp;lt;\/a&amp;gt;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/discurso\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>discurso<\/a> do ex-presidente Lula, seu processo de produ&ccedil;&atilde;o de audi&ecirc;ncias multidirecionais e seus efeitos relacionam-se ao que o antrop&oacute;logo da linguagem Charles Briggs, desde&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.annualreviews.org\/doi\/abs\/10.1146\/annurev.anthro.34.081804.120618\">2005<\/a>, tem chamado de&#xA0;<a href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossario\/?g=comunicabilidade\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><\/a><a class=\"glossaryLink\" aria-describedby=\"tt\" data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Comunicabilidade&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Trata-se de uma no&#xE7;&#xE3;o, ao mesmo tempo, te&#xF3;rica e emp&#xED;rica, que destaca a camada reflexiva da atividade de uso da linguagem, uma vez que, al&#xE9;m de us&#xE1;-la em diferentes situa&#xE7;&#xF5;es, os sujeitos tamb&#xE9;m agem de forma reflexiva sobre esses usos, engajando-se em atividades sociais metapragm&#xE1;ticas. Briggs (2005) articula a no&#xE7;&#xE3;o de comunicabilidade com a capacidade microbial de propaga&#xE7;&#xE3;o (conforme a defini&#xE7;&#xE3;o m&#xE9;dica de &#x2018;comunic&#xE1;vel&#x2019;, isto &#xE9;, infeccioso), acrescentando a esse entendimento um novo sentido Briggs, assim, amplia o entendimento de comunic&#xE1;vel para algo tanto comunicado ou transmitido de forma tida como transparente quanto algo transmitido de forma contagiosa. Ou seja, os sentidos podem ser infecciosos, uma vez que se disseminam com facilidade, como bact&#xE9;rias e v&#xED;rus. Assim, comunicabilidade tem a ver tanto com as ideologias de produ&#xE7;&#xE3;o, circula&#xE7;&#xE3;o e recep&#xE7;&#xE3;o dos textos como fen&#xF4;menos supostamente transparentes quanto com o car&#xE1;ter viral da circula&#xE7;&#xE3;o dos discursos nas sociedades. Desse modo, a depender da ades&#xE3;o a uma cartografia comunic&#xE1;vel, um discurso pode viralizar em diferentes escalas, com diferentes efeitos.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O)&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:list --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:list-item --&amp;gt;&amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/o-virus-chines-uma-analise-de-uma-pandemia-textual\/&amp;quot;&amp;gt;&#x2018;O v&#xED;rus chin&#xEA;s&#x2019;: uma an&#xE1;lise de uma pandemia textual&amp;lt;\/a&amp;gt;;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:list-item --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:list-item --&amp;gt;&amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/novo\/efeito-lula-comunicabilidade-e-outros-efeitos\/&amp;quot;&amp;gt;Efeito Lula, comunicabilidade e outros efeitos&amp;lt;\/a&amp;gt;;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:list-item --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:list-item --&amp;gt;&amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/novo\/a-teorizacao-sobre-conspiracoes-online\/&amp;quot;&amp;gt;A teoriza&#xE7;&#xE3;o sobre conspira&#xE7;&#xF5;es online&amp;lt;\/a&amp;gt;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:list-item --&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:list --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\" href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/comunicabilidade\/\" data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]' tabindex=\"0\" role=\"link\">comunicabilidade<\/a>.&#xA0; Essa no&#xE7;&#xE3;o diz respeito ao processo por meio do qual discursos sinalizam trajet&#xF3;rias de produ&#xE7;&#xE3;o, circula&#xE7;&#xE3;o e recep&#xE7;&#xE3;o, bem como formas de interpela&#xE7;&#xE3;o e ag&#xEA;ncia dos p&#xFA;blicos projetados. Para al&#xE9;m do entendimento de <a class=\"glossaryLink\" aria-describedby=\"tt\" data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Comunicabilidade&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Trata-se de uma no&#xE7;&#xE3;o, ao mesmo tempo, te&#xF3;rica e emp&#xED;rica, que destaca a camada reflexiva da atividade de uso da linguagem, uma vez que, al&#xE9;m de us&#xE1;-la em diferentes situa&#xE7;&#xF5;es, os sujeitos tamb&#xE9;m agem de forma reflexiva sobre esses usos, engajando-se em atividades sociais metapragm&#xE1;ticas. Briggs (2005) articula a no&#xE7;&#xE3;o de comunicabilidade com a capacidade microbial de propaga&#xE7;&#xE3;o (conforme a defini&#xE7;&#xE3;o m&#xE9;dica de &#x2018;comunic&#xE1;vel&#x2019;, isto &#xE9;, infeccioso), acrescentando a esse entendimento um novo sentido Briggs, assim, amplia o entendimento de comunic&#xE1;vel para algo tanto comunicado ou transmitido de forma tida como transparente quanto algo transmitido de forma contagiosa. Ou seja, os sentidos podem ser infecciosos, uma vez que se disseminam com facilidade, como bact&#xE9;rias e v&#xED;rus. Assim, comunicabilidade tem a ver tanto com as ideologias de produ&#xE7;&#xE3;o, circula&#xE7;&#xE3;o e recep&#xE7;&#xE3;o dos textos como fen&#xF4;menos supostamente transparentes quanto com o car&#xE1;ter viral da circula&#xE7;&#xE3;o dos discursos nas sociedades. Desse modo, a depender da ades&#xE3;o a uma cartografia comunic&#xE1;vel, um discurso pode viralizar em diferentes escalas, com diferentes efeitos.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O)&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:list --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:list-item --&amp;gt;&amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/o-virus-chines-uma-analise-de-uma-pandemia-textual\/&amp;quot;&amp;gt;&#x2018;O v&#xED;rus chin&#xEA;s&#x2019;: uma an&#xE1;lise de uma pandemia textual&amp;lt;\/a&amp;gt;;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:list-item --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:list-item --&amp;gt;&amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/novo\/efeito-lula-comunicabilidade-e-outros-efeitos\/&amp;quot;&amp;gt;Efeito Lula, comunicabilidade e outros efeitos&amp;lt;\/a&amp;gt;;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:list-item --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:list-item --&amp;gt;&amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/novo\/a-teorizacao-sobre-conspiracoes-online\/&amp;quot;&amp;gt;A teoriza&#xE7;&#xE3;o sobre conspira&#xE7;&#xF5;es online&amp;lt;\/a&amp;gt;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:list-item --&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:list --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\" href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/comunicabilidade\/\" data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]' tabindex=\"0\" role=\"link\">comunicabilidade<\/a> como um modo de comunica&ccedil;&atilde;o, compreens&atilde;o e uma capacidade microbial de dissemina&ccedil;&atilde;o, Briggs adiciona ao termo o sentido de infec&ccedil;&atilde;o em <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Refer&ecirc;ncia&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Refer&ecirc;ncia &eacute; o mecanismo atrav&eacute;s do qual sujeitos indicam, no e pelo uso da linguagem, sinalizam, se referem a elementos do mundo social em suas narrativas.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O) em &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/novo\/a-retorica-do-arrependimento\/&amp;quot;&amp;gt;A ret&oacute;rica do arrependimento&amp;lt;\/a&amp;gt;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/referencia\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>refer&ecirc;ncia<\/a> ao modo como textos e as ideologias a estes atreladas encontram audi&ecirc;ncias e se situam&nbsp; pol&iacute;tica e socialmente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em outras palavras, &agrave; medida em que um dado <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Discurso&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;O conceito de discurso &eacute; empregado diferentemente, em variadas tradi&ccedil;&otilde;es, a depender da filia&ccedil;&atilde;o a &aacute;reas de estudo e correntes de pensamento. Este verbete reconstr&oacute;i duas conhecidas no&ccedil;&otilde;es de discurso, segundo Michel Foucault, no campo hist&oacute;rico-filos&oacute;fico, e James Paul Gee, nos Estudos da Linguagem.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;A no&ccedil;&atilde;o de discurso em Michel Foucault ocupa um lugar central em sua filosofia e est&aacute; diretamente ligada &agrave;s suas an&aacute;lises sobre saber e poder. Em vez de entender o discurso apenas como texto oral ou escrito, Foucault o concebe como um conjunto de pr&aacute;ticas que produzem os objetos de que falam &ndash; coisas, ideias, pessoas, eventos. Ou seja, o discurso n&atilde;o apenas descreve o chamado real: ele o constitui. O discurso &eacute;, assim, uma pr&aacute;tica produtiva que estrutura o campo das possibilidades de exist&ecirc;ncia, organizando e regulando o que pode ser dito, percebido, vivenciado, pensado e tomado como verdade em determinadas conjunturas hist&oacute;ricas. Desse modo, o discurso diz respeito a redes complexas de conhecimento que envolvem saberes e subjetividades atravessados por regimes de poder. Entretanto, o equil&iacute;brio entre esses eixos de for&ccedil;a &eacute; sempre inst&aacute;vel, pois, para Foucault, onde h&aacute; poder, h&aacute; resist&ecirc;ncia. Portanto, apesar da inseparabilidade entre discurso, sujeito, saber e poder, vazamentos, transgress&otilde;es e transforma&ccedil;&otilde;es podem sempre ocorrer.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;J&aacute; o linguista James Paul Gee diferencia discurso e Discurso, grafados com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo e &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo, respectivamente. O primeiro diz respeito &agrave; atividade discursiva, na qual empregamos signos lingu&iacute;sticos e n&atilde;o lingu&iacute;sticos em nossas intera&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias. Trata-se de uma perspectiva sociolingu&iacute;stica e pragm&aacute;tica que focaliza a linguagem em uso nos diferentes contextos da vida social e os sentidos ali produzidos. As pr&aacute;ticas linguageiras, por&eacute;m, n&atilde;o ocorrem isoladamente. Elas resultam de m&uacute;ltiplas combina&ccedil;&otilde;es integradas de modos de comunicar, interagir, pensar, perceber, crer, valorar e sentir, que constituem um tipo espec&iacute;fico de identidade socialmente reconhec&iacute;vel. Gee nomeia esse fen&ocirc;meno &amp;quot;Discursos&rdquo; (com &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo), isto &eacute;, sistemas de ideias e modos de pensamento que orientam a forma como performamos e utilizamos signos, palavras, imagens e outros recursos &mdash; o discurso (com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo). Discurso e discurso s&atilde;o, por conseguinte, indissoci&aacute;veis, o que permite abordar o d\/Discurso como pr&aacute;tica social que define e orienta paradigmas socioculturais.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Pode-se articular, ent&atilde;o, um ponto em comum entre James Paul Gee e Michel Foucault: o discurso n&atilde;o &eacute; apenas linguagem, mas configura-se como pr&aacute;tica social produtora de identidades, posi&ccedil;&otilde;es de sujeito e rela&ccedil;&otilde;es de poder.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Para saber mais ...&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. &amp;lt;em&amp;gt;A ordem do discurso: Aula inaugural no Coll&egrave;ge de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970.&amp;lt;\/em&amp;gt; S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Loyola, 1996. Tradu&ccedil;&atilde;o de Laura Fraga de Almeida Sampaio.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. As forma&ccedil;&otilde;es discursivas. &amp;lt;em&amp;gt;A arqueologia do saber&amp;lt;\/em&amp;gt;. 7. ed. Rio de Janeiro: Forense Universit&aacute;ria, 2008.Gee, James Paul&amp;lt;strong&amp;gt;.&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;An Introduction to Discourse Analysis: Theory and Method.&amp;lt;\/em&amp;gt; 4&ordf; ed. London; New York: Routledge, 2014.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O): &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/o-terrorismo-no-discurso\/&amp;quot;&amp;gt;O terrorismo no discurso&amp;lt;\/a&amp;gt;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/discurso\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>discurso<\/a> circula entre diferentes tempos, espa&ccedil;os e audi&ecirc;ncias, ele projeta mapas comunicacionais que t&ecirc;m a ver tanto com as ideologias de produ&ccedil;&atilde;o, circula&ccedil;&atilde;o e recep&ccedil;&atilde;o dos textos [comunicados] quanto com o car&aacute;ter viral da circula&ccedil;&atilde;o dos discursos nas sociedades. Desse modo, a depender da ades&atilde;o a uma cartografia comunic&aacute;vel, um <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Discurso&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;O conceito de discurso &eacute; empregado diferentemente, em variadas tradi&ccedil;&otilde;es, a depender da filia&ccedil;&atilde;o a &aacute;reas de estudo e correntes de pensamento. Este verbete reconstr&oacute;i duas conhecidas no&ccedil;&otilde;es de discurso, segundo Michel Foucault, no campo hist&oacute;rico-filos&oacute;fico, e James Paul Gee, nos Estudos da Linguagem.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;A no&ccedil;&atilde;o de discurso em Michel Foucault ocupa um lugar central em sua filosofia e est&aacute; diretamente ligada &agrave;s suas an&aacute;lises sobre saber e poder. Em vez de entender o discurso apenas como texto oral ou escrito, Foucault o concebe como um conjunto de pr&aacute;ticas que produzem os objetos de que falam &ndash; coisas, ideias, pessoas, eventos. Ou seja, o discurso n&atilde;o apenas descreve o chamado real: ele o constitui. O discurso &eacute;, assim, uma pr&aacute;tica produtiva que estrutura o campo das possibilidades de exist&ecirc;ncia, organizando e regulando o que pode ser dito, percebido, vivenciado, pensado e tomado como verdade em determinadas conjunturas hist&oacute;ricas. Desse modo, o discurso diz respeito a redes complexas de conhecimento que envolvem saberes e subjetividades atravessados por regimes de poder. Entretanto, o equil&iacute;brio entre esses eixos de for&ccedil;a &eacute; sempre inst&aacute;vel, pois, para Foucault, onde h&aacute; poder, h&aacute; resist&ecirc;ncia. Portanto, apesar da inseparabilidade entre discurso, sujeito, saber e poder, vazamentos, transgress&otilde;es e transforma&ccedil;&otilde;es podem sempre ocorrer.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;J&aacute; o linguista James Paul Gee diferencia discurso e Discurso, grafados com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo e &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo, respectivamente. O primeiro diz respeito &agrave; atividade discursiva, na qual empregamos signos lingu&iacute;sticos e n&atilde;o lingu&iacute;sticos em nossas intera&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias. Trata-se de uma perspectiva sociolingu&iacute;stica e pragm&aacute;tica que focaliza a linguagem em uso nos diferentes contextos da vida social e os sentidos ali produzidos. As pr&aacute;ticas linguageiras, por&eacute;m, n&atilde;o ocorrem isoladamente. Elas resultam de m&uacute;ltiplas combina&ccedil;&otilde;es integradas de modos de comunicar, interagir, pensar, perceber, crer, valorar e sentir, que constituem um tipo espec&iacute;fico de identidade socialmente reconhec&iacute;vel. Gee nomeia esse fen&ocirc;meno &amp;quot;Discursos&rdquo; (com &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo), isto &eacute;, sistemas de ideias e modos de pensamento que orientam a forma como performamos e utilizamos signos, palavras, imagens e outros recursos &mdash; o discurso (com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo). Discurso e discurso s&atilde;o, por conseguinte, indissoci&aacute;veis, o que permite abordar o d\/Discurso como pr&aacute;tica social que define e orienta paradigmas socioculturais.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Pode-se articular, ent&atilde;o, um ponto em comum entre James Paul Gee e Michel Foucault: o discurso n&atilde;o &eacute; apenas linguagem, mas configura-se como pr&aacute;tica social produtora de identidades, posi&ccedil;&otilde;es de sujeito e rela&ccedil;&otilde;es de poder.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Para saber mais ...&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. &amp;lt;em&amp;gt;A ordem do discurso: Aula inaugural no Coll&egrave;ge de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970.&amp;lt;\/em&amp;gt; S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Loyola, 1996. Tradu&ccedil;&atilde;o de Laura Fraga de Almeida Sampaio.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. As forma&ccedil;&otilde;es discursivas. &amp;lt;em&amp;gt;A arqueologia do saber&amp;lt;\/em&amp;gt;. 7. ed. Rio de Janeiro: Forense Universit&aacute;ria, 2008.Gee, James Paul&amp;lt;strong&amp;gt;.&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;An Introduction to Discourse Analysis: Theory and Method.&amp;lt;\/em&amp;gt; 4&ordf; ed. London; New York: Routledge, 2014.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O): &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/o-terrorismo-no-discurso\/&amp;quot;&amp;gt;O terrorismo no discurso&amp;lt;\/a&amp;gt;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/discurso\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>discurso<\/a> pode viralizar em diferentes escalas, com diferentes efeitos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, o que tem sido chamado por jornalistas e analistas pol&#xED;ticos de &#x201C;efeito Lula&#x201D; &#xE9;, em termos semi&#xF3;ticos, a <a class=\"glossaryLink\" aria-describedby=\"tt\" data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Comunicabilidade&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Trata-se de uma no&#xE7;&#xE3;o, ao mesmo tempo, te&#xF3;rica e emp&#xED;rica, que destaca a camada reflexiva da atividade de uso da linguagem, uma vez que, al&#xE9;m de us&#xE1;-la em diferentes situa&#xE7;&#xF5;es, os sujeitos tamb&#xE9;m agem de forma reflexiva sobre esses usos, engajando-se em atividades sociais metapragm&#xE1;ticas. Briggs (2005) articula a no&#xE7;&#xE3;o de comunicabilidade com a capacidade microbial de propaga&#xE7;&#xE3;o (conforme a defini&#xE7;&#xE3;o m&#xE9;dica de &#x2018;comunic&#xE1;vel&#x2019;, isto &#xE9;, infeccioso), acrescentando a esse entendimento um novo sentido Briggs, assim, amplia o entendimento de comunic&#xE1;vel para algo tanto comunicado ou transmitido de forma tida como transparente quanto algo transmitido de forma contagiosa. Ou seja, os sentidos podem ser infecciosos, uma vez que se disseminam com facilidade, como bact&#xE9;rias e v&#xED;rus. Assim, comunicabilidade tem a ver tanto com as ideologias de produ&#xE7;&#xE3;o, circula&#xE7;&#xE3;o e recep&#xE7;&#xE3;o dos textos como fen&#xF4;menos supostamente transparentes quanto com o car&#xE1;ter viral da circula&#xE7;&#xE3;o dos discursos nas sociedades. Desse modo, a depender da ades&#xE3;o a uma cartografia comunic&#xE1;vel, um discurso pode viralizar em diferentes escalas, com diferentes efeitos.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O)&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:list --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:list-item --&amp;gt;&amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/o-virus-chines-uma-analise-de-uma-pandemia-textual\/&amp;quot;&amp;gt;&#x2018;O v&#xED;rus chin&#xEA;s&#x2019;: uma an&#xE1;lise de uma pandemia textual&amp;lt;\/a&amp;gt;;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:list-item --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:list-item --&amp;gt;&amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/novo\/efeito-lula-comunicabilidade-e-outros-efeitos\/&amp;quot;&amp;gt;Efeito Lula, comunicabilidade e outros efeitos&amp;lt;\/a&amp;gt;;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:list-item --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:list-item --&amp;gt;&amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/novo\/a-teorizacao-sobre-conspiracoes-online\/&amp;quot;&amp;gt;A teoriza&#xE7;&#xE3;o sobre conspira&#xE7;&#xF5;es online&amp;lt;\/a&amp;gt;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:list-item --&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:list --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\" href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/comunicabilidade\/\" data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]' tabindex=\"0\" role=\"link\">comunicabilidade<\/a> projetada pelo <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Discurso&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;O conceito de discurso &eacute; empregado diferentemente, em variadas tradi&ccedil;&otilde;es, a depender da filia&ccedil;&atilde;o a &aacute;reas de estudo e correntes de pensamento. Este verbete reconstr&oacute;i duas conhecidas no&ccedil;&otilde;es de discurso, segundo Michel Foucault, no campo hist&oacute;rico-filos&oacute;fico, e James Paul Gee, nos Estudos da Linguagem.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;A no&ccedil;&atilde;o de discurso em Michel Foucault ocupa um lugar central em sua filosofia e est&aacute; diretamente ligada &agrave;s suas an&aacute;lises sobre saber e poder. Em vez de entender o discurso apenas como texto oral ou escrito, Foucault o concebe como um conjunto de pr&aacute;ticas que produzem os objetos de que falam &ndash; coisas, ideias, pessoas, eventos. Ou seja, o discurso n&atilde;o apenas descreve o chamado real: ele o constitui. O discurso &eacute;, assim, uma pr&aacute;tica produtiva que estrutura o campo das possibilidades de exist&ecirc;ncia, organizando e regulando o que pode ser dito, percebido, vivenciado, pensado e tomado como verdade em determinadas conjunturas hist&oacute;ricas. Desse modo, o discurso diz respeito a redes complexas de conhecimento que envolvem saberes e subjetividades atravessados por regimes de poder. Entretanto, o equil&iacute;brio entre esses eixos de for&ccedil;a &eacute; sempre inst&aacute;vel, pois, para Foucault, onde h&aacute; poder, h&aacute; resist&ecirc;ncia. Portanto, apesar da inseparabilidade entre discurso, sujeito, saber e poder, vazamentos, transgress&otilde;es e transforma&ccedil;&otilde;es podem sempre ocorrer.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;J&aacute; o linguista James Paul Gee diferencia discurso e Discurso, grafados com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo e &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo, respectivamente. O primeiro diz respeito &agrave; atividade discursiva, na qual empregamos signos lingu&iacute;sticos e n&atilde;o lingu&iacute;sticos em nossas intera&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias. Trata-se de uma perspectiva sociolingu&iacute;stica e pragm&aacute;tica que focaliza a linguagem em uso nos diferentes contextos da vida social e os sentidos ali produzidos. As pr&aacute;ticas linguageiras, por&eacute;m, n&atilde;o ocorrem isoladamente. Elas resultam de m&uacute;ltiplas combina&ccedil;&otilde;es integradas de modos de comunicar, interagir, pensar, perceber, crer, valorar e sentir, que constituem um tipo espec&iacute;fico de identidade socialmente reconhec&iacute;vel. Gee nomeia esse fen&ocirc;meno &amp;quot;Discursos&rdquo; (com &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo), isto &eacute;, sistemas de ideias e modos de pensamento que orientam a forma como performamos e utilizamos signos, palavras, imagens e outros recursos &mdash; o discurso (com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo). Discurso e discurso s&atilde;o, por conseguinte, indissoci&aacute;veis, o que permite abordar o d\/Discurso como pr&aacute;tica social que define e orienta paradigmas socioculturais.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Pode-se articular, ent&atilde;o, um ponto em comum entre James Paul Gee e Michel Foucault: o discurso n&atilde;o &eacute; apenas linguagem, mas configura-se como pr&aacute;tica social produtora de identidades, posi&ccedil;&otilde;es de sujeito e rela&ccedil;&otilde;es de poder.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Para saber mais ...&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. &amp;lt;em&amp;gt;A ordem do discurso: Aula inaugural no Coll&egrave;ge de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970.&amp;lt;\/em&amp;gt; S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Loyola, 1996. Tradu&ccedil;&atilde;o de Laura Fraga de Almeida Sampaio.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. As forma&ccedil;&otilde;es discursivas. &amp;lt;em&amp;gt;A arqueologia do saber&amp;lt;\/em&amp;gt;. 7. ed. Rio de Janeiro: Forense Universit&aacute;ria, 2008.Gee, James Paul&amp;lt;strong&amp;gt;.&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;An Introduction to Discourse Analysis: Theory and Method.&amp;lt;\/em&amp;gt; 4&ordf; ed. London; New York: Routledge, 2014.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O): &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/o-terrorismo-no-discurso\/&amp;quot;&amp;gt;O terrorismo no discurso&amp;lt;\/a&amp;gt;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/discurso\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>discurso<\/a> do ex-presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva na esfera p&uacute;blica brasileira. Ou seja, as disputas pelos modos de interpretar a fala do petista naquela ocasi&atilde;o, delineadas nas diferentes trajet&oacute;rias que seu <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Discurso&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;O conceito de discurso &eacute; empregado diferentemente, em variadas tradi&ccedil;&otilde;es, a depender da filia&ccedil;&atilde;o a &aacute;reas de estudo e correntes de pensamento. Este verbete reconstr&oacute;i duas conhecidas no&ccedil;&otilde;es de discurso, segundo Michel Foucault, no campo hist&oacute;rico-filos&oacute;fico, e James Paul Gee, nos Estudos da Linguagem.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;A no&ccedil;&atilde;o de discurso em Michel Foucault ocupa um lugar central em sua filosofia e est&aacute; diretamente ligada &agrave;s suas an&aacute;lises sobre saber e poder. Em vez de entender o discurso apenas como texto oral ou escrito, Foucault o concebe como um conjunto de pr&aacute;ticas que produzem os objetos de que falam &ndash; coisas, ideias, pessoas, eventos. Ou seja, o discurso n&atilde;o apenas descreve o chamado real: ele o constitui. O discurso &eacute;, assim, uma pr&aacute;tica produtiva que estrutura o campo das possibilidades de exist&ecirc;ncia, organizando e regulando o que pode ser dito, percebido, vivenciado, pensado e tomado como verdade em determinadas conjunturas hist&oacute;ricas. Desse modo, o discurso diz respeito a redes complexas de conhecimento que envolvem saberes e subjetividades atravessados por regimes de poder. Entretanto, o equil&iacute;brio entre esses eixos de for&ccedil;a &eacute; sempre inst&aacute;vel, pois, para Foucault, onde h&aacute; poder, h&aacute; resist&ecirc;ncia. Portanto, apesar da inseparabilidade entre discurso, sujeito, saber e poder, vazamentos, transgress&otilde;es e transforma&ccedil;&otilde;es podem sempre ocorrer.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;J&aacute; o linguista James Paul Gee diferencia discurso e Discurso, grafados com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo e &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo, respectivamente. O primeiro diz respeito &agrave; atividade discursiva, na qual empregamos signos lingu&iacute;sticos e n&atilde;o lingu&iacute;sticos em nossas intera&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias. Trata-se de uma perspectiva sociolingu&iacute;stica e pragm&aacute;tica que focaliza a linguagem em uso nos diferentes contextos da vida social e os sentidos ali produzidos. As pr&aacute;ticas linguageiras, por&eacute;m, n&atilde;o ocorrem isoladamente. Elas resultam de m&uacute;ltiplas combina&ccedil;&otilde;es integradas de modos de comunicar, interagir, pensar, perceber, crer, valorar e sentir, que constituem um tipo espec&iacute;fico de identidade socialmente reconhec&iacute;vel. Gee nomeia esse fen&ocirc;meno &amp;quot;Discursos&rdquo; (com &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo), isto &eacute;, sistemas de ideias e modos de pensamento que orientam a forma como performamos e utilizamos signos, palavras, imagens e outros recursos &mdash; o discurso (com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo). Discurso e discurso s&atilde;o, por conseguinte, indissoci&aacute;veis, o que permite abordar o d\/Discurso como pr&aacute;tica social que define e orienta paradigmas socioculturais.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Pode-se articular, ent&atilde;o, um ponto em comum entre James Paul Gee e Michel Foucault: o discurso n&atilde;o &eacute; apenas linguagem, mas configura-se como pr&aacute;tica social produtora de identidades, posi&ccedil;&otilde;es de sujeito e rela&ccedil;&otilde;es de poder.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Para saber mais ...&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. &amp;lt;em&amp;gt;A ordem do discurso: Aula inaugural no Coll&egrave;ge de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970.&amp;lt;\/em&amp;gt; S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Loyola, 1996. Tradu&ccedil;&atilde;o de Laura Fraga de Almeida Sampaio.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. As forma&ccedil;&otilde;es discursivas. &amp;lt;em&amp;gt;A arqueologia do saber&amp;lt;\/em&amp;gt;. 7. ed. Rio de Janeiro: Forense Universit&aacute;ria, 2008.Gee, James Paul&amp;lt;strong&amp;gt;.&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;An Introduction to Discourse Analysis: Theory and Method.&amp;lt;\/em&amp;gt; 4&ordf; ed. London; New York: Routledge, 2014.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O): &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/o-terrorismo-no-discurso\/&amp;quot;&amp;gt;O terrorismo no discurso&amp;lt;\/a&amp;gt;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/discurso\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>discurso<\/a> assumiu, apontam para cartografias comunic&aacute;veis em disputa no atual cen&aacute;rio brasieliro. A fim de entendermos melhor como textos circulam na vida social e seus impactos, passamos a analisar um dos momentos espec&iacute;ficos dessa trajet&oacute;ria infecciosa de sentidos e os efeitos que ela tem produzido no cen&aacute;rio pol&iacute;tico nacional, mais especificamente na forma como o Governo Federal se posiciona a respeito da pandemia de COVID-19, que, no momento de publica&ccedil;&atilde;o deste texto, j&aacute; soma mais de 460 mil mortes em territ&oacute;rio nacional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em seu <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Discurso&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;O conceito de discurso &eacute; empregado diferentemente, em variadas tradi&ccedil;&otilde;es, a depender da filia&ccedil;&atilde;o a &aacute;reas de estudo e correntes de pensamento. Este verbete reconstr&oacute;i duas conhecidas no&ccedil;&otilde;es de discurso, segundo Michel Foucault, no campo hist&oacute;rico-filos&oacute;fico, e James Paul Gee, nos Estudos da Linguagem.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;A no&ccedil;&atilde;o de discurso em Michel Foucault ocupa um lugar central em sua filosofia e est&aacute; diretamente ligada &agrave;s suas an&aacute;lises sobre saber e poder. Em vez de entender o discurso apenas como texto oral ou escrito, Foucault o concebe como um conjunto de pr&aacute;ticas que produzem os objetos de que falam &ndash; coisas, ideias, pessoas, eventos. Ou seja, o discurso n&atilde;o apenas descreve o chamado real: ele o constitui. O discurso &eacute;, assim, uma pr&aacute;tica produtiva que estrutura o campo das possibilidades de exist&ecirc;ncia, organizando e regulando o que pode ser dito, percebido, vivenciado, pensado e tomado como verdade em determinadas conjunturas hist&oacute;ricas. Desse modo, o discurso diz respeito a redes complexas de conhecimento que envolvem saberes e subjetividades atravessados por regimes de poder. Entretanto, o equil&iacute;brio entre esses eixos de for&ccedil;a &eacute; sempre inst&aacute;vel, pois, para Foucault, onde h&aacute; poder, h&aacute; resist&ecirc;ncia. Portanto, apesar da inseparabilidade entre discurso, sujeito, saber e poder, vazamentos, transgress&otilde;es e transforma&ccedil;&otilde;es podem sempre ocorrer.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;J&aacute; o linguista James Paul Gee diferencia discurso e Discurso, grafados com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo e &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo, respectivamente. O primeiro diz respeito &agrave; atividade discursiva, na qual empregamos signos lingu&iacute;sticos e n&atilde;o lingu&iacute;sticos em nossas intera&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias. Trata-se de uma perspectiva sociolingu&iacute;stica e pragm&aacute;tica que focaliza a linguagem em uso nos diferentes contextos da vida social e os sentidos ali produzidos. As pr&aacute;ticas linguageiras, por&eacute;m, n&atilde;o ocorrem isoladamente. Elas resultam de m&uacute;ltiplas combina&ccedil;&otilde;es integradas de modos de comunicar, interagir, pensar, perceber, crer, valorar e sentir, que constituem um tipo espec&iacute;fico de identidade socialmente reconhec&iacute;vel. Gee nomeia esse fen&ocirc;meno &amp;quot;Discursos&rdquo; (com &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo), isto &eacute;, sistemas de ideias e modos de pensamento que orientam a forma como performamos e utilizamos signos, palavras, imagens e outros recursos &mdash; o discurso (com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo). Discurso e discurso s&atilde;o, por conseguinte, indissoci&aacute;veis, o que permite abordar o d\/Discurso como pr&aacute;tica social que define e orienta paradigmas socioculturais.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Pode-se articular, ent&atilde;o, um ponto em comum entre James Paul Gee e Michel Foucault: o discurso n&atilde;o &eacute; apenas linguagem, mas configura-se como pr&aacute;tica social produtora de identidades, posi&ccedil;&otilde;es de sujeito e rela&ccedil;&otilde;es de poder.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Para saber mais ...&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. &amp;lt;em&amp;gt;A ordem do discurso: Aula inaugural no Coll&egrave;ge de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970.&amp;lt;\/em&amp;gt; S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Loyola, 1996. Tradu&ccedil;&atilde;o de Laura Fraga de Almeida Sampaio.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. As forma&ccedil;&otilde;es discursivas. &amp;lt;em&amp;gt;A arqueologia do saber&amp;lt;\/em&amp;gt;. 7. ed. Rio de Janeiro: Forense Universit&aacute;ria, 2008.Gee, James Paul&amp;lt;strong&amp;gt;.&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;An Introduction to Discourse Analysis: Theory and Method.&amp;lt;\/em&amp;gt; 4&ordf; ed. London; New York: Routledge, 2014.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O): &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/o-terrorismo-no-discurso\/&amp;quot;&amp;gt;O terrorismo no discurso&amp;lt;\/a&amp;gt;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/discurso\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>discurso<\/a>, Lula destacou que o pa&iacute;s est&aacute; &ldquo;totalmente desordenado e desagregado porque n&atilde;o tem governo&rdquo;, e que muitas das mortes por COVID-19 poderiam ter sido evitadas &ldquo;se a gente tivesse um governo que tivesse feito o elementar&rdquo;. Posta essa cr&iacute;tica, o ex-presidente elencou o que teria sido feito por &ldquo;um Presidente da Rep&uacute;blica que se respeitasse e que respeitasse o povo brasileiro&rdquo;: cria&ccedil;&atilde;o um comit&ecirc; de crise com representantes pol&iacute;ticos e cient&iacute;ficos, prioriza&ccedil;&atilde;o de dinheiro para combate &agrave; pandemia e compra de vacinas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al&#xE9;m de pontuar o que se espera de um presidente da rep&#xFA;blica num momento de crise sanit&#xE1;ria, Lula tamb&#xE9;m enfatizou os momentos em que Bolsonaro subestimou a gravidade da COVID, alegando que &#x201C;quem tem medo do covid &#xE9; maricas, que era uma gripezinha, que&#xA0; a COVID era coisa de covarde, que ele era ex-atleta e que, portanto, n&#xE3;o ia pegar.&#x201D; E arrematou recordando-nos que, em seu governo, quando enfrentamos a crise da H1N1, 80 milh&#xF5;es de brasileiros foram vacinados em tr&#xEA;s meses, atrav&#xE9;s do Sistema &#xDA;nico de Sa&#xFA;de (SUS).&#xA0;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cerca de uma hora depois do fim do <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Discurso&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;O conceito de discurso &eacute; empregado diferentemente, em variadas tradi&ccedil;&otilde;es, a depender da filia&ccedil;&atilde;o a &aacute;reas de estudo e correntes de pensamento. Este verbete reconstr&oacute;i duas conhecidas no&ccedil;&otilde;es de discurso, segundo Michel Foucault, no campo hist&oacute;rico-filos&oacute;fico, e James Paul Gee, nos Estudos da Linguagem.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;A no&ccedil;&atilde;o de discurso em Michel Foucault ocupa um lugar central em sua filosofia e est&aacute; diretamente ligada &agrave;s suas an&aacute;lises sobre saber e poder. Em vez de entender o discurso apenas como texto oral ou escrito, Foucault o concebe como um conjunto de pr&aacute;ticas que produzem os objetos de que falam &ndash; coisas, ideias, pessoas, eventos. Ou seja, o discurso n&atilde;o apenas descreve o chamado real: ele o constitui. O discurso &eacute;, assim, uma pr&aacute;tica produtiva que estrutura o campo das possibilidades de exist&ecirc;ncia, organizando e regulando o que pode ser dito, percebido, vivenciado, pensado e tomado como verdade em determinadas conjunturas hist&oacute;ricas. Desse modo, o discurso diz respeito a redes complexas de conhecimento que envolvem saberes e subjetividades atravessados por regimes de poder. Entretanto, o equil&iacute;brio entre esses eixos de for&ccedil;a &eacute; sempre inst&aacute;vel, pois, para Foucault, onde h&aacute; poder, h&aacute; resist&ecirc;ncia. Portanto, apesar da inseparabilidade entre discurso, sujeito, saber e poder, vazamentos, transgress&otilde;es e transforma&ccedil;&otilde;es podem sempre ocorrer.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;J&aacute; o linguista James Paul Gee diferencia discurso e Discurso, grafados com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo e &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo, respectivamente. O primeiro diz respeito &agrave; atividade discursiva, na qual empregamos signos lingu&iacute;sticos e n&atilde;o lingu&iacute;sticos em nossas intera&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias. Trata-se de uma perspectiva sociolingu&iacute;stica e pragm&aacute;tica que focaliza a linguagem em uso nos diferentes contextos da vida social e os sentidos ali produzidos. As pr&aacute;ticas linguageiras, por&eacute;m, n&atilde;o ocorrem isoladamente. Elas resultam de m&uacute;ltiplas combina&ccedil;&otilde;es integradas de modos de comunicar, interagir, pensar, perceber, crer, valorar e sentir, que constituem um tipo espec&iacute;fico de identidade socialmente reconhec&iacute;vel. Gee nomeia esse fen&ocirc;meno &amp;quot;Discursos&rdquo; (com &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo), isto &eacute;, sistemas de ideias e modos de pensamento que orientam a forma como performamos e utilizamos signos, palavras, imagens e outros recursos &mdash; o discurso (com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo). Discurso e discurso s&atilde;o, por conseguinte, indissoci&aacute;veis, o que permite abordar o d\/Discurso como pr&aacute;tica social que define e orienta paradigmas socioculturais.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Pode-se articular, ent&atilde;o, um ponto em comum entre James Paul Gee e Michel Foucault: o discurso n&atilde;o &eacute; apenas linguagem, mas configura-se como pr&aacute;tica social produtora de identidades, posi&ccedil;&otilde;es de sujeito e rela&ccedil;&otilde;es de poder.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Para saber mais ...&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. &amp;lt;em&amp;gt;A ordem do discurso: Aula inaugural no Coll&egrave;ge de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970.&amp;lt;\/em&amp;gt; S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Loyola, 1996. Tradu&ccedil;&atilde;o de Laura Fraga de Almeida Sampaio.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. As forma&ccedil;&otilde;es discursivas. &amp;lt;em&amp;gt;A arqueologia do saber&amp;lt;\/em&amp;gt;. 7. ed. Rio de Janeiro: Forense Universit&aacute;ria, 2008.Gee, James Paul&amp;lt;strong&amp;gt;.&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;An Introduction to Discourse Analysis: Theory and Method.&amp;lt;\/em&amp;gt; 4&ordf; ed. London; New York: Routledge, 2014.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O): &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/o-terrorismo-no-discurso\/&amp;quot;&amp;gt;O terrorismo no discurso&amp;lt;\/a&amp;gt;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/discurso\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>discurso<\/a> de Lula, Fl&aacute;vio Bolsonaro, filho do atual presidente Jair Bolsonaro, utilizou grupos de mensagens do Telegram para&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.folhape.com.br\/politica\/flavio-bolsonaro-pede-que-seguidores-compartilhem-foto-de-seu-pai-com\/175753\/\">pedir que viralizassem<\/a>&#xA0;uma foto de seu pai com os dizeres: &#x201C;Nossa arma &#xE9; a vacina&#x201D;. &#xC0;s 15h41, o senador postava a mesma imagem em sua conta do Twitter, alegando que, nos pr&#xF3;ximos meses, &#x201C;vacinaremos dezenas de milh&#xF5;es de brasileiros&#x201D;. Depois de meses em que, consecutivas vezes, o presidente&#xA0;<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/2021\/03\/governo-negou-3-vezes-ofertas-da-pfizer-e-perdeu-ao-menos-3-milhoes-de-doses-de-vacina.shtml\">se negou a comprar vacinas para o pa&#xED;s<\/a>,&#xA0;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/ba\/bahia\/noticia\/2020\/12\/17\/bolsonaro-diz-que-nao-tomara-vacina-e-chama-de-idiota-quem-o-ve-como-mau-exemplo-por-nao-se-imunizar-eu-ja-tive-o-virus.ghtml\">afirmou que n&#xE3;o tomaria a vacina<\/a>, e at&#xE9; mesmo sugeriu<a href=\"https:\/\/istoe.com.br\/bolsonaro-sobre-vacina-de-pfizer-se-voce-virar-um-jacare-e-problema-de-voce\/\">&#xA0;que vacinados poderiam ser transformados em jacar&#xE9;<\/a>, fica dif&#xED;cil imaginar o tipo de malabarismo narrativo que seria preciso para emendar, repentinamente, uma defesa &#xE0; vacina. Mas, para surpresa daqueles que esperavam uma manobra miraculosa, nada foi preciso: bastou, ainda na manh&#xE3; do dia 10,&#xA0;<a href=\"https:\/\/noticias.uol.com.br\/saude\/ultimas-noticias\/redacao\/2021\/03\/10\/bolsonaro-diz-que-nao-e-negacionista-nem-contra-vacinas.htm\">afirmar para seus apoiadores que n&#xE3;o &#xE9; negacionista e que nunca foi contra a vacina<\/a>. E assim, como em um passe de m&aacute;gica, era inaugurada uma nova <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Narrativa&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Narrativa &eacute; um tipo de discurso que, por sua estrutura e circunst&acirc;ncias de produ&ccedil;&atilde;o, tradicionalmente, est&aacute; associado &agrave; capacidade desenvolvida pelos seres humanos de recapitular o passado atrav&eacute;s da oralidade ou da escrita. Estudos contempor&acirc;neos apontam, no entanto, que se trata, tamb&eacute;m, de um discurso performativo que implica avalia&ccedil;&otilde;es e agenciamentos a serem empreendidos no presente da narrativa, bem como no futuro. A produ&ccedil;&atilde;o narrativa envolve um complexo processo em que entram em jogo m&uacute;ltiplos elementos tais como a constru&ccedil;&atilde;o de perspectivas ideol&oacute;gicas e s&oacute;cio-hist&oacute;ricas das pessoas que narram e das que est&atilde;o envolvidas na pr&aacute;tica narrativa.Confira o conceito em CONTXT(O) em &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/novo\/o-tempo-narrativo-o-general-e-as-memorias-de-nossos-tristes-futuros\/&amp;quot;&amp;gt;O tempo narrativo, o general e as mem&oacute;rias de nossos tristes futuros&amp;lt;\/a&amp;gt;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/narrativa\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>narrativa<\/a> bolsonarista sobre sobre a pandemia de COVID-19 e a vacina.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"610\" src=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/image1-6.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-373\" srcset=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/image1-6.jpg 600w, https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/image1-6-295x300.jpg 295w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Lula destacou, ainda, o desaparecimento de Z&#xE9; Gotinha, personagem elaborado na d&#xE9;cada de 1980 para incentivar a vacina&#xE7;&#xE3;o de crian&#xE7;as contra o v&#xED;rus da poliomelite. Segundo Lula, &#x201C;Bolsonaro mandou ele embora porque pensou que ele era petista&#x201D;. Dois dias depois, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, outro dos filhos do presidente, resolveu demonstrar &#xE0; popula&#xE7;&#xE3;o&#xA0;<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2021-03-12\/ze-gotinha-do-ostracismo-sob-bolsonaro-ao-vexame-de-fuzil-na-mao.html\">onde estava Z&#xE9; Gotinha<\/a>, atrav&#xE9;s de uma arte que, para dizer o m&#xED;nimo, poderia ser considerada de p&#xE9;ssimo tom. Nessa imagem (abaixo), que aponta para a&#xA0;<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2021-02-15\/decretos-para-aumento-de-venda-de-armas-elevam-inseguranca-com-bolsonaro-e-tema-pode-chegar-ao-stf.html\">agenda armamentista<\/a>&#xA0;e&#xA0;<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/opiniao\/2020-02-14\/militarizacao-do-governo-bolsonaro-trincheira-da-democracia-ou-pressagio-de-ditadura.html\">militarista<\/a>&#xA0;do atual governo, o personagem l&#xFA;dico que habitou a inf&#xE2;ncia de diferentes gera&#xE7;&#xF5;es brasileiras veste uma bandeira do pa&#xED;s como capa e segura, sorridente, uma vacina como fuzil. No tweet em que divulgou a arte, e que foi apagado pouco tempo depois, leem-se os dizeres: &#x201C;Nossa arma agora &#xE9; a vacina!&#x201D;. Em seguida, ap&#xF3;s receber cornetadas de internautas, Eduardo corrigiu seu ato falho eliminando o adv&#xE9;rbio de tempo: &#x201C;Nossa arma &#xE9; a vacina&#x201D;. E, ap&#xF3;s algumas horas de cr&#xED;ticas, optou por apagar o tweet de vez.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"567\" height=\"796\" src=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/image2-6.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-375\" srcset=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/image2-6.jpg 567w, https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/image2-6-214x300.jpg 214w\" sizes=\"auto, (max-width: 567px) 100vw, 567px\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda que seja uma analogia clich&#xEA;, &#xE9; absolutamente imposs&#xED;vel n&#xE3;o considerar que Orwell, se estivesse vivo, deveria estar cobrando direitos autorais a Bolsonaro, por encenar com tamanha precis&#xE3;o o Minist&#xE9;rio da Verdade por ele narrado em 1984. Na obra, a altera&#xE7;&#xE3;o de&#xA0; documentos e&#xA0; peri&#xF3;dicos,&#xA0; bem como a publica&#xE7;&#xE3;o retroativa de not&#xED;cias com uma nova vers&#xE3;o dos fatos, servem como ferramentas para dar suporte &#xE0; realidade paralela criada. No Brasil de 2021, novas palavras s&#xE3;o lan&#xE7;adas, duas ou tr&#xEA;s a&#xE7;&#xF5;es s&#xE3;o alteradas, e os apoiadores&#xA0; precisam fazer malabarismos para justificar, com qualquer estrat&#xE9;gia ret&#xF3;rica, como o presidente pode transitar entre polos t&#xE3;o opostos em alguns poucos dias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No intervalo entre a escrita e a publica&ccedil;&atilde;o desse texto, mais uma guinada discursiva foi produzida: no dia 10 de junho (exatos 3 meses ap&oacute;s o <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Discurso&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;O conceito de discurso &eacute; empregado diferentemente, em variadas tradi&ccedil;&otilde;es, a depender da filia&ccedil;&atilde;o a &aacute;reas de estudo e correntes de pensamento. Este verbete reconstr&oacute;i duas conhecidas no&ccedil;&otilde;es de discurso, segundo Michel Foucault, no campo hist&oacute;rico-filos&oacute;fico, e James Paul Gee, nos Estudos da Linguagem.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;A no&ccedil;&atilde;o de discurso em Michel Foucault ocupa um lugar central em sua filosofia e est&aacute; diretamente ligada &agrave;s suas an&aacute;lises sobre saber e poder. Em vez de entender o discurso apenas como texto oral ou escrito, Foucault o concebe como um conjunto de pr&aacute;ticas que produzem os objetos de que falam &ndash; coisas, ideias, pessoas, eventos. Ou seja, o discurso n&atilde;o apenas descreve o chamado real: ele o constitui. O discurso &eacute;, assim, uma pr&aacute;tica produtiva que estrutura o campo das possibilidades de exist&ecirc;ncia, organizando e regulando o que pode ser dito, percebido, vivenciado, pensado e tomado como verdade em determinadas conjunturas hist&oacute;ricas. Desse modo, o discurso diz respeito a redes complexas de conhecimento que envolvem saberes e subjetividades atravessados por regimes de poder. Entretanto, o equil&iacute;brio entre esses eixos de for&ccedil;a &eacute; sempre inst&aacute;vel, pois, para Foucault, onde h&aacute; poder, h&aacute; resist&ecirc;ncia. Portanto, apesar da inseparabilidade entre discurso, sujeito, saber e poder, vazamentos, transgress&otilde;es e transforma&ccedil;&otilde;es podem sempre ocorrer.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;J&aacute; o linguista James Paul Gee diferencia discurso e Discurso, grafados com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo e &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo, respectivamente. O primeiro diz respeito &agrave; atividade discursiva, na qual empregamos signos lingu&iacute;sticos e n&atilde;o lingu&iacute;sticos em nossas intera&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias. Trata-se de uma perspectiva sociolingu&iacute;stica e pragm&aacute;tica que focaliza a linguagem em uso nos diferentes contextos da vida social e os sentidos ali produzidos. As pr&aacute;ticas linguageiras, por&eacute;m, n&atilde;o ocorrem isoladamente. Elas resultam de m&uacute;ltiplas combina&ccedil;&otilde;es integradas de modos de comunicar, interagir, pensar, perceber, crer, valorar e sentir, que constituem um tipo espec&iacute;fico de identidade socialmente reconhec&iacute;vel. Gee nomeia esse fen&ocirc;meno &amp;quot;Discursos&rdquo; (com &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo), isto &eacute;, sistemas de ideias e modos de pensamento que orientam a forma como performamos e utilizamos signos, palavras, imagens e outros recursos &mdash; o discurso (com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo). Discurso e discurso s&atilde;o, por conseguinte, indissoci&aacute;veis, o que permite abordar o d\/Discurso como pr&aacute;tica social que define e orienta paradigmas socioculturais.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Pode-se articular, ent&atilde;o, um ponto em comum entre James Paul Gee e Michel Foucault: o discurso n&atilde;o &eacute; apenas linguagem, mas configura-se como pr&aacute;tica social produtora de identidades, posi&ccedil;&otilde;es de sujeito e rela&ccedil;&otilde;es de poder.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Para saber mais ...&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. &amp;lt;em&amp;gt;A ordem do discurso: Aula inaugural no Coll&egrave;ge de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970.&amp;lt;\/em&amp;gt; S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Loyola, 1996. Tradu&ccedil;&atilde;o de Laura Fraga de Almeida Sampaio.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. As forma&ccedil;&otilde;es discursivas. &amp;lt;em&amp;gt;A arqueologia do saber&amp;lt;\/em&amp;gt;. 7. ed. Rio de Janeiro: Forense Universit&aacute;ria, 2008.Gee, James Paul&amp;lt;strong&amp;gt;.&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;An Introduction to Discourse Analysis: Theory and Method.&amp;lt;\/em&amp;gt; 4&ordf; ed. London; New York: Routledge, 2014.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O): &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/o-terrorismo-no-discurso\/&amp;quot;&amp;gt;O terrorismo no discurso&amp;lt;\/a&amp;gt;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/discurso\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>discurso<\/a> do ex-presidente petista), Bolsonaro anunciou publicamente que o atual ministro da sa&uacute;de Marcelo Queiroga emitiria um parecer desobrigando o uso de m&aacute;scara por pessoas imunizadas contra a COVID-19. Em um processo de modula&ccedil;&atilde;o do negacionismo inicial, apesar da aparente aceita&ccedil;&atilde;o das orienta&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas, o <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Discurso&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;O conceito de discurso &eacute; empregado diferentemente, em variadas tradi&ccedil;&otilde;es, a depender da filia&ccedil;&atilde;o a &aacute;reas de estudo e correntes de pensamento. Este verbete reconstr&oacute;i duas conhecidas no&ccedil;&otilde;es de discurso, segundo Michel Foucault, no campo hist&oacute;rico-filos&oacute;fico, e James Paul Gee, nos Estudos da Linguagem.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;A no&ccedil;&atilde;o de discurso em Michel Foucault ocupa um lugar central em sua filosofia e est&aacute; diretamente ligada &agrave;s suas an&aacute;lises sobre saber e poder. Em vez de entender o discurso apenas como texto oral ou escrito, Foucault o concebe como um conjunto de pr&aacute;ticas que produzem os objetos de que falam &ndash; coisas, ideias, pessoas, eventos. Ou seja, o discurso n&atilde;o apenas descreve o chamado real: ele o constitui. O discurso &eacute;, assim, uma pr&aacute;tica produtiva que estrutura o campo das possibilidades de exist&ecirc;ncia, organizando e regulando o que pode ser dito, percebido, vivenciado, pensado e tomado como verdade em determinadas conjunturas hist&oacute;ricas. Desse modo, o discurso diz respeito a redes complexas de conhecimento que envolvem saberes e subjetividades atravessados por regimes de poder. Entretanto, o equil&iacute;brio entre esses eixos de for&ccedil;a &eacute; sempre inst&aacute;vel, pois, para Foucault, onde h&aacute; poder, h&aacute; resist&ecirc;ncia. Portanto, apesar da inseparabilidade entre discurso, sujeito, saber e poder, vazamentos, transgress&otilde;es e transforma&ccedil;&otilde;es podem sempre ocorrer.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;J&aacute; o linguista James Paul Gee diferencia discurso e Discurso, grafados com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo e &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo, respectivamente. O primeiro diz respeito &agrave; atividade discursiva, na qual empregamos signos lingu&iacute;sticos e n&atilde;o lingu&iacute;sticos em nossas intera&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias. Trata-se de uma perspectiva sociolingu&iacute;stica e pragm&aacute;tica que focaliza a linguagem em uso nos diferentes contextos da vida social e os sentidos ali produzidos. As pr&aacute;ticas linguageiras, por&eacute;m, n&atilde;o ocorrem isoladamente. Elas resultam de m&uacute;ltiplas combina&ccedil;&otilde;es integradas de modos de comunicar, interagir, pensar, perceber, crer, valorar e sentir, que constituem um tipo espec&iacute;fico de identidade socialmente reconhec&iacute;vel. Gee nomeia esse fen&ocirc;meno &amp;quot;Discursos&rdquo; (com &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo), isto &eacute;, sistemas de ideias e modos de pensamento que orientam a forma como performamos e utilizamos signos, palavras, imagens e outros recursos &mdash; o discurso (com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo). Discurso e discurso s&atilde;o, por conseguinte, indissoci&aacute;veis, o que permite abordar o d\/Discurso como pr&aacute;tica social que define e orienta paradigmas socioculturais.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Pode-se articular, ent&atilde;o, um ponto em comum entre James Paul Gee e Michel Foucault: o discurso n&atilde;o &eacute; apenas linguagem, mas configura-se como pr&aacute;tica social produtora de identidades, posi&ccedil;&otilde;es de sujeito e rela&ccedil;&otilde;es de poder.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Para saber mais ...&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. &amp;lt;em&amp;gt;A ordem do discurso: Aula inaugural no Coll&egrave;ge de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970.&amp;lt;\/em&amp;gt; S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Loyola, 1996. Tradu&ccedil;&atilde;o de Laura Fraga de Almeida Sampaio.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. As forma&ccedil;&otilde;es discursivas. &amp;lt;em&amp;gt;A arqueologia do saber&amp;lt;\/em&amp;gt;. 7. ed. Rio de Janeiro: Forense Universit&aacute;ria, 2008.Gee, James Paul&amp;lt;strong&amp;gt;.&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;An Introduction to Discourse Analysis: Theory and Method.&amp;lt;\/em&amp;gt; 4&ordf; ed. London; New York: Routledge, 2014.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O): &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/o-terrorismo-no-discurso\/&amp;quot;&amp;gt;O terrorismo no discurso&amp;lt;\/a&amp;gt;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/discurso\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>discurso<\/a> governista parece buscar uma forma de seguir incentivando as posturas e cren&ccedil;as que come&ccedil;ou a propagar em 24 de mar&ccedil;o de 2020. Nesse sentido, importa lembrar que a ades&atilde;o &agrave; <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Narrativa&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Narrativa &eacute; um tipo de discurso que, por sua estrutura e circunst&acirc;ncias de produ&ccedil;&atilde;o, tradicionalmente, est&aacute; associado &agrave; capacidade desenvolvida pelos seres humanos de recapitular o passado atrav&eacute;s da oralidade ou da escrita. Estudos contempor&acirc;neos apontam, no entanto, que se trata, tamb&eacute;m, de um discurso performativo que implica avalia&ccedil;&otilde;es e agenciamentos a serem empreendidos no presente da narrativa, bem como no futuro. A produ&ccedil;&atilde;o narrativa envolve um complexo processo em que entram em jogo m&uacute;ltiplos elementos tais como a constru&ccedil;&atilde;o de perspectivas ideol&oacute;gicas e s&oacute;cio-hist&oacute;ricas das pessoas que narram e das que est&atilde;o envolvidas na pr&aacute;tica narrativa.Confira o conceito em CONTXT(O) em &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/novo\/o-tempo-narrativo-o-general-e-as-memorias-de-nossos-tristes-futuros\/&amp;quot;&amp;gt;O tempo narrativo, o general e as mem&oacute;rias de nossos tristes futuros&amp;lt;\/a&amp;gt;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/narrativa\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>narrativa<\/a> pr&oacute;-vacina e ao uso de m&aacute;scaras por parte do governo n&atilde;o se d&aacute; de maneira volunt&aacute;ria. O que, de certa forma, explica a precipita&ccedil;&atilde;o da desobriga&ccedil;&atilde;o do uso de m&aacute;scaras para aquelas\/es que j&aacute; estiveram vacinadas\/os. Assim, depois de apontar por tanto tempo o uso de equipamentos de prote&ccedil;&atilde;o como uma &ldquo;pr&aacute;tica esquerdista&rdquo;, o governo volta a investir no <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Discurso&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;O conceito de discurso &eacute; empregado diferentemente, em variadas tradi&ccedil;&otilde;es, a depender da filia&ccedil;&atilde;o a &aacute;reas de estudo e correntes de pensamento. Este verbete reconstr&oacute;i duas conhecidas no&ccedil;&otilde;es de discurso, segundo Michel Foucault, no campo hist&oacute;rico-filos&oacute;fico, e James Paul Gee, nos Estudos da Linguagem.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;A no&ccedil;&atilde;o de discurso em Michel Foucault ocupa um lugar central em sua filosofia e est&aacute; diretamente ligada &agrave;s suas an&aacute;lises sobre saber e poder. Em vez de entender o discurso apenas como texto oral ou escrito, Foucault o concebe como um conjunto de pr&aacute;ticas que produzem os objetos de que falam &ndash; coisas, ideias, pessoas, eventos. Ou seja, o discurso n&atilde;o apenas descreve o chamado real: ele o constitui. O discurso &eacute;, assim, uma pr&aacute;tica produtiva que estrutura o campo das possibilidades de exist&ecirc;ncia, organizando e regulando o que pode ser dito, percebido, vivenciado, pensado e tomado como verdade em determinadas conjunturas hist&oacute;ricas. Desse modo, o discurso diz respeito a redes complexas de conhecimento que envolvem saberes e subjetividades atravessados por regimes de poder. Entretanto, o equil&iacute;brio entre esses eixos de for&ccedil;a &eacute; sempre inst&aacute;vel, pois, para Foucault, onde h&aacute; poder, h&aacute; resist&ecirc;ncia. Portanto, apesar da inseparabilidade entre discurso, sujeito, saber e poder, vazamentos, transgress&otilde;es e transforma&ccedil;&otilde;es podem sempre ocorrer.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;J&aacute; o linguista James Paul Gee diferencia discurso e Discurso, grafados com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo e &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo, respectivamente. O primeiro diz respeito &agrave; atividade discursiva, na qual empregamos signos lingu&iacute;sticos e n&atilde;o lingu&iacute;sticos em nossas intera&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias. Trata-se de uma perspectiva sociolingu&iacute;stica e pragm&aacute;tica que focaliza a linguagem em uso nos diferentes contextos da vida social e os sentidos ali produzidos. As pr&aacute;ticas linguageiras, por&eacute;m, n&atilde;o ocorrem isoladamente. Elas resultam de m&uacute;ltiplas combina&ccedil;&otilde;es integradas de modos de comunicar, interagir, pensar, perceber, crer, valorar e sentir, que constituem um tipo espec&iacute;fico de identidade socialmente reconhec&iacute;vel. Gee nomeia esse fen&ocirc;meno &amp;quot;Discursos&rdquo; (com &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo), isto &eacute;, sistemas de ideias e modos de pensamento que orientam a forma como performamos e utilizamos signos, palavras, imagens e outros recursos &mdash; o discurso (com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo). Discurso e discurso s&atilde;o, por conseguinte, indissoci&aacute;veis, o que permite abordar o d\/Discurso como pr&aacute;tica social que define e orienta paradigmas socioculturais.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Pode-se articular, ent&atilde;o, um ponto em comum entre James Paul Gee e Michel Foucault: o discurso n&atilde;o &eacute; apenas linguagem, mas configura-se como pr&aacute;tica social produtora de identidades, posi&ccedil;&otilde;es de sujeito e rela&ccedil;&otilde;es de poder.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Para saber mais ...&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. &amp;lt;em&amp;gt;A ordem do discurso: Aula inaugural no Coll&egrave;ge de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970.&amp;lt;\/em&amp;gt; S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Loyola, 1996. Tradu&ccedil;&atilde;o de Laura Fraga de Almeida Sampaio.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. As forma&ccedil;&otilde;es discursivas. &amp;lt;em&amp;gt;A arqueologia do saber&amp;lt;\/em&amp;gt;. 7. ed. Rio de Janeiro: Forense Universit&aacute;ria, 2008.Gee, James Paul&amp;lt;strong&amp;gt;.&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;An Introduction to Discourse Analysis: Theory and Method.&amp;lt;\/em&amp;gt; 4&ordf; ed. London; New York: Routledge, 2014.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O): &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/o-terrorismo-no-discurso\/&amp;quot;&amp;gt;O terrorismo no discurso&amp;lt;\/a&amp;gt;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/discurso\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>discurso<\/a> das liberdades individuas, sugerindo que a gest&atilde;o, democr&aacute;tica como se apresenta, n&atilde;o pode obrigar seus cidad&atilde;os a nada &ndash; nem mesmo a abandonar h&aacute;bitos que comprovadamente atentam contra a sa&uacute;de p&uacute;blica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Briggs, os processos comunicativos s&atilde;o constru&ccedil;&otilde;es socialmente situadas. Nesse sentido, como ele afirma em Mediating Infanticide (2007), &ldquo;o valor das cartografias comunic&aacute;veis reside na sua reivindica&ccedil;&atilde;o tanto para mapear o que est&aacute; ocorrendo em determinados eventos e processos discursivos quanto para reificar certas dimens&otilde;es comunicativas de maneiras particulares e apagar outras&rdquo; (p. 556). Exemplo dessas cartografias comunic&aacute;veis que destacam certas narrativas, apagando outras, &eacute; o caso da <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Narrativa&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Narrativa &eacute; um tipo de discurso que, por sua estrutura e circunst&acirc;ncias de produ&ccedil;&atilde;o, tradicionalmente, est&aacute; associado &agrave; capacidade desenvolvida pelos seres humanos de recapitular o passado atrav&eacute;s da oralidade ou da escrita. Estudos contempor&acirc;neos apontam, no entanto, que se trata, tamb&eacute;m, de um discurso performativo que implica avalia&ccedil;&otilde;es e agenciamentos a serem empreendidos no presente da narrativa, bem como no futuro. A produ&ccedil;&atilde;o narrativa envolve um complexo processo em que entram em jogo m&uacute;ltiplos elementos tais como a constru&ccedil;&atilde;o de perspectivas ideol&oacute;gicas e s&oacute;cio-hist&oacute;ricas das pessoas que narram e das que est&atilde;o envolvidas na pr&aacute;tica narrativa.Confira o conceito em CONTXT(O) em &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/novo\/o-tempo-narrativo-o-general-e-as-memorias-de-nossos-tristes-futuros\/&amp;quot;&amp;gt;O tempo narrativo, o general e as mem&oacute;rias de nossos tristes futuros&amp;lt;\/a&amp;gt;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/narrativa\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>narrativa<\/a> bolsonarista pr&oacute;-vacina, inaugurada pelas a&ccedil;&otilde;es discursivas de Fl&aacute;vio Bolsonaro no Twitter, logo ap&oacute;s o pronunciamento do ex-presidente Lula. Nesse processo comunicativo, o que vemos &eacute; um intenso movimento de <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Apagamento&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;O apagamento &eacute; um dos processos semi&oacute;ticos que d&aacute; sustenta&ccedil;&atilde;o a ideologias lingu&iacute;sticas amplamente difundidas, as quais cristalizam a conex&atilde;o entre uma determinada pr&aacute;tica lingu&iacute;stica, aqui entendida em sentido amplo, e uma imagem social, criando tipos reconhec&iacute;veis de sujeito. Esse processo homogeneizante, que prefigura e tipifica, pode culminar em imobilidade sociolingu&iacute;stica. Essa imobilidade, entretanto, &eacute; aparente, constru&iacute;da ideologicamente. O apagamento ajuda a dar sustenta&ccedil;&atilde;o a tal ideologia na medida em que opera de modo a eliminar ou ignorar tudo o que possa contradiz&ecirc;-la ou abal&aacute;-la.&amp;lt;br\/&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O): &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/novo\/brasilidade-em-disputa-na-arena-semiotica-o-slogan-e-o-samba\/&amp;quot;&amp;gt;Brasilidade em disputa na arena semi&oacute;tica: o slogan e o samba&amp;lt;\/a&amp;gt;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/apagamento\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>apagamento<\/a> e reescritura do negacionismo cient&iacute;fico at&eacute; ent&atilde;o&nbsp; sustentado pelo governo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse sentido, para al&eacute;m dos efeitos imediatos gerados pelo&nbsp; <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Discurso&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;O conceito de discurso &eacute; empregado diferentemente, em variadas tradi&ccedil;&otilde;es, a depender da filia&ccedil;&atilde;o a &aacute;reas de estudo e correntes de pensamento. Este verbete reconstr&oacute;i duas conhecidas no&ccedil;&otilde;es de discurso, segundo Michel Foucault, no campo hist&oacute;rico-filos&oacute;fico, e James Paul Gee, nos Estudos da Linguagem.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;A no&ccedil;&atilde;o de discurso em Michel Foucault ocupa um lugar central em sua filosofia e est&aacute; diretamente ligada &agrave;s suas an&aacute;lises sobre saber e poder. Em vez de entender o discurso apenas como texto oral ou escrito, Foucault o concebe como um conjunto de pr&aacute;ticas que produzem os objetos de que falam &ndash; coisas, ideias, pessoas, eventos. Ou seja, o discurso n&atilde;o apenas descreve o chamado real: ele o constitui. O discurso &eacute;, assim, uma pr&aacute;tica produtiva que estrutura o campo das possibilidades de exist&ecirc;ncia, organizando e regulando o que pode ser dito, percebido, vivenciado, pensado e tomado como verdade em determinadas conjunturas hist&oacute;ricas. Desse modo, o discurso diz respeito a redes complexas de conhecimento que envolvem saberes e subjetividades atravessados por regimes de poder. Entretanto, o equil&iacute;brio entre esses eixos de for&ccedil;a &eacute; sempre inst&aacute;vel, pois, para Foucault, onde h&aacute; poder, h&aacute; resist&ecirc;ncia. Portanto, apesar da inseparabilidade entre discurso, sujeito, saber e poder, vazamentos, transgress&otilde;es e transforma&ccedil;&otilde;es podem sempre ocorrer.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;J&aacute; o linguista James Paul Gee diferencia discurso e Discurso, grafados com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo e &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo, respectivamente. O primeiro diz respeito &agrave; atividade discursiva, na qual empregamos signos lingu&iacute;sticos e n&atilde;o lingu&iacute;sticos em nossas intera&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias. Trata-se de uma perspectiva sociolingu&iacute;stica e pragm&aacute;tica que focaliza a linguagem em uso nos diferentes contextos da vida social e os sentidos ali produzidos. As pr&aacute;ticas linguageiras, por&eacute;m, n&atilde;o ocorrem isoladamente. Elas resultam de m&uacute;ltiplas combina&ccedil;&otilde;es integradas de modos de comunicar, interagir, pensar, perceber, crer, valorar e sentir, que constituem um tipo espec&iacute;fico de identidade socialmente reconhec&iacute;vel. Gee nomeia esse fen&ocirc;meno &amp;quot;Discursos&rdquo; (com &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo), isto &eacute;, sistemas de ideias e modos de pensamento que orientam a forma como performamos e utilizamos signos, palavras, imagens e outros recursos &mdash; o discurso (com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo). Discurso e discurso s&atilde;o, por conseguinte, indissoci&aacute;veis, o que permite abordar o d\/Discurso como pr&aacute;tica social que define e orienta paradigmas socioculturais.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Pode-se articular, ent&atilde;o, um ponto em comum entre James Paul Gee e Michel Foucault: o discurso n&atilde;o &eacute; apenas linguagem, mas configura-se como pr&aacute;tica social produtora de identidades, posi&ccedil;&otilde;es de sujeito e rela&ccedil;&otilde;es de poder.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Para saber mais ...&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. &amp;lt;em&amp;gt;A ordem do discurso: Aula inaugural no Coll&egrave;ge de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970.&amp;lt;\/em&amp;gt; S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Loyola, 1996. Tradu&ccedil;&atilde;o de Laura Fraga de Almeida Sampaio.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. As forma&ccedil;&otilde;es discursivas. &amp;lt;em&amp;gt;A arqueologia do saber&amp;lt;\/em&amp;gt;. 7. ed. Rio de Janeiro: Forense Universit&aacute;ria, 2008.Gee, James Paul&amp;lt;strong&amp;gt;.&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;An Introduction to Discourse Analysis: Theory and Method.&amp;lt;\/em&amp;gt; 4&ordf; ed. London; New York: Routledge, 2014.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O): &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/o-terrorismo-no-discurso\/&amp;quot;&amp;gt;O terrorismo no discurso&amp;lt;\/a&amp;gt;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/discurso\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>discurso<\/a> do ex-presidente &ndash; e daqueles que ainda est&atilde;o em curso -, nos importa destacar aquilo que h&aacute; muito tempo a esquerda vem tentando sem sucesso: encontrar resson&acirc;ncia na sociedade. Em um pronunciamento, que n&atilde;o contou com a cobertura da m&iacute;dia corporativa nacional, Lula conseguiu interpelar\/mobilizar a sociedade, de modo a&nbsp; posicionar-se como um candidato competitivo, for&ccedil;ando, assim, uma mudan&ccedil;a na estrat&eacute;gia de comunica&ccedil;&atilde;o bolsonarista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa mudan&#xE7;a aponta para o car&#xE1;ter n&#xE3;o linear da <a class=\"glossaryLink\" aria-describedby=\"tt\" data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Comunicabilidade&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Trata-se de uma no&#xE7;&#xE3;o, ao mesmo tempo, te&#xF3;rica e emp&#xED;rica, que destaca a camada reflexiva da atividade de uso da linguagem, uma vez que, al&#xE9;m de us&#xE1;-la em diferentes situa&#xE7;&#xF5;es, os sujeitos tamb&#xE9;m agem de forma reflexiva sobre esses usos, engajando-se em atividades sociais metapragm&#xE1;ticas. Briggs (2005) articula a no&#xE7;&#xE3;o de comunicabilidade com a capacidade microbial de propaga&#xE7;&#xE3;o (conforme a defini&#xE7;&#xE3;o m&#xE9;dica de &#x2018;comunic&#xE1;vel&#x2019;, isto &#xE9;, infeccioso), acrescentando a esse entendimento um novo sentido Briggs, assim, amplia o entendimento de comunic&#xE1;vel para algo tanto comunicado ou transmitido de forma tida como transparente quanto algo transmitido de forma contagiosa. Ou seja, os sentidos podem ser infecciosos, uma vez que se disseminam com facilidade, como bact&#xE9;rias e v&#xED;rus. Assim, comunicabilidade tem a ver tanto com as ideologias de produ&#xE7;&#xE3;o, circula&#xE7;&#xE3;o e recep&#xE7;&#xE3;o dos textos como fen&#xF4;menos supostamente transparentes quanto com o car&#xE1;ter viral da circula&#xE7;&#xE3;o dos discursos nas sociedades. Desse modo, a depender da ades&#xE3;o a uma cartografia comunic&#xE1;vel, um discurso pode viralizar em diferentes escalas, com diferentes efeitos.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O)&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:list --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:list-item --&amp;gt;&amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/o-virus-chines-uma-analise-de-uma-pandemia-textual\/&amp;quot;&amp;gt;&#x2018;O v&#xED;rus chin&#xEA;s&#x2019;: uma an&#xE1;lise de uma pandemia textual&amp;lt;\/a&amp;gt;;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:list-item --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:list-item --&amp;gt;&amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/novo\/efeito-lula-comunicabilidade-e-outros-efeitos\/&amp;quot;&amp;gt;Efeito Lula, comunicabilidade e outros efeitos&amp;lt;\/a&amp;gt;;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:list-item --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:list-item --&amp;gt;&amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/novo\/a-teorizacao-sobre-conspiracoes-online\/&amp;quot;&amp;gt;A teoriza&#xE7;&#xE3;o sobre conspira&#xE7;&#xF5;es online&amp;lt;\/a&amp;gt;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:list-item --&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:list --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\" href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/comunicabilidade\/\" data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]' tabindex=\"0\" role=\"link\">comunicabilidade<\/a>, atrav&eacute;s do qual o <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Poder&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Este conceito, tratado pelo fil&oacute;sofo Michel Foucault no livro &amp;lt;em&amp;gt;Microf&iacute;sica do Poder&amp;lt;\/em&amp;gt;, entende o poder como uma rela&ccedil;&atilde;o, um exerc&iacute;cio e por isso &eacute; algo que se exerce em ambientes de maneira extremamente assim&eacute;trica. Isto &eacute;, o poder &eacute; sempre uma rela&ccedil;&atilde;o desequilibrada e est&aacute; presente em todos os microespa&ccedil;os e microrrela&ccedil;&otilde;es. Dessa forma, ningu&eacute;m det&eacute;m completamente o monop&oacute;lio do poder todo o tempo, pois para Foucault, o poder &eacute; visto como um exerc&iacute;cio que n&atilde;o est&aacute; centrado nas grandes rela&ccedil;&otilde;es como a economia, o estado ou a pol&iacute;tica, mas sim que se estabelece em microespa&ccedil;os, como, por exemplo, a fam&iacute;lia e a rela&ccedil;&atilde;o de poder entre irm&atilde;os. &Eacute; nesse sentido que Foucault tamb&eacute;m prop&otilde;e que o poder tem um papel que atua sobre os corpos, no qual n&atilde;o h&aacute; a dicotomia clara entre dominador\/dominado, pois as rela&ccedil;&otilde;es de poder n&atilde;o s&atilde;o negoci&aacute;veis. Ningu&eacute;m est&aacute; fora dessa rela&ccedil;&atilde;o, pois o poder se exerce como um feixe de rela&ccedil;&otilde;es, funciona como um tipo de rede que conecta in&uacute;meros sujeitos. Portanto, as rela&ccedil;&otilde;es de poder n&atilde;o s&atilde;o rela&ccedil;&otilde;es de repress&atilde;o, de interdi&ccedil;&atilde;o ou de defesa, mas rela&ccedil;&otilde;es de produ&ccedil;&atilde;o. Sendo assim, &amp;amp;nbsp; todo sujeito &eacute; produzido pelo poder, fabricado, ocupado, mobilizado segundo a especificidade de suas t&eacute;cnicas e instrumentos.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O) em &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/novo\/afinal-onde-tem-bicha-tem-sossego\/&amp;quot;&amp;gt;Afinal, onde tem bicha tem sossego?&amp;lt;\/a&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/poder\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>poder<\/a> que envolve tais pr&aacute;ticas consiste n&atilde;o apenas&nbsp; na tentativa de controlar a forma como o <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Discurso&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;O conceito de discurso &eacute; empregado diferentemente, em variadas tradi&ccedil;&otilde;es, a depender da filia&ccedil;&atilde;o a &aacute;reas de estudo e correntes de pensamento. Este verbete reconstr&oacute;i duas conhecidas no&ccedil;&otilde;es de discurso, segundo Michel Foucault, no campo hist&oacute;rico-filos&oacute;fico, e James Paul Gee, nos Estudos da Linguagem.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;A no&ccedil;&atilde;o de discurso em Michel Foucault ocupa um lugar central em sua filosofia e est&aacute; diretamente ligada &agrave;s suas an&aacute;lises sobre saber e poder. Em vez de entender o discurso apenas como texto oral ou escrito, Foucault o concebe como um conjunto de pr&aacute;ticas que produzem os objetos de que falam &ndash; coisas, ideias, pessoas, eventos. Ou seja, o discurso n&atilde;o apenas descreve o chamado real: ele o constitui. O discurso &eacute;, assim, uma pr&aacute;tica produtiva que estrutura o campo das possibilidades de exist&ecirc;ncia, organizando e regulando o que pode ser dito, percebido, vivenciado, pensado e tomado como verdade em determinadas conjunturas hist&oacute;ricas. Desse modo, o discurso diz respeito a redes complexas de conhecimento que envolvem saberes e subjetividades atravessados por regimes de poder. Entretanto, o equil&iacute;brio entre esses eixos de for&ccedil;a &eacute; sempre inst&aacute;vel, pois, para Foucault, onde h&aacute; poder, h&aacute; resist&ecirc;ncia. Portanto, apesar da inseparabilidade entre discurso, sujeito, saber e poder, vazamentos, transgress&otilde;es e transforma&ccedil;&otilde;es podem sempre ocorrer.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;J&aacute; o linguista James Paul Gee diferencia discurso e Discurso, grafados com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo e &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo, respectivamente. O primeiro diz respeito &agrave; atividade discursiva, na qual empregamos signos lingu&iacute;sticos e n&atilde;o lingu&iacute;sticos em nossas intera&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias. Trata-se de uma perspectiva sociolingu&iacute;stica e pragm&aacute;tica que focaliza a linguagem em uso nos diferentes contextos da vida social e os sentidos ali produzidos. As pr&aacute;ticas linguageiras, por&eacute;m, n&atilde;o ocorrem isoladamente. Elas resultam de m&uacute;ltiplas combina&ccedil;&otilde;es integradas de modos de comunicar, interagir, pensar, perceber, crer, valorar e sentir, que constituem um tipo espec&iacute;fico de identidade socialmente reconhec&iacute;vel. Gee nomeia esse fen&ocirc;meno &amp;quot;Discursos&rdquo; (com &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo), isto &eacute;, sistemas de ideias e modos de pensamento que orientam a forma como performamos e utilizamos signos, palavras, imagens e outros recursos &mdash; o discurso (com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo). Discurso e discurso s&atilde;o, por conseguinte, indissoci&aacute;veis, o que permite abordar o d\/Discurso como pr&aacute;tica social que define e orienta paradigmas socioculturais.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Pode-se articular, ent&atilde;o, um ponto em comum entre James Paul Gee e Michel Foucault: o discurso n&atilde;o &eacute; apenas linguagem, mas configura-se como pr&aacute;tica social produtora de identidades, posi&ccedil;&otilde;es de sujeito e rela&ccedil;&otilde;es de poder.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Para saber mais ...&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. &amp;lt;em&amp;gt;A ordem do discurso: Aula inaugural no Coll&egrave;ge de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970.&amp;lt;\/em&amp;gt; S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Loyola, 1996. Tradu&ccedil;&atilde;o de Laura Fraga de Almeida Sampaio.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. As forma&ccedil;&otilde;es discursivas. &amp;lt;em&amp;gt;A arqueologia do saber&amp;lt;\/em&amp;gt;. 7. ed. Rio de Janeiro: Forense Universit&aacute;ria, 2008.Gee, James Paul&amp;lt;strong&amp;gt;.&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;An Introduction to Discourse Analysis: Theory and Method.&amp;lt;\/em&amp;gt; 4&ordf; ed. London; New York: Routledge, 2014.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O): &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/o-terrorismo-no-discurso\/&amp;quot;&amp;gt;O terrorismo no discurso&amp;lt;\/a&amp;gt;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/discurso\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>discurso<\/a> se desdobra em seu contexto de produ&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m em expectativas de controle da circula&ccedil;&atilde;o. Em outras palavras, a forma como os textos e as ideologias encontram audi&ecirc;ncias e localizam-se pol&iacute;tica e socialmente se d&aacute; num processo poderoso que envolve modela&ccedil;&atilde;o e contesta&ccedil;&atilde;o dos mapas comunic&aacute;veis que nos interpelam. Assim, embora os discursos p&uacute;blicos especifiquem, impl&iacute;cita ou explicitamente, quais p&uacute;blicos devem receb&ecirc;-los, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel determinar as maneiras pelas quais as pessoas se imaginar&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o aos textos e como\/por onde &ndash; ou se &ndash; os discursos circular&atilde;o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quais ser&atilde;o os pr&oacute;ximos efeitos do &ldquo;Efeito Lula&rdquo;? Considerando especialmente os eventos de 2022, &eacute; importante ter em tela que, a exemplo de todo processo comunic&aacute;vel, os processos eleitorais ocorrem em arenas que envolvem modela&ccedil;&atilde;o e contesta&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nuas dos discursos comunicados. Portanto, &eacute;&nbsp; imposs&iacute;vel prever efeitos de sentido futuros. Ainda assim, o que temos chamado de &ldquo;efeito Lula&rdquo;, al&eacute;m dos impactos concretos sobre a cena pol&iacute;tica atual, mencionados aqui, n&atilde;o deixa de ser um poderoso exemplo de como o <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Discurso&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;O conceito de discurso &eacute; empregado diferentemente, em variadas tradi&ccedil;&otilde;es, a depender da filia&ccedil;&atilde;o a &aacute;reas de estudo e correntes de pensamento. Este verbete reconstr&oacute;i duas conhecidas no&ccedil;&otilde;es de discurso, segundo Michel Foucault, no campo hist&oacute;rico-filos&oacute;fico, e James Paul Gee, nos Estudos da Linguagem.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;A no&ccedil;&atilde;o de discurso em Michel Foucault ocupa um lugar central em sua filosofia e est&aacute; diretamente ligada &agrave;s suas an&aacute;lises sobre saber e poder. Em vez de entender o discurso apenas como texto oral ou escrito, Foucault o concebe como um conjunto de pr&aacute;ticas que produzem os objetos de que falam &ndash; coisas, ideias, pessoas, eventos. Ou seja, o discurso n&atilde;o apenas descreve o chamado real: ele o constitui. O discurso &eacute;, assim, uma pr&aacute;tica produtiva que estrutura o campo das possibilidades de exist&ecirc;ncia, organizando e regulando o que pode ser dito, percebido, vivenciado, pensado e tomado como verdade em determinadas conjunturas hist&oacute;ricas. Desse modo, o discurso diz respeito a redes complexas de conhecimento que envolvem saberes e subjetividades atravessados por regimes de poder. Entretanto, o equil&iacute;brio entre esses eixos de for&ccedil;a &eacute; sempre inst&aacute;vel, pois, para Foucault, onde h&aacute; poder, h&aacute; resist&ecirc;ncia. Portanto, apesar da inseparabilidade entre discurso, sujeito, saber e poder, vazamentos, transgress&otilde;es e transforma&ccedil;&otilde;es podem sempre ocorrer.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;J&aacute; o linguista James Paul Gee diferencia discurso e Discurso, grafados com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo e &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo, respectivamente. O primeiro diz respeito &agrave; atividade discursiva, na qual empregamos signos lingu&iacute;sticos e n&atilde;o lingu&iacute;sticos em nossas intera&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias. Trata-se de uma perspectiva sociolingu&iacute;stica e pragm&aacute;tica que focaliza a linguagem em uso nos diferentes contextos da vida social e os sentidos ali produzidos. As pr&aacute;ticas linguageiras, por&eacute;m, n&atilde;o ocorrem isoladamente. Elas resultam de m&uacute;ltiplas combina&ccedil;&otilde;es integradas de modos de comunicar, interagir, pensar, perceber, crer, valorar e sentir, que constituem um tipo espec&iacute;fico de identidade socialmente reconhec&iacute;vel. Gee nomeia esse fen&ocirc;meno &amp;quot;Discursos&rdquo; (com &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo), isto &eacute;, sistemas de ideias e modos de pensamento que orientam a forma como performamos e utilizamos signos, palavras, imagens e outros recursos &mdash; o discurso (com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo). Discurso e discurso s&atilde;o, por conseguinte, indissoci&aacute;veis, o que permite abordar o d\/Discurso como pr&aacute;tica social que define e orienta paradigmas socioculturais.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Pode-se articular, ent&atilde;o, um ponto em comum entre James Paul Gee e Michel Foucault: o discurso n&atilde;o &eacute; apenas linguagem, mas configura-se como pr&aacute;tica social produtora de identidades, posi&ccedil;&otilde;es de sujeito e rela&ccedil;&otilde;es de poder.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Para saber mais ...&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. &amp;lt;em&amp;gt;A ordem do discurso: Aula inaugural no Coll&egrave;ge de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970.&amp;lt;\/em&amp;gt; S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Loyola, 1996. Tradu&ccedil;&atilde;o de Laura Fraga de Almeida Sampaio.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. As forma&ccedil;&otilde;es discursivas. &amp;lt;em&amp;gt;A arqueologia do saber&amp;lt;\/em&amp;gt;. 7. ed. Rio de Janeiro: Forense Universit&aacute;ria, 2008.Gee, James Paul&amp;lt;strong&amp;gt;.&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;An Introduction to Discourse Analysis: Theory and Method.&amp;lt;\/em&amp;gt; 4&ordf; ed. London; New York: Routledge, 2014.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O): &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/o-terrorismo-no-discurso\/&amp;quot;&amp;gt;O terrorismo no discurso&amp;lt;\/a&amp;gt;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/discurso\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>discurso<\/a>, bem como seus processos de produ&ccedil;&atilde;o e circula&ccedil;&atilde;o, importam nas disputas pol&iacute;ticas. Talvez a observa&ccedil;&atilde;o mais atenta desses processos seja um caminho importante para que o campo progressista brasileiro possa novamente interpelar suas bases, de modo a produzir outros efeitos, no tortuoso e intermin&aacute;vel caminho de constru&ccedil;&atilde;o de uma democracia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-nc-nd\/4.0\/\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.creativecommons.org\/l\/by-nc-nd\/4.0\/88x31.png\" alt=\"Creative Commons License\"\/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">This work is licensed under a <a href=\"http:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-nc-nd\/4.0\/\">Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um ano e, at&#xE9; ent&#xE3;o, 270 mil mortes depois, o presidente Jair Bolsonaro, que chegou a afirmar que o uso de m&#xE1;scaras causaria&#xA0;&#x201C;dor de cabe&#xE7;a&#x201D; entre outros &#x201C;efeitos colaterais&#x201D;, apareceu usando m&#xE1;scara em uma cerim&#xF4;nia, bem como as demais autoridades do governo, ao contr&#xE1;rio do habitual. &#xC0; exce&#xE7;&#xE3;o dos &#xFA;ltimos 36 eventos oficiais, em que [&#x2026;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[5],"tags":[95,163,101,162],"class_list":["post-369","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-politica-nacional","tag-circulacao-textual","tag-comunicabilidade","tag-efeitos-discursivos","tag-lula"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.7 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Efeito Lula, comunicabilidade e outros efeitos - Contxt<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/efeito-lula-comunicabilidade-e-outros-efeitos\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Efeito Lula, comunicabilidade e outros efeitos - Contxt\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Um ano e, at&#xE9; ent&#xE3;o, 270 mil mortes depois, o presidente Jair Bolsonaro, que chegou a afirmar que o uso de m&#xE1;scaras causaria&#xA0;&#x201C;dor de cabe&#xE7;a&#x201D; entre outros &#x201C;efeitos colaterais&#x201D;, apareceu usando m&#xE1;scara em uma cerim&#xF4;nia, bem como as demais autoridades do governo, ao contr&#xE1;rio do habitual. &#xC0; exce&#xE7;&#xE3;o dos &#xFA;ltimos 36 eventos oficiais, em que [&#x2026;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/efeito-lula-comunicabilidade-e-outros-efeitos\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Contxt\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/ContxtUfrj\/\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2021-06-14T21:55:00+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2023-01-24T21:14:01+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/9806-medium.jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Fl\u00e1via de Marco\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@ContxtUfrj\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@ContxtUfrj\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Danielle Oliveira, Danillo Silva e Yasmin Barros (PIPGLA\/UFRJ)\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"12 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/efeito-lula-comunicabilidade-e-outros-efeitos\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/efeito-lula-comunicabilidade-e-outros-efeitos\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"Fl\u00e1via de Marco\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/a71e6dad2181df263133efc3be1af800\"},\"headline\":\"Efeito Lula, comunicabilidade e outros efeitos\",\"datePublished\":\"2021-06-14T21:55:00+00:00\",\"dateModified\":\"2023-01-24T21:14:01+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/efeito-lula-comunicabilidade-e-outros-efeitos\\\/\"},\"wordCount\":2069,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/efeito-lula-comunicabilidade-e-outros-efeitos\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/novo\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2022\\\/09\\\/9806-medium.jpeg\",\"keywords\":[\"circula\u00e7\u00e3o textual\",\"comunicabilidade\",\"efeitos discursivos\",\"Lula\"],\"articleSection\":[\"Pol\u00edtica Nacional\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/efeito-lula-comunicabilidade-e-outros-efeitos\\\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/efeito-lula-comunicabilidade-e-outros-efeitos\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/efeito-lula-comunicabilidade-e-outros-efeitos\\\/\",\"name\":\"Efeito Lula, comunicabilidade e outros efeitos - Contxt\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/efeito-lula-comunicabilidade-e-outros-efeitos\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/efeito-lula-comunicabilidade-e-outros-efeitos\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/novo\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2022\\\/09\\\/9806-medium.jpeg\",\"datePublished\":\"2021-06-14T21:55:00+00:00\",\"dateModified\":\"2023-01-24T21:14:01+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/efeito-lula-comunicabilidade-e-outros-efeitos\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/efeito-lula-comunicabilidade-e-outros-efeitos\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/efeito-lula-comunicabilidade-e-outros-efeitos\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/novo\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2022\\\/09\\\/9806-medium.jpeg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/novo\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2022\\\/09\\\/9806-medium.jpeg\"},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/efeito-lula-comunicabilidade-e-outros-efeitos\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Efeito Lula, comunicabilidade e outros efeitos\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/\",\"name\":\"Contxt\",\"description\":\"O contxt \u00e9 um blog colaborativo que busca refletir sobre a circula\u00e7\u00e3o de textos e discursos na sociedade como tamb\u00e9m sobre as ideologias neles contidas).\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/#organization\",\"name\":\"Contxt\",\"url\":\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"http:\\\/\\\/localhost\\\/Clientes\\\/Contxt\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2022\\\/08\\\/contxt-logo.png\",\"contentUrl\":\"http:\\\/\\\/localhost\\\/Clientes\\\/Contxt\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2022\\\/08\\\/contxt-logo.png\",\"width\":150,\"height\":147,\"caption\":\"Contxt\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"},\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/www.facebook.com\\\/ContxtUfrj\\\/\",\"https:\\\/\\\/x.com\\\/ContxtUfrj\",\"https:\\\/\\\/www.instagram.com\\\/contxtufrj\\\/\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/a71e6dad2181df263133efc3be1af800\",\"name\":\"Fl\u00e1via de Marco\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/0183b111fd8ed85035e4d2a2b1246402289b64ffc414f0cc0ba92a8c69906514?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/0183b111fd8ed85035e4d2a2b1246402289b64ffc414f0cc0ba92a8c69906514?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/0183b111fd8ed85035e4d2a2b1246402289b64ffc414f0cc0ba92a8c69906514?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Fl\u00e1via de Marco\"},\"description\":\"Licenciada em Letras: Portugu\u00eas-Ingl\u00eas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e mestra em Lingu\u00edstica Aplicada pela mesma universidade. Atua no ensino b\u00e1sico desde dezembro de 2014, vinculada \u00e0 Secretaria de Estado de Educa\u00e7\u00e3o do Rio de Janeiro (SEEDUC-RJ). Ministra aulas de L\u00edngua Inglesa, L\u00edngua Portuguesa e Literaturas para estudantes do Ensino M\u00e9dio regular e t\u00e9cnico e da Educa\u00e7\u00e3o de Jovens e Adultos (EJA). Atuou como Coordenadora Pedag\u00f3gica de uma institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica estadual de ensino, sendo respons\u00e1vel pela organiza\u00e7\u00e3o de projetos da escola, por excurs\u00f5es, pelos aparatos tecnol\u00f3gicos e pela viabiliza\u00e7\u00e3o do trabalho docente, dentre outras atribui\u00e7\u00f5es. Foi professora substituta da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da UFRJ, em que ministrou as disciplinas Did\u00e1tica Especial de Ingl\u00eas I e II, Did\u00e1tica Especial de Portugu\u00eas - Literatura I e II, Pr\u00e1tica de Ensino e Educa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de ter acompanhado, orientado e avaliado est\u00e1gios de professores pr\u00e9-servi\u00e7o. Enquanto aluna de gradua\u00e7\u00e3o, foi monitora e monitora-chefe do CLAC-UFRJ (Cursos de L\u00ednguas Abertos \u00e0 Comunidade da UFRJ), em que ministrou aulas de L\u00edngua Inglesa para m\u00faltiplas faixas et\u00e1rias e n\u00edveis de conhecimento. Como aluna de mestrado, foi orientadora de um grupo de monitores do CLAC, incentivando-os a fazer pesquisas e refletir sobre sua pr\u00e1tica docente. Atualmente, \u00e9 professora substituta do Departamento de Letras e Comunica\u00e7\u00e3o da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e ministra as disciplinas Ingl\u00eas II e L\u00edngua Inglesa I. Seus principais interesses de pesquisa s\u00e3o Literatura Mundo, Estudos Decoloniais, Literatura Comparada e Ensino de L\u00ednguas.\",\"sameAs\":[\"http:\\\/\\\/lattes.cnpq.br\\\/0486111658145442\"],\"url\":\"\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Efeito Lula, comunicabilidade e outros efeitos - Contxt","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/efeito-lula-comunicabilidade-e-outros-efeitos\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Efeito Lula, comunicabilidade e outros efeitos - Contxt","og_description":"Um ano e, at&#xE9; ent&#xE3;o, 270 mil mortes depois, o presidente Jair Bolsonaro, que chegou a afirmar que o uso de m&#xE1;scaras causaria&#xA0;&#x201C;dor de cabe&#xE7;a&#x201D; entre outros &#x201C;efeitos colaterais&#x201D;, apareceu usando m&#xE1;scara em uma cerim&#xF4;nia, bem como as demais autoridades do governo, ao contr&#xE1;rio do habitual. &#xC0; exce&#xE7;&#xE3;o dos &#xFA;ltimos 36 eventos oficiais, em que [&#x2026;]","og_url":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/efeito-lula-comunicabilidade-e-outros-efeitos\/","og_site_name":"Contxt","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/ContxtUfrj\/","article_published_time":"2021-06-14T21:55:00+00:00","article_modified_time":"2023-01-24T21:14:01+00:00","og_image":[{"url":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/9806-medium.jpeg","type":"","width":"","height":""}],"author":"Fl\u00e1via de Marco","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@ContxtUfrj","twitter_site":"@ContxtUfrj","twitter_misc":{"Escrito por":"Danielle Oliveira, Danillo Silva e Yasmin Barros (PIPGLA\/UFRJ)","Est. tempo de leitura":"12 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/efeito-lula-comunicabilidade-e-outros-efeitos\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/efeito-lula-comunicabilidade-e-outros-efeitos\/"},"author":{"name":"Fl\u00e1via de Marco","@id":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/#\/schema\/person\/a71e6dad2181df263133efc3be1af800"},"headline":"Efeito Lula, comunicabilidade e outros efeitos","datePublished":"2021-06-14T21:55:00+00:00","dateModified":"2023-01-24T21:14:01+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/efeito-lula-comunicabilidade-e-outros-efeitos\/"},"wordCount":2069,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/efeito-lula-comunicabilidade-e-outros-efeitos\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/9806-medium.jpeg","keywords":["circula\u00e7\u00e3o textual","comunicabilidade","efeitos discursivos","Lula"],"articleSection":["Pol\u00edtica Nacional"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/efeito-lula-comunicabilidade-e-outros-efeitos\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/efeito-lula-comunicabilidade-e-outros-efeitos\/","url":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/efeito-lula-comunicabilidade-e-outros-efeitos\/","name":"Efeito Lula, comunicabilidade e outros efeitos - Contxt","isPartOf":{"@id":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/efeito-lula-comunicabilidade-e-outros-efeitos\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/efeito-lula-comunicabilidade-e-outros-efeitos\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/9806-medium.jpeg","datePublished":"2021-06-14T21:55:00+00:00","dateModified":"2023-01-24T21:14:01+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/efeito-lula-comunicabilidade-e-outros-efeitos\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/efeito-lula-comunicabilidade-e-outros-efeitos\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/efeito-lula-comunicabilidade-e-outros-efeitos\/#primaryimage","url":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/9806-medium.jpeg","contentUrl":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/9806-medium.jpeg"},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/efeito-lula-comunicabilidade-e-outros-efeitos\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Efeito Lula, comunicabilidade e outros efeitos"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/#website","url":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/","name":"Contxt","description":"O contxt \u00e9 um blog colaborativo que busca refletir sobre a circula\u00e7\u00e3o de textos e discursos na sociedade como tamb\u00e9m sobre as ideologias neles contidas).","publisher":{"@id":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/#organization","name":"Contxt","url":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"http:\/\/localhost\/Clientes\/Contxt\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/contxt-logo.png","contentUrl":"http:\/\/localhost\/Clientes\/Contxt\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/contxt-logo.png","width":150,"height":147,"caption":"Contxt"},"image":{"@id":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/ContxtUfrj\/","https:\/\/x.com\/ContxtUfrj","https:\/\/www.instagram.com\/contxtufrj\/"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/#\/schema\/person\/a71e6dad2181df263133efc3be1af800","name":"Fl\u00e1via de Marco","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/0183b111fd8ed85035e4d2a2b1246402289b64ffc414f0cc0ba92a8c69906514?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/0183b111fd8ed85035e4d2a2b1246402289b64ffc414f0cc0ba92a8c69906514?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/0183b111fd8ed85035e4d2a2b1246402289b64ffc414f0cc0ba92a8c69906514?s=96&d=mm&r=g","caption":"Fl\u00e1via de Marco"},"description":"Licenciada em Letras: Portugu\u00eas-Ingl\u00eas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e mestra em Lingu\u00edstica Aplicada pela mesma universidade. Atua no ensino b\u00e1sico desde dezembro de 2014, vinculada \u00e0 Secretaria de Estado de Educa\u00e7\u00e3o do Rio de Janeiro (SEEDUC-RJ). Ministra aulas de L\u00edngua Inglesa, L\u00edngua Portuguesa e Literaturas para estudantes do Ensino M\u00e9dio regular e t\u00e9cnico e da Educa\u00e7\u00e3o de Jovens e Adultos (EJA). Atuou como Coordenadora Pedag\u00f3gica de uma institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica estadual de ensino, sendo respons\u00e1vel pela organiza\u00e7\u00e3o de projetos da escola, por excurs\u00f5es, pelos aparatos tecnol\u00f3gicos e pela viabiliza\u00e7\u00e3o do trabalho docente, dentre outras atribui\u00e7\u00f5es. Foi professora substituta da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da UFRJ, em que ministrou as disciplinas Did\u00e1tica Especial de Ingl\u00eas I e II, Did\u00e1tica Especial de Portugu\u00eas - Literatura I e II, Pr\u00e1tica de Ensino e Educa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de ter acompanhado, orientado e avaliado est\u00e1gios de professores pr\u00e9-servi\u00e7o. Enquanto aluna de gradua\u00e7\u00e3o, foi monitora e monitora-chefe do CLAC-UFRJ (Cursos de L\u00ednguas Abertos \u00e0 Comunidade da UFRJ), em que ministrou aulas de L\u00edngua Inglesa para m\u00faltiplas faixas et\u00e1rias e n\u00edveis de conhecimento. Como aluna de mestrado, foi orientadora de um grupo de monitores do CLAC, incentivando-os a fazer pesquisas e refletir sobre sua pr\u00e1tica docente. Atualmente, \u00e9 professora substituta do Departamento de Letras e Comunica\u00e7\u00e3o da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e ministra as disciplinas Ingl\u00eas II e L\u00edngua Inglesa I. Seus principais interesses de pesquisa s\u00e3o Literatura Mundo, Estudos Decoloniais, Literatura Comparada e Ensino de L\u00ednguas.","sameAs":["http:\/\/lattes.cnpq.br\/0486111658145442"],"url":""}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/369","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=369"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/369\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":731,"href":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/369\/revisions\/731"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=369"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=369"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=369"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}