{"id":2505,"date":"2026-02-27T13:14:14","date_gmt":"2026-02-27T16:14:14","guid":{"rendered":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/?post_type=glossary&#038;p=2505"},"modified":"2026-02-27T13:14:16","modified_gmt":"2026-02-27T16:14:16","slug":"discurso","status":"publish","type":"glossary","link":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/discurso\/","title":{"rendered":"Discurso"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\">O conceito de <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Discurso&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;O conceito de discurso &eacute; empregado diferentemente, em variadas tradi&ccedil;&otilde;es, a depender da filia&ccedil;&atilde;o a &aacute;reas de estudo e correntes de pensamento. Este verbete reconstr&oacute;i duas conhecidas no&ccedil;&otilde;es de discurso, segundo Michel Foucault, no campo hist&oacute;rico-filos&oacute;fico, e James Paul Gee, nos Estudos da Linguagem.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;A no&ccedil;&atilde;o de discurso em Michel Foucault ocupa um lugar central em sua filosofia e est&aacute; diretamente ligada &agrave;s suas an&aacute;lises sobre saber e poder. Em vez de entender o discurso apenas como texto oral ou escrito, Foucault o concebe como um conjunto de pr&aacute;ticas que produzem os objetos de que falam &ndash; coisas, ideias, pessoas, eventos. Ou seja, o discurso n&atilde;o apenas descreve o chamado real: ele o constitui. O discurso &eacute;, assim, uma pr&aacute;tica produtiva que estrutura o campo das possibilidades de exist&ecirc;ncia, organizando e regulando o que pode ser dito, percebido, vivenciado, pensado e tomado como verdade em determinadas conjunturas hist&oacute;ricas. Desse modo, o discurso diz respeito a redes complexas de conhecimento que envolvem saberes e subjetividades atravessados por regimes de poder. Entretanto, o equil&iacute;brio entre esses eixos de for&ccedil;a &eacute; sempre inst&aacute;vel, pois, para Foucault, onde h&aacute; poder, h&aacute; resist&ecirc;ncia. Portanto, apesar da inseparabilidade entre discurso, sujeito, saber e poder, vazamentos, transgress&otilde;es e transforma&ccedil;&otilde;es podem sempre ocorrer.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;J&aacute; o linguista James Paul Gee diferencia discurso e Discurso, grafados com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo e &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo, respectivamente. O primeiro diz respeito &agrave; atividade discursiva, na qual empregamos signos lingu&iacute;sticos e n&atilde;o lingu&iacute;sticos em nossas intera&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias. Trata-se de uma perspectiva sociolingu&iacute;stica e pragm&aacute;tica que focaliza a linguagem em uso nos diferentes contextos da vida social e os sentidos ali produzidos. As pr&aacute;ticas linguageiras, por&eacute;m, n&atilde;o ocorrem isoladamente. Elas resultam de m&uacute;ltiplas combina&ccedil;&otilde;es integradas de modos de comunicar, interagir, pensar, perceber, crer, valorar e sentir, que constituem um tipo espec&iacute;fico de identidade socialmente reconhec&iacute;vel. Gee nomeia esse fen&ocirc;meno &amp;quot;Discursos&rdquo; (com &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo), isto &eacute;, sistemas de ideias e modos de pensamento que orientam a forma como performamos e utilizamos signos, palavras, imagens e outros recursos &mdash; o discurso (com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo). Discurso e discurso s&atilde;o, por conseguinte, indissoci&aacute;veis, o que permite abordar o d\/Discurso como pr&aacute;tica social que define e orienta paradigmas socioculturais.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Pode-se articular, ent&atilde;o, um ponto em comum entre James Paul Gee e Michel Foucault: o discurso n&atilde;o &eacute; apenas linguagem, mas configura-se como pr&aacute;tica social produtora de identidades, posi&ccedil;&otilde;es de sujeito e rela&ccedil;&otilde;es de poder.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Para saber mais ...&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. &amp;lt;em&amp;gt;A ordem do discurso: Aula inaugural no Coll&egrave;ge de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970.&amp;lt;\/em&amp;gt; S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Loyola, 1996. Tradu&ccedil;&atilde;o de Laura Fraga de Almeida Sampaio.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. As forma&ccedil;&otilde;es discursivas. &amp;lt;em&amp;gt;A arqueologia do saber&amp;lt;\/em&amp;gt;. 7. ed. Rio de Janeiro: Forense Universit&aacute;ria, 2008.Gee, James Paul&amp;lt;strong&amp;gt;.&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;An Introduction to Discourse Analysis: Theory and Method.&amp;lt;\/em&amp;gt; 4&ordf; ed. London; New York: Routledge, 2014.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O): &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/o-terrorismo-no-discurso\/&amp;quot;&amp;gt;O terrorismo no discurso&amp;lt;\/a&amp;gt;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/discurso\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>discurso<\/a> &eacute; empregado diferentemente, em variadas tradi&ccedil;&otilde;es, a depender da filia&ccedil;&atilde;o a &aacute;reas de estudo e correntes de pensamento. 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Em vez de entender o discurso apenas como texto oral ou escrito, Foucault o concebe como um conjunto de pr&aacute;ticas que produzem os objetos de que falam &ndash; coisas, ideias, pessoas, eventos. Ou seja, o discurso n&atilde;o apenas descreve o chamado real: ele o constitui. O discurso &eacute;, assim, uma pr&aacute;tica produtiva que estrutura o campo das possibilidades de exist&ecirc;ncia, organizando e regulando o que pode ser dito, percebido, vivenciado, pensado e tomado como verdade em determinadas conjunturas hist&oacute;ricas. Desse modo, o discurso diz respeito a redes complexas de conhecimento que envolvem saberes e subjetividades atravessados por regimes de poder. Entretanto, o equil&iacute;brio entre esses eixos de for&ccedil;a &eacute; sempre inst&aacute;vel, pois, para Foucault, onde h&aacute; poder, h&aacute; resist&ecirc;ncia. Portanto, apesar da inseparabilidade entre discurso, sujeito, saber e poder, vazamentos, transgress&otilde;es e transforma&ccedil;&otilde;es podem sempre ocorrer.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;J&aacute; o linguista James Paul Gee diferencia discurso e Discurso, grafados com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo e &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo, respectivamente. O primeiro diz respeito &agrave; atividade discursiva, na qual empregamos signos lingu&iacute;sticos e n&atilde;o lingu&iacute;sticos em nossas intera&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias. Trata-se de uma perspectiva sociolingu&iacute;stica e pragm&aacute;tica que focaliza a linguagem em uso nos diferentes contextos da vida social e os sentidos ali produzidos. As pr&aacute;ticas linguageiras, por&eacute;m, n&atilde;o ocorrem isoladamente. Elas resultam de m&uacute;ltiplas combina&ccedil;&otilde;es integradas de modos de comunicar, interagir, pensar, perceber, crer, valorar e sentir, que constituem um tipo espec&iacute;fico de identidade socialmente reconhec&iacute;vel. Gee nomeia esse fen&ocirc;meno &amp;quot;Discursos&rdquo; (com &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo), isto &eacute;, sistemas de ideias e modos de pensamento que orientam a forma como performamos e utilizamos signos, palavras, imagens e outros recursos &mdash; o discurso (com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo). Discurso e discurso s&atilde;o, por conseguinte, indissoci&aacute;veis, o que permite abordar o d\/Discurso como pr&aacute;tica social que define e orienta paradigmas socioculturais.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Pode-se articular, ent&atilde;o, um ponto em comum entre James Paul Gee e Michel Foucault: o discurso n&atilde;o &eacute; apenas linguagem, mas configura-se como pr&aacute;tica social produtora de identidades, posi&ccedil;&otilde;es de sujeito e rela&ccedil;&otilde;es de poder.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Para saber mais ...&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. &amp;lt;em&amp;gt;A ordem do discurso: Aula inaugural no Coll&egrave;ge de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970.&amp;lt;\/em&amp;gt; S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Loyola, 1996. Tradu&ccedil;&atilde;o de Laura Fraga de Almeida Sampaio.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. As forma&ccedil;&otilde;es discursivas. &amp;lt;em&amp;gt;A arqueologia do saber&amp;lt;\/em&amp;gt;. 7. ed. Rio de Janeiro: Forense Universit&aacute;ria, 2008.Gee, James Paul&amp;lt;strong&amp;gt;.&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;An Introduction to Discourse Analysis: Theory and Method.&amp;lt;\/em&amp;gt; 4&ordf; ed. London; New York: Routledge, 2014.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O): &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/o-terrorismo-no-discurso\/&amp;quot;&amp;gt;O terrorismo no discurso&amp;lt;\/a&amp;gt;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/discurso\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>discurso<\/a>, segundo Michel Foucault, no campo hist&oacute;rico-filos&oacute;fico, e James Paul Gee, nos Estudos da Linguagem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A no&ccedil;&atilde;o de <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Discurso&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;O conceito de discurso &eacute; empregado diferentemente, em variadas tradi&ccedil;&otilde;es, a depender da filia&ccedil;&atilde;o a &aacute;reas de estudo e correntes de pensamento. 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O discurso &eacute;, assim, uma pr&aacute;tica produtiva que estrutura o campo das possibilidades de exist&ecirc;ncia, organizando e regulando o que pode ser dito, percebido, vivenciado, pensado e tomado como verdade em determinadas conjunturas hist&oacute;ricas. Desse modo, o discurso diz respeito a redes complexas de conhecimento que envolvem saberes e subjetividades atravessados por regimes de poder. Entretanto, o equil&iacute;brio entre esses eixos de for&ccedil;a &eacute; sempre inst&aacute;vel, pois, para Foucault, onde h&aacute; poder, h&aacute; resist&ecirc;ncia. 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Elas resultam de m&uacute;ltiplas combina&ccedil;&otilde;es integradas de modos de comunicar, interagir, pensar, perceber, crer, valorar e sentir, que constituem um tipo espec&iacute;fico de identidade socialmente reconhec&iacute;vel. Gee nomeia esse fen&ocirc;meno &amp;quot;Discursos&rdquo; (com &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo), isto &eacute;, sistemas de ideias e modos de pensamento que orientam a forma como performamos e utilizamos signos, palavras, imagens e outros recursos &mdash; o discurso (com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo). Discurso e discurso s&atilde;o, por conseguinte, indissoci&aacute;veis, o que permite abordar o d\/Discurso como pr&aacute;tica social que define e orienta paradigmas socioculturais.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Pode-se articular, ent&atilde;o, um ponto em comum entre James Paul Gee e Michel Foucault: o discurso n&atilde;o &eacute; apenas linguagem, mas configura-se como pr&aacute;tica social produtora de identidades, posi&ccedil;&otilde;es de sujeito e rela&ccedil;&otilde;es de poder.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Para saber mais ...&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. &amp;lt;em&amp;gt;A ordem do discurso: Aula inaugural no Coll&egrave;ge de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970.&amp;lt;\/em&amp;gt; S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Loyola, 1996. 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Isto &eacute;, o poder &eacute; sempre uma rela&ccedil;&atilde;o desequilibrada e est&aacute; presente em todos os microespa&ccedil;os e microrrela&ccedil;&otilde;es. Dessa forma, ningu&eacute;m det&eacute;m completamente o monop&oacute;lio do poder todo o tempo, pois para Foucault, o poder &eacute; visto como um exerc&iacute;cio que n&atilde;o est&aacute; centrado nas grandes rela&ccedil;&otilde;es como a economia, o estado ou a pol&iacute;tica, mas sim que se estabelece em microespa&ccedil;os, como, por exemplo, a fam&iacute;lia e a rela&ccedil;&atilde;o de poder entre irm&atilde;os. &Eacute; nesse sentido que Foucault tamb&eacute;m prop&otilde;e que o poder tem um papel que atua sobre os corpos, no qual n&atilde;o h&aacute; a dicotomia clara entre dominador\/dominado, pois as rela&ccedil;&otilde;es de poder n&atilde;o s&atilde;o negoci&aacute;veis. Ningu&eacute;m est&aacute; fora dessa rela&ccedil;&atilde;o, pois o poder se exerce como um feixe de rela&ccedil;&otilde;es, funciona como um tipo de rede que conecta in&uacute;meros sujeitos. Portanto, as rela&ccedil;&otilde;es de poder n&atilde;o s&atilde;o rela&ccedil;&otilde;es de repress&atilde;o, de interdi&ccedil;&atilde;o ou de defesa, mas rela&ccedil;&otilde;es de produ&ccedil;&atilde;o. Sendo assim, &amp;amp;nbsp; todo sujeito &eacute; produzido pelo poder, fabricado, ocupado, mobilizado segundo a especificidade de suas t&eacute;cnicas e instrumentos.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O) em &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/novo\/afinal-onde-tem-bicha-tem-sossego\/&amp;quot;&amp;gt;Afinal, onde tem bicha tem sossego?&amp;lt;\/a&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/poder\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>poder<\/a>. Em vez de entender o <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Discurso&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;O conceito de discurso &eacute; empregado diferentemente, em variadas tradi&ccedil;&otilde;es, a depender da filia&ccedil;&atilde;o a &aacute;reas de estudo e correntes de pensamento. Este verbete reconstr&oacute;i duas conhecidas no&ccedil;&otilde;es de discurso, segundo Michel Foucault, no campo hist&oacute;rico-filos&oacute;fico, e James Paul Gee, nos Estudos da Linguagem.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;A no&ccedil;&atilde;o de discurso em Michel Foucault ocupa um lugar central em sua filosofia e est&aacute; diretamente ligada &agrave;s suas an&aacute;lises sobre saber e poder. 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Discurso e discurso s&atilde;o, por conseguinte, indissoci&aacute;veis, o que permite abordar o d\/Discurso como pr&aacute;tica social que define e orienta paradigmas socioculturais.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Pode-se articular, ent&atilde;o, um ponto em comum entre James Paul Gee e Michel Foucault: o discurso n&atilde;o &eacute; apenas linguagem, mas configura-se como pr&aacute;tica social produtora de identidades, posi&ccedil;&otilde;es de sujeito e rela&ccedil;&otilde;es de poder.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Para saber mais ...&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. &amp;lt;em&amp;gt;A ordem do discurso: Aula inaugural no Coll&egrave;ge de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970.&amp;lt;\/em&amp;gt; S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Loyola, 1996. Tradu&ccedil;&atilde;o de Laura Fraga de Almeida Sampaio.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. As forma&ccedil;&otilde;es discursivas. &amp;lt;em&amp;gt;A arqueologia do saber&amp;lt;\/em&amp;gt;. 7. ed. Rio de Janeiro: Forense Universit&aacute;ria, 2008.Gee, James Paul&amp;lt;strong&amp;gt;.&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;An Introduction to Discourse Analysis: Theory and Method.&amp;lt;\/em&amp;gt; 4&ordf; ed. London; New York: Routledge, 2014.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O): &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/o-terrorismo-no-discurso\/&amp;quot;&amp;gt;O terrorismo no discurso&amp;lt;\/a&amp;gt;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/discurso\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>discurso<\/a> apenas como texto oral ou escrito, Foucault o concebe como um conjunto de pr&aacute;ticas que produzem os objetos de que falam &ndash; coisas, ideias, pessoas, eventos. 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Em vez de entender o discurso apenas como texto oral ou escrito, Foucault o concebe como um conjunto de pr&aacute;ticas que produzem os objetos de que falam &ndash; coisas, ideias, pessoas, eventos. Ou seja, o discurso n&atilde;o apenas descreve o chamado real: ele o constitui. O discurso &eacute;, assim, uma pr&aacute;tica produtiva que estrutura o campo das possibilidades de exist&ecirc;ncia, organizando e regulando o que pode ser dito, percebido, vivenciado, pensado e tomado como verdade em determinadas conjunturas hist&oacute;ricas. Desse modo, o discurso diz respeito a redes complexas de conhecimento que envolvem saberes e subjetividades atravessados por regimes de poder. Entretanto, o equil&iacute;brio entre esses eixos de for&ccedil;a &eacute; sempre inst&aacute;vel, pois, para Foucault, onde h&aacute; poder, h&aacute; resist&ecirc;ncia. Portanto, apesar da inseparabilidade entre discurso, sujeito, saber e poder, vazamentos, transgress&otilde;es e transforma&ccedil;&otilde;es podem sempre ocorrer.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;J&aacute; o linguista James Paul Gee diferencia discurso e Discurso, grafados com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo e &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo, respectivamente. O primeiro diz respeito &agrave; atividade discursiva, na qual empregamos signos lingu&iacute;sticos e n&atilde;o lingu&iacute;sticos em nossas intera&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias. Trata-se de uma perspectiva sociolingu&iacute;stica e pragm&aacute;tica que focaliza a linguagem em uso nos diferentes contextos da vida social e os sentidos ali produzidos. As pr&aacute;ticas linguageiras, por&eacute;m, n&atilde;o ocorrem isoladamente. Elas resultam de m&uacute;ltiplas combina&ccedil;&otilde;es integradas de modos de comunicar, interagir, pensar, perceber, crer, valorar e sentir, que constituem um tipo espec&iacute;fico de identidade socialmente reconhec&iacute;vel. Gee nomeia esse fen&ocirc;meno &amp;quot;Discursos&rdquo; (com &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo), isto &eacute;, sistemas de ideias e modos de pensamento que orientam a forma como performamos e utilizamos signos, palavras, imagens e outros recursos &mdash; o discurso (com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo). Discurso e discurso s&atilde;o, por conseguinte, indissoci&aacute;veis, o que permite abordar o d\/Discurso como pr&aacute;tica social que define e orienta paradigmas socioculturais.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Pode-se articular, ent&atilde;o, um ponto em comum entre James Paul Gee e Michel Foucault: o discurso n&atilde;o &eacute; apenas linguagem, mas configura-se como pr&aacute;tica social produtora de identidades, posi&ccedil;&otilde;es de sujeito e rela&ccedil;&otilde;es de poder.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Para saber mais ...&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. &amp;lt;em&amp;gt;A ordem do discurso: Aula inaugural no Coll&egrave;ge de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970.&amp;lt;\/em&amp;gt; S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Loyola, 1996. Tradu&ccedil;&atilde;o de Laura Fraga de Almeida Sampaio.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. As forma&ccedil;&otilde;es discursivas. &amp;lt;em&amp;gt;A arqueologia do saber&amp;lt;\/em&amp;gt;. 7. ed. Rio de Janeiro: Forense Universit&aacute;ria, 2008.Gee, James Paul&amp;lt;strong&amp;gt;.&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;An Introduction to Discourse Analysis: Theory and Method.&amp;lt;\/em&amp;gt; 4&ordf; ed. London; New York: Routledge, 2014.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O): &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/o-terrorismo-no-discurso\/&amp;quot;&amp;gt;O terrorismo no discurso&amp;lt;\/a&amp;gt;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/discurso\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>discurso<\/a> n&atilde;o apenas descreve o chamado real: ele o constitui. 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Em vez de entender o discurso apenas como texto oral ou escrito, Foucault o concebe como um conjunto de pr&aacute;ticas que produzem os objetos de que falam &ndash; coisas, ideias, pessoas, eventos. Ou seja, o discurso n&atilde;o apenas descreve o chamado real: ele o constitui. O discurso &eacute;, assim, uma pr&aacute;tica produtiva que estrutura o campo das possibilidades de exist&ecirc;ncia, organizando e regulando o que pode ser dito, percebido, vivenciado, pensado e tomado como verdade em determinadas conjunturas hist&oacute;ricas. Desse modo, o discurso diz respeito a redes complexas de conhecimento que envolvem saberes e subjetividades atravessados por regimes de poder. Entretanto, o equil&iacute;brio entre esses eixos de for&ccedil;a &eacute; sempre inst&aacute;vel, pois, para Foucault, onde h&aacute; poder, h&aacute; resist&ecirc;ncia. Portanto, apesar da inseparabilidade entre discurso, sujeito, saber e poder, vazamentos, transgress&otilde;es e transforma&ccedil;&otilde;es podem sempre ocorrer.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;J&aacute; o linguista James Paul Gee diferencia discurso e Discurso, grafados com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo e &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo, respectivamente. O primeiro diz respeito &agrave; atividade discursiva, na qual empregamos signos lingu&iacute;sticos e n&atilde;o lingu&iacute;sticos em nossas intera&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias. Trata-se de uma perspectiva sociolingu&iacute;stica e pragm&aacute;tica que focaliza a linguagem em uso nos diferentes contextos da vida social e os sentidos ali produzidos. As pr&aacute;ticas linguageiras, por&eacute;m, n&atilde;o ocorrem isoladamente. 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Discurso e discurso s&atilde;o, por conseguinte, indissoci&aacute;veis, o que permite abordar o d\/Discurso como pr&aacute;tica social que define e orienta paradigmas socioculturais.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Pode-se articular, ent&atilde;o, um ponto em comum entre James Paul Gee e Michel Foucault: o discurso n&atilde;o &eacute; apenas linguagem, mas configura-se como pr&aacute;tica social produtora de identidades, posi&ccedil;&otilde;es de sujeito e rela&ccedil;&otilde;es de poder.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Para saber mais ...&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. &amp;lt;em&amp;gt;A ordem do discurso: Aula inaugural no Coll&egrave;ge de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970.&amp;lt;\/em&amp;gt; S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Loyola, 1996. 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Em vez de entender o discurso apenas como texto oral ou escrito, Foucault o concebe como um conjunto de pr&aacute;ticas que produzem os objetos de que falam &ndash; coisas, ideias, pessoas, eventos. Ou seja, o discurso n&atilde;o apenas descreve o chamado real: ele o constitui. O discurso &eacute;, assim, uma pr&aacute;tica produtiva que estrutura o campo das possibilidades de exist&ecirc;ncia, organizando e regulando o que pode ser dito, percebido, vivenciado, pensado e tomado como verdade em determinadas conjunturas hist&oacute;ricas. Desse modo, o discurso diz respeito a redes complexas de conhecimento que envolvem saberes e subjetividades atravessados por regimes de poder. Entretanto, o equil&iacute;brio entre esses eixos de for&ccedil;a &eacute; sempre inst&aacute;vel, pois, para Foucault, onde h&aacute; poder, h&aacute; resist&ecirc;ncia. 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Isto &eacute;, o poder &eacute; sempre uma rela&ccedil;&atilde;o desequilibrada e est&aacute; presente em todos os microespa&ccedil;os e microrrela&ccedil;&otilde;es. Dessa forma, ningu&eacute;m det&eacute;m completamente o monop&oacute;lio do poder todo o tempo, pois para Foucault, o poder &eacute; visto como um exerc&iacute;cio que n&atilde;o est&aacute; centrado nas grandes rela&ccedil;&otilde;es como a economia, o estado ou a pol&iacute;tica, mas sim que se estabelece em microespa&ccedil;os, como, por exemplo, a fam&iacute;lia e a rela&ccedil;&atilde;o de poder entre irm&atilde;os. &Eacute; nesse sentido que Foucault tamb&eacute;m prop&otilde;e que o poder tem um papel que atua sobre os corpos, no qual n&atilde;o h&aacute; a dicotomia clara entre dominador\/dominado, pois as rela&ccedil;&otilde;es de poder n&atilde;o s&atilde;o negoci&aacute;veis. Ningu&eacute;m est&aacute; fora dessa rela&ccedil;&atilde;o, pois o poder se exerce como um feixe de rela&ccedil;&otilde;es, funciona como um tipo de rede que conecta in&uacute;meros sujeitos. Portanto, as rela&ccedil;&otilde;es de poder n&atilde;o s&atilde;o rela&ccedil;&otilde;es de repress&atilde;o, de interdi&ccedil;&atilde;o ou de defesa, mas rela&ccedil;&otilde;es de produ&ccedil;&atilde;o. Sendo assim, &amp;amp;nbsp; todo sujeito &eacute; produzido pelo poder, fabricado, ocupado, mobilizado segundo a especificidade de suas t&eacute;cnicas e instrumentos.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O) em &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/novo\/afinal-onde-tem-bicha-tem-sossego\/&amp;quot;&amp;gt;Afinal, onde tem bicha tem sossego?&amp;lt;\/a&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/poder\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>poder<\/a>. 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Dessa forma, ningu&eacute;m det&eacute;m completamente o monop&oacute;lio do poder todo o tempo, pois para Foucault, o poder &eacute; visto como um exerc&iacute;cio que n&atilde;o est&aacute; centrado nas grandes rela&ccedil;&otilde;es como a economia, o estado ou a pol&iacute;tica, mas sim que se estabelece em microespa&ccedil;os, como, por exemplo, a fam&iacute;lia e a rela&ccedil;&atilde;o de poder entre irm&atilde;os. &Eacute; nesse sentido que Foucault tamb&eacute;m prop&otilde;e que o poder tem um papel que atua sobre os corpos, no qual n&atilde;o h&aacute; a dicotomia clara entre dominador\/dominado, pois as rela&ccedil;&otilde;es de poder n&atilde;o s&atilde;o negoci&aacute;veis. Ningu&eacute;m est&aacute; fora dessa rela&ccedil;&atilde;o, pois o poder se exerce como um feixe de rela&ccedil;&otilde;es, funciona como um tipo de rede que conecta in&uacute;meros sujeitos. Portanto, as rela&ccedil;&otilde;es de poder n&atilde;o s&atilde;o rela&ccedil;&otilde;es de repress&atilde;o, de interdi&ccedil;&atilde;o ou de defesa, mas rela&ccedil;&otilde;es de produ&ccedil;&atilde;o. Sendo assim, &amp;amp;nbsp; todo sujeito &eacute; produzido pelo poder, fabricado, ocupado, mobilizado segundo a especificidade de suas t&eacute;cnicas e instrumentos.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O) em &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/novo\/afinal-onde-tem-bicha-tem-sossego\/&amp;quot;&amp;gt;Afinal, onde tem bicha tem sossego?&amp;lt;\/a&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/poder\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>poder<\/a>, h&aacute; resist&ecirc;ncia. 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Em vez de entender o discurso apenas como texto oral ou escrito, Foucault o concebe como um conjunto de pr&aacute;ticas que produzem os objetos de que falam &ndash; coisas, ideias, pessoas, eventos. Ou seja, o discurso n&atilde;o apenas descreve o chamado real: ele o constitui. O discurso &eacute;, assim, uma pr&aacute;tica produtiva que estrutura o campo das possibilidades de exist&ecirc;ncia, organizando e regulando o que pode ser dito, percebido, vivenciado, pensado e tomado como verdade em determinadas conjunturas hist&oacute;ricas. Desse modo, o discurso diz respeito a redes complexas de conhecimento que envolvem saberes e subjetividades atravessados por regimes de poder. Entretanto, o equil&iacute;brio entre esses eixos de for&ccedil;a &eacute; sempre inst&aacute;vel, pois, para Foucault, onde h&aacute; poder, h&aacute; resist&ecirc;ncia. Portanto, apesar da inseparabilidade entre discurso, sujeito, saber e poder, vazamentos, transgress&otilde;es e transforma&ccedil;&otilde;es podem sempre ocorrer.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;J&aacute; o linguista James Paul Gee diferencia discurso e Discurso, grafados com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo e &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo, respectivamente. O primeiro diz respeito &agrave; atividade discursiva, na qual empregamos signos lingu&iacute;sticos e n&atilde;o lingu&iacute;sticos em nossas intera&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias. Trata-se de uma perspectiva sociolingu&iacute;stica e pragm&aacute;tica que focaliza a linguagem em uso nos diferentes contextos da vida social e os sentidos ali produzidos. As pr&aacute;ticas linguageiras, por&eacute;m, n&atilde;o ocorrem isoladamente. Elas resultam de m&uacute;ltiplas combina&ccedil;&otilde;es integradas de modos de comunicar, interagir, pensar, perceber, crer, valorar e sentir, que constituem um tipo espec&iacute;fico de identidade socialmente reconhec&iacute;vel. Gee nomeia esse fen&ocirc;meno &amp;quot;Discursos&rdquo; (com &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo), isto &eacute;, sistemas de ideias e modos de pensamento que orientam a forma como performamos e utilizamos signos, palavras, imagens e outros recursos &mdash; o discurso (com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo). Discurso e discurso s&atilde;o, por conseguinte, indissoci&aacute;veis, o que permite abordar o d\/Discurso como pr&aacute;tica social que define e orienta paradigmas socioculturais.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Pode-se articular, ent&atilde;o, um ponto em comum entre James Paul Gee e Michel Foucault: o discurso n&atilde;o &eacute; apenas linguagem, mas configura-se como pr&aacute;tica social produtora de identidades, posi&ccedil;&otilde;es de sujeito e rela&ccedil;&otilde;es de poder.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Para saber mais ...&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. &amp;lt;em&amp;gt;A ordem do discurso: Aula inaugural no Coll&egrave;ge de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970.&amp;lt;\/em&amp;gt; S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Loyola, 1996. Tradu&ccedil;&atilde;o de Laura Fraga de Almeida Sampaio.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. As forma&ccedil;&otilde;es discursivas. &amp;lt;em&amp;gt;A arqueologia do saber&amp;lt;\/em&amp;gt;. 7. ed. Rio de Janeiro: Forense Universit&aacute;ria, 2008.Gee, James Paul&amp;lt;strong&amp;gt;.&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;An Introduction to Discourse Analysis: Theory and Method.&amp;lt;\/em&amp;gt; 4&ordf; ed. London; New York: Routledge, 2014.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O): &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/o-terrorismo-no-discurso\/&amp;quot;&amp;gt;O terrorismo no discurso&amp;lt;\/a&amp;gt;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/discurso\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>discurso<\/a>, sujeito, saber e <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Poder&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Este conceito, tratado pelo fil&oacute;sofo Michel Foucault no livro &amp;lt;em&amp;gt;Microf&iacute;sica do Poder&amp;lt;\/em&amp;gt;, entende o poder como uma rela&ccedil;&atilde;o, um exerc&iacute;cio e por isso &eacute; algo que se exerce em ambientes de maneira extremamente assim&eacute;trica. Isto &eacute;, o poder &eacute; sempre uma rela&ccedil;&atilde;o desequilibrada e est&aacute; presente em todos os microespa&ccedil;os e microrrela&ccedil;&otilde;es. Dessa forma, ningu&eacute;m det&eacute;m completamente o monop&oacute;lio do poder todo o tempo, pois para Foucault, o poder &eacute; visto como um exerc&iacute;cio que n&atilde;o est&aacute; centrado nas grandes rela&ccedil;&otilde;es como a economia, o estado ou a pol&iacute;tica, mas sim que se estabelece em microespa&ccedil;os, como, por exemplo, a fam&iacute;lia e a rela&ccedil;&atilde;o de poder entre irm&atilde;os. &Eacute; nesse sentido que Foucault tamb&eacute;m prop&otilde;e que o poder tem um papel que atua sobre os corpos, no qual n&atilde;o h&aacute; a dicotomia clara entre dominador\/dominado, pois as rela&ccedil;&otilde;es de poder n&atilde;o s&atilde;o negoci&aacute;veis. Ningu&eacute;m est&aacute; fora dessa rela&ccedil;&atilde;o, pois o poder se exerce como um feixe de rela&ccedil;&otilde;es, funciona como um tipo de rede que conecta in&uacute;meros sujeitos. Portanto, as rela&ccedil;&otilde;es de poder n&atilde;o s&atilde;o rela&ccedil;&otilde;es de repress&atilde;o, de interdi&ccedil;&atilde;o ou de defesa, mas rela&ccedil;&otilde;es de produ&ccedil;&atilde;o. Sendo assim, &amp;amp;nbsp; todo sujeito &eacute; produzido pelo poder, fabricado, ocupado, mobilizado segundo a especificidade de suas t&eacute;cnicas e instrumentos.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O) em &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/novo\/afinal-onde-tem-bicha-tem-sossego\/&amp;quot;&amp;gt;Afinal, onde tem bicha tem sossego?&amp;lt;\/a&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/poder\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>poder<\/a>, vazamentos, transgress&otilde;es e transforma&ccedil;&otilde;es podem sempre ocorrer.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J&aacute; o linguista James Paul Gee diferencia <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Discurso&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;O conceito de discurso &eacute; empregado diferentemente, em variadas tradi&ccedil;&otilde;es, a depender da filia&ccedil;&atilde;o a &aacute;reas de estudo e correntes de pensamento. Este verbete reconstr&oacute;i duas conhecidas no&ccedil;&otilde;es de discurso, segundo Michel Foucault, no campo hist&oacute;rico-filos&oacute;fico, e James Paul Gee, nos Estudos da Linguagem.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;A no&ccedil;&atilde;o de discurso em Michel Foucault ocupa um lugar central em sua filosofia e est&aacute; diretamente ligada &agrave;s suas an&aacute;lises sobre saber e poder. Em vez de entender o discurso apenas como texto oral ou escrito, Foucault o concebe como um conjunto de pr&aacute;ticas que produzem os objetos de que falam &ndash; coisas, ideias, pessoas, eventos. Ou seja, o discurso n&atilde;o apenas descreve o chamado real: ele o constitui. O discurso &eacute;, assim, uma pr&aacute;tica produtiva que estrutura o campo das possibilidades de exist&ecirc;ncia, organizando e regulando o que pode ser dito, percebido, vivenciado, pensado e tomado como verdade em determinadas conjunturas hist&oacute;ricas. Desse modo, o discurso diz respeito a redes complexas de conhecimento que envolvem saberes e subjetividades atravessados por regimes de poder. Entretanto, o equil&iacute;brio entre esses eixos de for&ccedil;a &eacute; sempre inst&aacute;vel, pois, para Foucault, onde h&aacute; poder, h&aacute; resist&ecirc;ncia. Portanto, apesar da inseparabilidade entre discurso, sujeito, saber e poder, vazamentos, transgress&otilde;es e transforma&ccedil;&otilde;es podem sempre ocorrer.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;J&aacute; o linguista James Paul Gee diferencia discurso e Discurso, grafados com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo e &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo, respectivamente. O primeiro diz respeito &agrave; atividade discursiva, na qual empregamos signos lingu&iacute;sticos e n&atilde;o lingu&iacute;sticos em nossas intera&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias. Trata-se de uma perspectiva sociolingu&iacute;stica e pragm&aacute;tica que focaliza a linguagem em uso nos diferentes contextos da vida social e os sentidos ali produzidos. As pr&aacute;ticas linguageiras, por&eacute;m, n&atilde;o ocorrem isoladamente. Elas resultam de m&uacute;ltiplas combina&ccedil;&otilde;es integradas de modos de comunicar, interagir, pensar, perceber, crer, valorar e sentir, que constituem um tipo espec&iacute;fico de identidade socialmente reconhec&iacute;vel. Gee nomeia esse fen&ocirc;meno &amp;quot;Discursos&rdquo; (com &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo), isto &eacute;, sistemas de ideias e modos de pensamento que orientam a forma como performamos e utilizamos signos, palavras, imagens e outros recursos &mdash; o discurso (com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo). Discurso e discurso s&atilde;o, por conseguinte, indissoci&aacute;veis, o que permite abordar o d\/Discurso como pr&aacute;tica social que define e orienta paradigmas socioculturais.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Pode-se articular, ent&atilde;o, um ponto em comum entre James Paul Gee e Michel Foucault: o discurso n&atilde;o &eacute; apenas linguagem, mas configura-se como pr&aacute;tica social produtora de identidades, posi&ccedil;&otilde;es de sujeito e rela&ccedil;&otilde;es de poder.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Para saber mais ...&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. &amp;lt;em&amp;gt;A ordem do discurso: Aula inaugural no Coll&egrave;ge de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970.&amp;lt;\/em&amp;gt; S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Loyola, 1996. Tradu&ccedil;&atilde;o de Laura Fraga de Almeida Sampaio.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. As forma&ccedil;&otilde;es discursivas. &amp;lt;em&amp;gt;A arqueologia do saber&amp;lt;\/em&amp;gt;. 7. ed. Rio de Janeiro: Forense Universit&aacute;ria, 2008.Gee, James Paul&amp;lt;strong&amp;gt;.&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;An Introduction to Discourse Analysis: Theory and Method.&amp;lt;\/em&amp;gt; 4&ordf; ed. London; New York: Routledge, 2014.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O): &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/o-terrorismo-no-discurso\/&amp;quot;&amp;gt;O terrorismo no discurso&amp;lt;\/a&amp;gt;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/discurso\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>discurso<\/a> e <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Discurso&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;O conceito de discurso &eacute; empregado diferentemente, em variadas tradi&ccedil;&otilde;es, a depender da filia&ccedil;&atilde;o a &aacute;reas de estudo e correntes de pensamento. Este verbete reconstr&oacute;i duas conhecidas no&ccedil;&otilde;es de discurso, segundo Michel Foucault, no campo hist&oacute;rico-filos&oacute;fico, e James Paul Gee, nos Estudos da Linguagem.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;A no&ccedil;&atilde;o de discurso em Michel Foucault ocupa um lugar central em sua filosofia e est&aacute; diretamente ligada &agrave;s suas an&aacute;lises sobre saber e poder. Em vez de entender o discurso apenas como texto oral ou escrito, Foucault o concebe como um conjunto de pr&aacute;ticas que produzem os objetos de que falam &ndash; coisas, ideias, pessoas, eventos. Ou seja, o discurso n&atilde;o apenas descreve o chamado real: ele o constitui. O discurso &eacute;, assim, uma pr&aacute;tica produtiva que estrutura o campo das possibilidades de exist&ecirc;ncia, organizando e regulando o que pode ser dito, percebido, vivenciado, pensado e tomado como verdade em determinadas conjunturas hist&oacute;ricas. Desse modo, o discurso diz respeito a redes complexas de conhecimento que envolvem saberes e subjetividades atravessados por regimes de poder. Entretanto, o equil&iacute;brio entre esses eixos de for&ccedil;a &eacute; sempre inst&aacute;vel, pois, para Foucault, onde h&aacute; poder, h&aacute; resist&ecirc;ncia. Portanto, apesar da inseparabilidade entre discurso, sujeito, saber e poder, vazamentos, transgress&otilde;es e transforma&ccedil;&otilde;es podem sempre ocorrer.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;J&aacute; o linguista James Paul Gee diferencia discurso e Discurso, grafados com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo e &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo, respectivamente. O primeiro diz respeito &agrave; atividade discursiva, na qual empregamos signos lingu&iacute;sticos e n&atilde;o lingu&iacute;sticos em nossas intera&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias. Trata-se de uma perspectiva sociolingu&iacute;stica e pragm&aacute;tica que focaliza a linguagem em uso nos diferentes contextos da vida social e os sentidos ali produzidos. As pr&aacute;ticas linguageiras, por&eacute;m, n&atilde;o ocorrem isoladamente. Elas resultam de m&uacute;ltiplas combina&ccedil;&otilde;es integradas de modos de comunicar, interagir, pensar, perceber, crer, valorar e sentir, que constituem um tipo espec&iacute;fico de identidade socialmente reconhec&iacute;vel. Gee nomeia esse fen&ocirc;meno &amp;quot;Discursos&rdquo; (com &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo), isto &eacute;, sistemas de ideias e modos de pensamento que orientam a forma como performamos e utilizamos signos, palavras, imagens e outros recursos &mdash; o discurso (com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo). Discurso e discurso s&atilde;o, por conseguinte, indissoci&aacute;veis, o que permite abordar o d\/Discurso como pr&aacute;tica social que define e orienta paradigmas socioculturais.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Pode-se articular, ent&atilde;o, um ponto em comum entre James Paul Gee e Michel Foucault: o discurso n&atilde;o &eacute; apenas linguagem, mas configura-se como pr&aacute;tica social produtora de identidades, posi&ccedil;&otilde;es de sujeito e rela&ccedil;&otilde;es de poder.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Para saber mais ...&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. &amp;lt;em&amp;gt;A ordem do discurso: Aula inaugural no Coll&egrave;ge de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970.&amp;lt;\/em&amp;gt; S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Loyola, 1996. Tradu&ccedil;&atilde;o de Laura Fraga de Almeida Sampaio.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. As forma&ccedil;&otilde;es discursivas. &amp;lt;em&amp;gt;A arqueologia do saber&amp;lt;\/em&amp;gt;. 7. ed. Rio de Janeiro: Forense Universit&aacute;ria, 2008.Gee, James Paul&amp;lt;strong&amp;gt;.&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;An Introduction to Discourse Analysis: Theory and Method.&amp;lt;\/em&amp;gt; 4&ordf; ed. London; New York: Routledge, 2014.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O): &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/o-terrorismo-no-discurso\/&amp;quot;&amp;gt;O terrorismo no discurso&amp;lt;\/a&amp;gt;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/discurso\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>Discurso<\/a>, grafados com &ldquo;d&rdquo; min&uacute;sculo e &ldquo;D&rdquo; mai&uacute;sculo, respectivamente. O primeiro diz respeito &agrave; atividade discursiva, na qual empregamos signos lingu&iacute;sticos e n&atilde;o lingu&iacute;sticos em nossas intera&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias. Trata-se de uma perspectiva sociolingu&iacute;stica e pragm&aacute;tica que focaliza a linguagem em uso nos diferentes contextos da vida social e os sentidos ali produzidos. As pr&aacute;ticas linguageiras, por&eacute;m, n&atilde;o ocorrem isoladamente. Elas resultam de m&uacute;ltiplas combina&ccedil;&otilde;es integradas de modos de comunicar, interagir, pensar, perceber, crer, valorar e sentir, que constituem um tipo espec&iacute;fico de identidade socialmente reconhec&iacute;vel. Gee nomeia esse fen&ocirc;meno &ldquo;Discursos&rdquo; (com &ldquo;D&rdquo; mai&uacute;sculo), isto &eacute;, sistemas de ideias e modos de pensamento que orientam a forma como performamos e utilizamos signos, palavras, imagens e outros recursos &mdash; o <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Discurso&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;O conceito de discurso &eacute; empregado diferentemente, em variadas tradi&ccedil;&otilde;es, a depender da filia&ccedil;&atilde;o a &aacute;reas de estudo e correntes de pensamento. Este verbete reconstr&oacute;i duas conhecidas no&ccedil;&otilde;es de discurso, segundo Michel Foucault, no campo hist&oacute;rico-filos&oacute;fico, e James Paul Gee, nos Estudos da Linguagem.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;A no&ccedil;&atilde;o de discurso em Michel Foucault ocupa um lugar central em sua filosofia e est&aacute; diretamente ligada &agrave;s suas an&aacute;lises sobre saber e poder. Em vez de entender o discurso apenas como texto oral ou escrito, Foucault o concebe como um conjunto de pr&aacute;ticas que produzem os objetos de que falam &ndash; coisas, ideias, pessoas, eventos. Ou seja, o discurso n&atilde;o apenas descreve o chamado real: ele o constitui. O discurso &eacute;, assim, uma pr&aacute;tica produtiva que estrutura o campo das possibilidades de exist&ecirc;ncia, organizando e regulando o que pode ser dito, percebido, vivenciado, pensado e tomado como verdade em determinadas conjunturas hist&oacute;ricas. Desse modo, o discurso diz respeito a redes complexas de conhecimento que envolvem saberes e subjetividades atravessados por regimes de poder. Entretanto, o equil&iacute;brio entre esses eixos de for&ccedil;a &eacute; sempre inst&aacute;vel, pois, para Foucault, onde h&aacute; poder, h&aacute; resist&ecirc;ncia. 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Elas resultam de m&uacute;ltiplas combina&ccedil;&otilde;es integradas de modos de comunicar, interagir, pensar, perceber, crer, valorar e sentir, que constituem um tipo espec&iacute;fico de identidade socialmente reconhec&iacute;vel. Gee nomeia esse fen&ocirc;meno &amp;quot;Discursos&rdquo; (com &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo), isto &eacute;, sistemas de ideias e modos de pensamento que orientam a forma como performamos e utilizamos signos, palavras, imagens e outros recursos &mdash; o discurso (com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo). Discurso e discurso s&atilde;o, por conseguinte, indissoci&aacute;veis, o que permite abordar o d\/Discurso como pr&aacute;tica social que define e orienta paradigmas socioculturais.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Pode-se articular, ent&atilde;o, um ponto em comum entre James Paul Gee e Michel Foucault: o discurso n&atilde;o &eacute; apenas linguagem, mas configura-se como pr&aacute;tica social produtora de identidades, posi&ccedil;&otilde;es de sujeito e rela&ccedil;&otilde;es de poder.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Para saber mais ...&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. &amp;lt;em&amp;gt;A ordem do discurso: Aula inaugural no Coll&egrave;ge de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970.&amp;lt;\/em&amp;gt; S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Loyola, 1996. Tradu&ccedil;&atilde;o de Laura Fraga de Almeida Sampaio.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. As forma&ccedil;&otilde;es discursivas. &amp;lt;em&amp;gt;A arqueologia do saber&amp;lt;\/em&amp;gt;. 7. ed. Rio de Janeiro: Forense Universit&aacute;ria, 2008.Gee, James Paul&amp;lt;strong&amp;gt;.&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;An Introduction to Discourse Analysis: Theory and Method.&amp;lt;\/em&amp;gt; 4&ordf; ed. 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Este verbete reconstr&oacute;i duas conhecidas no&ccedil;&otilde;es de discurso, segundo Michel Foucault, no campo hist&oacute;rico-filos&oacute;fico, e James Paul Gee, nos Estudos da Linguagem.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;A no&ccedil;&atilde;o de discurso em Michel Foucault ocupa um lugar central em sua filosofia e est&aacute; diretamente ligada &agrave;s suas an&aacute;lises sobre saber e poder. Em vez de entender o discurso apenas como texto oral ou escrito, Foucault o concebe como um conjunto de pr&aacute;ticas que produzem os objetos de que falam &ndash; coisas, ideias, pessoas, eventos. Ou seja, o discurso n&atilde;o apenas descreve o chamado real: ele o constitui. O discurso &eacute;, assim, uma pr&aacute;tica produtiva que estrutura o campo das possibilidades de exist&ecirc;ncia, organizando e regulando o que pode ser dito, percebido, vivenciado, pensado e tomado como verdade em determinadas conjunturas hist&oacute;ricas. Desse modo, o discurso diz respeito a redes complexas de conhecimento que envolvem saberes e subjetividades atravessados por regimes de poder. Entretanto, o equil&iacute;brio entre esses eixos de for&ccedil;a &eacute; sempre inst&aacute;vel, pois, para Foucault, onde h&aacute; poder, h&aacute; resist&ecirc;ncia. Portanto, apesar da inseparabilidade entre discurso, sujeito, saber e poder, vazamentos, transgress&otilde;es e transforma&ccedil;&otilde;es podem sempre ocorrer.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;J&aacute; o linguista James Paul Gee diferencia discurso e Discurso, grafados com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo e &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo, respectivamente. O primeiro diz respeito &agrave; atividade discursiva, na qual empregamos signos lingu&iacute;sticos e n&atilde;o lingu&iacute;sticos em nossas intera&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias. Trata-se de uma perspectiva sociolingu&iacute;stica e pragm&aacute;tica que focaliza a linguagem em uso nos diferentes contextos da vida social e os sentidos ali produzidos. As pr&aacute;ticas linguageiras, por&eacute;m, n&atilde;o ocorrem isoladamente. Elas resultam de m&uacute;ltiplas combina&ccedil;&otilde;es integradas de modos de comunicar, interagir, pensar, perceber, crer, valorar e sentir, que constituem um tipo espec&iacute;fico de identidade socialmente reconhec&iacute;vel. Gee nomeia esse fen&ocirc;meno &amp;quot;Discursos&rdquo; (com &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo), isto &eacute;, sistemas de ideias e modos de pensamento que orientam a forma como performamos e utilizamos signos, palavras, imagens e outros recursos &mdash; o discurso (com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo). Discurso e discurso s&atilde;o, por conseguinte, indissoci&aacute;veis, o que permite abordar o d\/Discurso como pr&aacute;tica social que define e orienta paradigmas socioculturais.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Pode-se articular, ent&atilde;o, um ponto em comum entre James Paul Gee e Michel Foucault: o discurso n&atilde;o &eacute; apenas linguagem, mas configura-se como pr&aacute;tica social produtora de identidades, posi&ccedil;&otilde;es de sujeito e rela&ccedil;&otilde;es de poder.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Para saber mais ...&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. &amp;lt;em&amp;gt;A ordem do discurso: Aula inaugural no Coll&egrave;ge de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970.&amp;lt;\/em&amp;gt; S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Loyola, 1996. Tradu&ccedil;&atilde;o de Laura Fraga de Almeida Sampaio.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. As forma&ccedil;&otilde;es discursivas. &amp;lt;em&amp;gt;A arqueologia do saber&amp;lt;\/em&amp;gt;. 7. ed. Rio de Janeiro: Forense Universit&aacute;ria, 2008.Gee, James Paul&amp;lt;strong&amp;gt;.&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;An Introduction to Discourse Analysis: Theory and Method.&amp;lt;\/em&amp;gt; 4&ordf; ed. London; New York: Routledge, 2014.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O): &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/o-terrorismo-no-discurso\/&amp;quot;&amp;gt;O terrorismo no discurso&amp;lt;\/a&amp;gt;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/discurso\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>Discurso<\/a> e <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Discurso&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;O conceito de discurso &eacute; empregado diferentemente, em variadas tradi&ccedil;&otilde;es, a depender da filia&ccedil;&atilde;o a &aacute;reas de estudo e correntes de pensamento. Este verbete reconstr&oacute;i duas conhecidas no&ccedil;&otilde;es de discurso, segundo Michel Foucault, no campo hist&oacute;rico-filos&oacute;fico, e James Paul Gee, nos Estudos da Linguagem.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;A no&ccedil;&atilde;o de discurso em Michel Foucault ocupa um lugar central em sua filosofia e est&aacute; diretamente ligada &agrave;s suas an&aacute;lises sobre saber e poder. Em vez de entender o discurso apenas como texto oral ou escrito, Foucault o concebe como um conjunto de pr&aacute;ticas que produzem os objetos de que falam &ndash; coisas, ideias, pessoas, eventos. Ou seja, o discurso n&atilde;o apenas descreve o chamado real: ele o constitui. O discurso &eacute;, assim, uma pr&aacute;tica produtiva que estrutura o campo das possibilidades de exist&ecirc;ncia, organizando e regulando o que pode ser dito, percebido, vivenciado, pensado e tomado como verdade em determinadas conjunturas hist&oacute;ricas. Desse modo, o discurso diz respeito a redes complexas de conhecimento que envolvem saberes e subjetividades atravessados por regimes de poder. Entretanto, o equil&iacute;brio entre esses eixos de for&ccedil;a &eacute; sempre inst&aacute;vel, pois, para Foucault, onde h&aacute; poder, h&aacute; resist&ecirc;ncia. Portanto, apesar da inseparabilidade entre discurso, sujeito, saber e poder, vazamentos, transgress&otilde;es e transforma&ccedil;&otilde;es podem sempre ocorrer.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;J&aacute; o linguista James Paul Gee diferencia discurso e Discurso, grafados com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo e &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo, respectivamente. O primeiro diz respeito &agrave; atividade discursiva, na qual empregamos signos lingu&iacute;sticos e n&atilde;o lingu&iacute;sticos em nossas intera&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias. Trata-se de uma perspectiva sociolingu&iacute;stica e pragm&aacute;tica que focaliza a linguagem em uso nos diferentes contextos da vida social e os sentidos ali produzidos. As pr&aacute;ticas linguageiras, por&eacute;m, n&atilde;o ocorrem isoladamente. Elas resultam de m&uacute;ltiplas combina&ccedil;&otilde;es integradas de modos de comunicar, interagir, pensar, perceber, crer, valorar e sentir, que constituem um tipo espec&iacute;fico de identidade socialmente reconhec&iacute;vel. Gee nomeia esse fen&ocirc;meno &amp;quot;Discursos&rdquo; (com &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo), isto &eacute;, sistemas de ideias e modos de pensamento que orientam a forma como performamos e utilizamos signos, palavras, imagens e outros recursos &mdash; o discurso (com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo). Discurso e discurso s&atilde;o, por conseguinte, indissoci&aacute;veis, o que permite abordar o d\/Discurso como pr&aacute;tica social que define e orienta paradigmas socioculturais.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Pode-se articular, ent&atilde;o, um ponto em comum entre James Paul Gee e Michel Foucault: o discurso n&atilde;o &eacute; apenas linguagem, mas configura-se como pr&aacute;tica social produtora de identidades, posi&ccedil;&otilde;es de sujeito e rela&ccedil;&otilde;es de poder.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Para saber mais ...&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. &amp;lt;em&amp;gt;A ordem do discurso: Aula inaugural no Coll&egrave;ge de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970.&amp;lt;\/em&amp;gt; S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Loyola, 1996. Tradu&ccedil;&atilde;o de Laura Fraga de Almeida Sampaio.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. As forma&ccedil;&otilde;es discursivas. &amp;lt;em&amp;gt;A arqueologia do saber&amp;lt;\/em&amp;gt;. 7. ed. Rio de Janeiro: Forense Universit&aacute;ria, 2008.Gee, James Paul&amp;lt;strong&amp;gt;.&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;An Introduction to Discourse Analysis: Theory and Method.&amp;lt;\/em&amp;gt; 4&ordf; ed. London; New York: Routledge, 2014.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O): &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/o-terrorismo-no-discurso\/&amp;quot;&amp;gt;O terrorismo no discurso&amp;lt;\/a&amp;gt;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/discurso\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>discurso<\/a> s&atilde;o, por conseguinte, indissoci&aacute;veis, o que permite abordar o d\/<a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Discurso&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;O conceito de discurso &eacute; empregado diferentemente, em variadas tradi&ccedil;&otilde;es, a depender da filia&ccedil;&atilde;o a &aacute;reas de estudo e correntes de pensamento. Este verbete reconstr&oacute;i duas conhecidas no&ccedil;&otilde;es de discurso, segundo Michel Foucault, no campo hist&oacute;rico-filos&oacute;fico, e James Paul Gee, nos Estudos da Linguagem.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;A no&ccedil;&atilde;o de discurso em Michel Foucault ocupa um lugar central em sua filosofia e est&aacute; diretamente ligada &agrave;s suas an&aacute;lises sobre saber e poder. Em vez de entender o discurso apenas como texto oral ou escrito, Foucault o concebe como um conjunto de pr&aacute;ticas que produzem os objetos de que falam &ndash; coisas, ideias, pessoas, eventos. Ou seja, o discurso n&atilde;o apenas descreve o chamado real: ele o constitui. O discurso &eacute;, assim, uma pr&aacute;tica produtiva que estrutura o campo das possibilidades de exist&ecirc;ncia, organizando e regulando o que pode ser dito, percebido, vivenciado, pensado e tomado como verdade em determinadas conjunturas hist&oacute;ricas. Desse modo, o discurso diz respeito a redes complexas de conhecimento que envolvem saberes e subjetividades atravessados por regimes de poder. Entretanto, o equil&iacute;brio entre esses eixos de for&ccedil;a &eacute; sempre inst&aacute;vel, pois, para Foucault, onde h&aacute; poder, h&aacute; resist&ecirc;ncia. Portanto, apesar da inseparabilidade entre discurso, sujeito, saber e poder, vazamentos, transgress&otilde;es e transforma&ccedil;&otilde;es podem sempre ocorrer.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;J&aacute; o linguista James Paul Gee diferencia discurso e Discurso, grafados com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo e &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo, respectivamente. O primeiro diz respeito &agrave; atividade discursiva, na qual empregamos signos lingu&iacute;sticos e n&atilde;o lingu&iacute;sticos em nossas intera&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias. Trata-se de uma perspectiva sociolingu&iacute;stica e pragm&aacute;tica que focaliza a linguagem em uso nos diferentes contextos da vida social e os sentidos ali produzidos. As pr&aacute;ticas linguageiras, por&eacute;m, n&atilde;o ocorrem isoladamente. Elas resultam de m&uacute;ltiplas combina&ccedil;&otilde;es integradas de modos de comunicar, interagir, pensar, perceber, crer, valorar e sentir, que constituem um tipo espec&iacute;fico de identidade socialmente reconhec&iacute;vel. Gee nomeia esse fen&ocirc;meno &amp;quot;Discursos&rdquo; (com &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo), isto &eacute;, sistemas de ideias e modos de pensamento que orientam a forma como performamos e utilizamos signos, palavras, imagens e outros recursos &mdash; o discurso (com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo). Discurso e discurso s&atilde;o, por conseguinte, indissoci&aacute;veis, o que permite abordar o d\/Discurso como pr&aacute;tica social que define e orienta paradigmas socioculturais.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Pode-se articular, ent&atilde;o, um ponto em comum entre James Paul Gee e Michel Foucault: o discurso n&atilde;o &eacute; apenas linguagem, mas configura-se como pr&aacute;tica social produtora de identidades, posi&ccedil;&otilde;es de sujeito e rela&ccedil;&otilde;es de poder.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Para saber mais ...&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. &amp;lt;em&amp;gt;A ordem do discurso: Aula inaugural no Coll&egrave;ge de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970.&amp;lt;\/em&amp;gt; S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Loyola, 1996. Tradu&ccedil;&atilde;o de Laura Fraga de Almeida Sampaio.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. As forma&ccedil;&otilde;es discursivas. &amp;lt;em&amp;gt;A arqueologia do saber&amp;lt;\/em&amp;gt;. 7. ed. Rio de Janeiro: Forense Universit&aacute;ria, 2008.Gee, James Paul&amp;lt;strong&amp;gt;.&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;An Introduction to Discourse Analysis: Theory and Method.&amp;lt;\/em&amp;gt; 4&ordf; ed. London; New York: Routledge, 2014.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O): &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/o-terrorismo-no-discurso\/&amp;quot;&amp;gt;O terrorismo no discurso&amp;lt;\/a&amp;gt;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/discurso\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>Discurso<\/a> como pr&aacute;tica social que define e orienta paradigmas socioculturais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pode-se articular, ent&atilde;o, um ponto em comum entre James Paul Gee e Michel Foucault: o <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Discurso&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;O conceito de discurso &eacute; empregado diferentemente, em variadas tradi&ccedil;&otilde;es, a depender da filia&ccedil;&atilde;o a &aacute;reas de estudo e correntes de pensamento. Este verbete reconstr&oacute;i duas conhecidas no&ccedil;&otilde;es de discurso, segundo Michel Foucault, no campo hist&oacute;rico-filos&oacute;fico, e James Paul Gee, nos Estudos da Linguagem.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;A no&ccedil;&atilde;o de discurso em Michel Foucault ocupa um lugar central em sua filosofia e est&aacute; diretamente ligada &agrave;s suas an&aacute;lises sobre saber e poder. Em vez de entender o discurso apenas como texto oral ou escrito, Foucault o concebe como um conjunto de pr&aacute;ticas que produzem os objetos de que falam &ndash; coisas, ideias, pessoas, eventos. Ou seja, o discurso n&atilde;o apenas descreve o chamado real: ele o constitui. O discurso &eacute;, assim, uma pr&aacute;tica produtiva que estrutura o campo das possibilidades de exist&ecirc;ncia, organizando e regulando o que pode ser dito, percebido, vivenciado, pensado e tomado como verdade em determinadas conjunturas hist&oacute;ricas. Desse modo, o discurso diz respeito a redes complexas de conhecimento que envolvem saberes e subjetividades atravessados por regimes de poder. Entretanto, o equil&iacute;brio entre esses eixos de for&ccedil;a &eacute; sempre inst&aacute;vel, pois, para Foucault, onde h&aacute; poder, h&aacute; resist&ecirc;ncia. Portanto, apesar da inseparabilidade entre discurso, sujeito, saber e poder, vazamentos, transgress&otilde;es e transforma&ccedil;&otilde;es podem sempre ocorrer.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;J&aacute; o linguista James Paul Gee diferencia discurso e Discurso, grafados com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo e &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo, respectivamente. O primeiro diz respeito &agrave; atividade discursiva, na qual empregamos signos lingu&iacute;sticos e n&atilde;o lingu&iacute;sticos em nossas intera&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias. Trata-se de uma perspectiva sociolingu&iacute;stica e pragm&aacute;tica que focaliza a linguagem em uso nos diferentes contextos da vida social e os sentidos ali produzidos. As pr&aacute;ticas linguageiras, por&eacute;m, n&atilde;o ocorrem isoladamente. Elas resultam de m&uacute;ltiplas combina&ccedil;&otilde;es integradas de modos de comunicar, interagir, pensar, perceber, crer, valorar e sentir, que constituem um tipo espec&iacute;fico de identidade socialmente reconhec&iacute;vel. Gee nomeia esse fen&ocirc;meno &amp;quot;Discursos&rdquo; (com &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo), isto &eacute;, sistemas de ideias e modos de pensamento que orientam a forma como performamos e utilizamos signos, palavras, imagens e outros recursos &mdash; o discurso (com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo). Discurso e discurso s&atilde;o, por conseguinte, indissoci&aacute;veis, o que permite abordar o d\/Discurso como pr&aacute;tica social que define e orienta paradigmas socioculturais.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Pode-se articular, ent&atilde;o, um ponto em comum entre James Paul Gee e Michel Foucault: o discurso n&atilde;o &eacute; apenas linguagem, mas configura-se como pr&aacute;tica social produtora de identidades, posi&ccedil;&otilde;es de sujeito e rela&ccedil;&otilde;es de poder.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Para saber mais ...&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. &amp;lt;em&amp;gt;A ordem do discurso: Aula inaugural no Coll&egrave;ge de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970.&amp;lt;\/em&amp;gt; S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Loyola, 1996. Tradu&ccedil;&atilde;o de Laura Fraga de Almeida Sampaio.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. As forma&ccedil;&otilde;es discursivas. &amp;lt;em&amp;gt;A arqueologia do saber&amp;lt;\/em&amp;gt;. 7. ed. Rio de Janeiro: Forense Universit&aacute;ria, 2008.Gee, James Paul&amp;lt;strong&amp;gt;.&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;An Introduction to Discourse Analysis: Theory and Method.&amp;lt;\/em&amp;gt; 4&ordf; ed. London; New York: Routledge, 2014.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O): &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/o-terrorismo-no-discurso\/&amp;quot;&amp;gt;O terrorismo no discurso&amp;lt;\/a&amp;gt;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/discurso\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>discurso<\/a> n&atilde;o &eacute; apenas linguagem, mas configura-se como pr&aacute;tica social produtora de identidades, posi&ccedil;&otilde;es de sujeito e rela&ccedil;&otilde;es de <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Poder&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Este conceito, tratado pelo fil&oacute;sofo Michel Foucault no livro &amp;lt;em&amp;gt;Microf&iacute;sica do Poder&amp;lt;\/em&amp;gt;, entende o poder como uma rela&ccedil;&atilde;o, um exerc&iacute;cio e por isso &eacute; algo que se exerce em ambientes de maneira extremamente assim&eacute;trica. Isto &eacute;, o poder &eacute; sempre uma rela&ccedil;&atilde;o desequilibrada e est&aacute; presente em todos os microespa&ccedil;os e microrrela&ccedil;&otilde;es. Dessa forma, ningu&eacute;m det&eacute;m completamente o monop&oacute;lio do poder todo o tempo, pois para Foucault, o poder &eacute; visto como um exerc&iacute;cio que n&atilde;o est&aacute; centrado nas grandes rela&ccedil;&otilde;es como a economia, o estado ou a pol&iacute;tica, mas sim que se estabelece em microespa&ccedil;os, como, por exemplo, a fam&iacute;lia e a rela&ccedil;&atilde;o de poder entre irm&atilde;os. &Eacute; nesse sentido que Foucault tamb&eacute;m prop&otilde;e que o poder tem um papel que atua sobre os corpos, no qual n&atilde;o h&aacute; a dicotomia clara entre dominador\/dominado, pois as rela&ccedil;&otilde;es de poder n&atilde;o s&atilde;o negoci&aacute;veis. Ningu&eacute;m est&aacute; fora dessa rela&ccedil;&atilde;o, pois o poder se exerce como um feixe de rela&ccedil;&otilde;es, funciona como um tipo de rede que conecta in&uacute;meros sujeitos. Portanto, as rela&ccedil;&otilde;es de poder n&atilde;o s&atilde;o rela&ccedil;&otilde;es de repress&atilde;o, de interdi&ccedil;&atilde;o ou de defesa, mas rela&ccedil;&otilde;es de produ&ccedil;&atilde;o. Sendo assim, &amp;amp;nbsp; todo sujeito &eacute; produzido pelo poder, fabricado, ocupado, mobilizado segundo a especificidade de suas t&eacute;cnicas e instrumentos.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O) em &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/novo\/afinal-onde-tem-bicha-tem-sossego\/&amp;quot;&amp;gt;Afinal, onde tem bicha tem sossego?&amp;lt;\/a&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/poder\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>poder<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para saber mais &#x2026;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foucault, Michel. <em>A ordem do <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Discurso&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;O conceito de discurso &eacute; empregado diferentemente, em variadas tradi&ccedil;&otilde;es, a depender da filia&ccedil;&atilde;o a &aacute;reas de estudo e correntes de pensamento. Este verbete reconstr&oacute;i duas conhecidas no&ccedil;&otilde;es de discurso, segundo Michel Foucault, no campo hist&oacute;rico-filos&oacute;fico, e James Paul Gee, nos Estudos da Linguagem.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;A no&ccedil;&atilde;o de discurso em Michel Foucault ocupa um lugar central em sua filosofia e est&aacute; diretamente ligada &agrave;s suas an&aacute;lises sobre saber e poder. Em vez de entender o discurso apenas como texto oral ou escrito, Foucault o concebe como um conjunto de pr&aacute;ticas que produzem os objetos de que falam &ndash; coisas, ideias, pessoas, eventos. Ou seja, o discurso n&atilde;o apenas descreve o chamado real: ele o constitui. O discurso &eacute;, assim, uma pr&aacute;tica produtiva que estrutura o campo das possibilidades de exist&ecirc;ncia, organizando e regulando o que pode ser dito, percebido, vivenciado, pensado e tomado como verdade em determinadas conjunturas hist&oacute;ricas. Desse modo, o discurso diz respeito a redes complexas de conhecimento que envolvem saberes e subjetividades atravessados por regimes de poder. Entretanto, o equil&iacute;brio entre esses eixos de for&ccedil;a &eacute; sempre inst&aacute;vel, pois, para Foucault, onde h&aacute; poder, h&aacute; resist&ecirc;ncia. Portanto, apesar da inseparabilidade entre discurso, sujeito, saber e poder, vazamentos, transgress&otilde;es e transforma&ccedil;&otilde;es podem sempre ocorrer.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;J&aacute; o linguista James Paul Gee diferencia discurso e Discurso, grafados com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo e &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo, respectivamente. O primeiro diz respeito &agrave; atividade discursiva, na qual empregamos signos lingu&iacute;sticos e n&atilde;o lingu&iacute;sticos em nossas intera&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias. Trata-se de uma perspectiva sociolingu&iacute;stica e pragm&aacute;tica que focaliza a linguagem em uso nos diferentes contextos da vida social e os sentidos ali produzidos. As pr&aacute;ticas linguageiras, por&eacute;m, n&atilde;o ocorrem isoladamente. Elas resultam de m&uacute;ltiplas combina&ccedil;&otilde;es integradas de modos de comunicar, interagir, pensar, perceber, crer, valorar e sentir, que constituem um tipo espec&iacute;fico de identidade socialmente reconhec&iacute;vel. Gee nomeia esse fen&ocirc;meno &amp;quot;Discursos&rdquo; (com &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo), isto &eacute;, sistemas de ideias e modos de pensamento que orientam a forma como performamos e utilizamos signos, palavras, imagens e outros recursos &mdash; o discurso (com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo). Discurso e discurso s&atilde;o, por conseguinte, indissoci&aacute;veis, o que permite abordar o d\/Discurso como pr&aacute;tica social que define e orienta paradigmas socioculturais.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Pode-se articular, ent&atilde;o, um ponto em comum entre James Paul Gee e Michel Foucault: o discurso n&atilde;o &eacute; apenas linguagem, mas configura-se como pr&aacute;tica social produtora de identidades, posi&ccedil;&otilde;es de sujeito e rela&ccedil;&otilde;es de poder.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Para saber mais ...&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. &amp;lt;em&amp;gt;A ordem do discurso: Aula inaugural no Coll&egrave;ge de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970.&amp;lt;\/em&amp;gt; S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Loyola, 1996. Tradu&ccedil;&atilde;o de Laura Fraga de Almeida Sampaio.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. As forma&ccedil;&otilde;es discursivas. &amp;lt;em&amp;gt;A arqueologia do saber&amp;lt;\/em&amp;gt;. 7. ed. Rio de Janeiro: Forense Universit&aacute;ria, 2008.Gee, James Paul&amp;lt;strong&amp;gt;.&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;An Introduction to Discourse Analysis: Theory and Method.&amp;lt;\/em&amp;gt; 4&ordf; ed. London; New York: Routledge, 2014.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O): &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/o-terrorismo-no-discurso\/&amp;quot;&amp;gt;O terrorismo no discurso&amp;lt;\/a&amp;gt;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/discurso\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>discurso<\/a>: Aula inaugural no Coll&egrave;ge de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970.<\/em> S&#xE3;o Paulo: Edi&#xE7;&#xF5;es Loyola, 1996. Tradu&#xE7;&#xE3;o de Laura Fraga de Almeida Sampaio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foucault, Michel. As forma&#xE7;&#xF5;es discursivas. <em>A arqueologia do saber<\/em>. 7. ed. Rio de Janeiro: Forense Universit&#xE1;ria, 2008.Gee, James Paul<strong>.<\/strong><em>An Introduction to Discourse Analysis: Theory and Method.<\/em> 4&#xAA; ed. London; New York: Routledge, 2014.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Confira o conceito em CONTXT(O): <a href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/o-terrorismo-no-discurso\/\">O terrorismo no <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Discurso&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;O conceito de discurso &eacute; empregado diferentemente, em variadas tradi&ccedil;&otilde;es, a depender da filia&ccedil;&atilde;o a &aacute;reas de estudo e correntes de pensamento. Este verbete reconstr&oacute;i duas conhecidas no&ccedil;&otilde;es de discurso, segundo Michel Foucault, no campo hist&oacute;rico-filos&oacute;fico, e James Paul Gee, nos Estudos da Linguagem.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;A no&ccedil;&atilde;o de discurso em Michel Foucault ocupa um lugar central em sua filosofia e est&aacute; diretamente ligada &agrave;s suas an&aacute;lises sobre saber e poder. Em vez de entender o discurso apenas como texto oral ou escrito, Foucault o concebe como um conjunto de pr&aacute;ticas que produzem os objetos de que falam &ndash; coisas, ideias, pessoas, eventos. Ou seja, o discurso n&atilde;o apenas descreve o chamado real: ele o constitui. O discurso &eacute;, assim, uma pr&aacute;tica produtiva que estrutura o campo das possibilidades de exist&ecirc;ncia, organizando e regulando o que pode ser dito, percebido, vivenciado, pensado e tomado como verdade em determinadas conjunturas hist&oacute;ricas. Desse modo, o discurso diz respeito a redes complexas de conhecimento que envolvem saberes e subjetividades atravessados por regimes de poder. Entretanto, o equil&iacute;brio entre esses eixos de for&ccedil;a &eacute; sempre inst&aacute;vel, pois, para Foucault, onde h&aacute; poder, h&aacute; resist&ecirc;ncia. Portanto, apesar da inseparabilidade entre discurso, sujeito, saber e poder, vazamentos, transgress&otilde;es e transforma&ccedil;&otilde;es podem sempre ocorrer.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;J&aacute; o linguista James Paul Gee diferencia discurso e Discurso, grafados com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo e &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo, respectivamente. O primeiro diz respeito &agrave; atividade discursiva, na qual empregamos signos lingu&iacute;sticos e n&atilde;o lingu&iacute;sticos em nossas intera&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias. Trata-se de uma perspectiva sociolingu&iacute;stica e pragm&aacute;tica que focaliza a linguagem em uso nos diferentes contextos da vida social e os sentidos ali produzidos. As pr&aacute;ticas linguageiras, por&eacute;m, n&atilde;o ocorrem isoladamente. Elas resultam de m&uacute;ltiplas combina&ccedil;&otilde;es integradas de modos de comunicar, interagir, pensar, perceber, crer, valorar e sentir, que constituem um tipo espec&iacute;fico de identidade socialmente reconhec&iacute;vel. Gee nomeia esse fen&ocirc;meno &amp;quot;Discursos&rdquo; (com &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo), isto &eacute;, sistemas de ideias e modos de pensamento que orientam a forma como performamos e utilizamos signos, palavras, imagens e outros recursos &mdash; o discurso (com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo). Discurso e discurso s&atilde;o, por conseguinte, indissoci&aacute;veis, o que permite abordar o d\/Discurso como pr&aacute;tica social que define e orienta paradigmas socioculturais.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Pode-se articular, ent&atilde;o, um ponto em comum entre James Paul Gee e Michel Foucault: o discurso n&atilde;o &eacute; apenas linguagem, mas configura-se como pr&aacute;tica social produtora de identidades, posi&ccedil;&otilde;es de sujeito e rela&ccedil;&otilde;es de poder.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Para saber mais ...&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. &amp;lt;em&amp;gt;A ordem do discurso: Aula inaugural no Coll&egrave;ge de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970.&amp;lt;\/em&amp;gt; S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Loyola, 1996. 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Este verbete reconstr&#xF3;i duas conhecidas no&#xE7;&#xF5;es de discurso, segundo Michel Foucault, no campo hist&#xF3;rico-filos&#xF3;fico, e James Paul Gee, nos Estudos da Linguagem.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;A no&#xE7;&#xE3;o de discurso em Michel Foucault ocupa um lugar central em sua filosofia e est&#xE1; diretamente ligada &#xE0;s suas an&#xE1;lises sobre saber e poder. Em vez de entender o discurso apenas como texto oral ou escrito, Foucault o concebe como um conjunto de pr&#xE1;ticas que produzem os objetos de que falam &#x2013; coisas, ideias, pessoas, eventos. Ou seja, o discurso n&#xE3;o apenas descreve o chamado real: ele o constitui. O discurso &#xE9;, assim, uma pr&#xE1;tica produtiva que estrutura o campo das possibilidades de exist&#xEA;ncia, organizando e regulando o que pode ser dito, percebido, vivenciado, pensado e tomado como verdade em determinadas conjunturas hist&#xF3;ricas. Desse modo, o discurso diz respeito a redes complexas de conhecimento que envolvem saberes e subjetividades atravessados por regimes de poder. Entretanto, o equil&#xED;brio entre esses eixos de for&#xE7;a &#xE9; sempre inst&#xE1;vel, pois, para Foucault, onde h&#xE1; poder, h&#xE1; resist&#xEA;ncia. Portanto, apesar da inseparabilidade entre discurso, sujeito, saber e poder, vazamentos, transgress&#xF5;es e transforma&#xE7;&#xF5;es podem sempre ocorrer.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;J&#xE1; o linguista James Paul Gee diferencia discurso e Discurso, grafados com &amp;quot;d&#x201D; min&#xFA;sculo e &amp;quot;D&#x201D; mai&#xFA;sculo, respectivamente. O primeiro diz respeito &#xE0; atividade discursiva, na qual empregamos signos lingu&#xED;sticos e n&#xE3;o lingu&#xED;sticos em nossas intera&#xE7;&#xF5;es di&#xE1;rias. Trata-se de uma perspectiva sociolingu&#xED;stica e pragm&#xE1;tica que focaliza a linguagem em uso nos diferentes contextos da vida social e os sentidos ali produzidos. As pr&#xE1;ticas linguageiras, por&#xE9;m, n&#xE3;o ocorrem isoladamente. Elas resultam de m&#xFA;ltiplas combina&#xE7;&#xF5;es integradas de modos de comunicar, interagir, pensar, perceber, crer, valorar e sentir, que constituem um tipo espec&#xED;fico de identidade socialmente reconhec&#xED;vel. Gee nomeia esse fen&#xF4;meno &amp;quot;Discursos&#x201D; (com &amp;quot;D&#x201D; mai&#xFA;sculo), isto &#xE9;, sistemas de ideias e modos de pensamento que orientam a forma como performamos e utilizamos signos, palavras, imagens e outros recursos &#x2014; o discurso (com &amp;quot;d&#x201D; min&#xFA;sculo). Discurso e discurso s&#xE3;o, por conseguinte, indissoci&#xE1;veis, o que permite abordar o d\/Discurso como pr&#xE1;tica social que define e orienta paradigmas socioculturais.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Pode-se articular, ent&#xE3;o, um ponto em comum entre James Paul Gee e Michel Foucault: o discurso n&#xE3;o &#xE9; apenas linguagem, mas configura-se como pr&#xE1;tica social produtora de identidades, posi&#xE7;&#xF5;es de sujeito e rela&#xE7;&#xF5;es de poder.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Para saber mais ...&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. &amp;lt;em&amp;gt;A ordem do discurso: Aula inaugural no Coll&#xE8;ge de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970.&amp;lt;\/em&amp;gt; S&#xE3;o Paulo: Edi&#xE7;&#xF5;es Loyola, 1996. 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Elas resultam de m&#xFA;ltiplas combina&#xE7;&#xF5;es integradas de modos de comunicar, interagir, pensar, perceber, crer, valorar e sentir, que constituem um tipo espec&#xED;fico de identidade socialmente reconhec&#xED;vel. Gee nomeia esse fen&#xF4;meno &amp;quot;Discursos&#x201D; (com &amp;quot;D&#x201D; mai&#xFA;sculo), isto &#xE9;, sistemas de ideias e modos de pensamento que orientam a forma como performamos e utilizamos signos, palavras, imagens e outros recursos &#x2014; o discurso (com &amp;quot;d&#x201D; min&#xFA;sculo). Discurso e discurso s&#xE3;o, por conseguinte, indissoci&#xE1;veis, o que permite abordar o d\/Discurso como pr&#xE1;tica social que define e orienta paradigmas socioculturais.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Pode-se articular, ent&#xE3;o, um ponto em comum entre James Paul Gee e Michel Foucault: o discurso n&#xE3;o &#xE9; apenas linguagem, mas configura-se como pr&#xE1;tica social produtora de identidades, posi&#xE7;&#xF5;es de sujeito e rela&#xE7;&#xF5;es de poder.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Para saber mais ...&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. &amp;lt;em&amp;gt;A ordem do discurso: Aula inaugural no Coll&#xE8;ge de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970.&amp;lt;\/em&amp;gt; S&#xE3;o Paulo: Edi&#xE7;&#xF5;es Loyola, 1996. 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Elas resultam de m&#xFA;ltiplas combina&#xE7;&#xF5;es integradas de modos de comunicar, interagir, pensar, perceber, crer, valorar e sentir, que constituem um tipo espec&#xED;fico de identidade socialmente reconhec&#xED;vel. Gee nomeia esse fen&#xF4;meno &amp;quot;Discursos&#x201D; (com &amp;quot;D&#x201D; mai&#xFA;sculo), isto &#xE9;, sistemas de ideias e modos de pensamento que orientam a forma como performamos e utilizamos signos, palavras, imagens e outros recursos &#x2014; o discurso (com &amp;quot;d&#x201D; min&#xFA;sculo). Discurso e discurso s&#xE3;o, por conseguinte, indissoci&#xE1;veis, o que permite abordar o d\/Discurso como pr&#xE1;tica social que define e orienta paradigmas socioculturais.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Pode-se articular, ent&#xE3;o, um ponto em comum entre James Paul Gee e Michel Foucault: o discurso n&#xE3;o &#xE9; apenas linguagem, mas configura-se como pr&#xE1;tica social produtora de identidades, posi&#xE7;&#xF5;es de sujeito e rela&#xE7;&#xF5;es de poder.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Para saber mais ...&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. &amp;lt;em&amp;gt;A ordem do discurso: Aula inaugural no Coll&#xE8;ge de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970.&amp;lt;\/em&amp;gt; S&#xE3;o Paulo: Edi&#xE7;&#xF5;es Loyola, 1996. Tradu&#xE7;&#xE3;o de Laura Fraga de Almeida Sampaio.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. As forma&#xE7;&#xF5;es discursivas. &amp;lt;em&amp;gt;A arqueologia do saber&amp;lt;\/em&amp;gt;. 7. ed. Rio de Janeiro: Forense Universit&#xE1;ria, 2008.Gee, James Paul&amp;lt;strong&amp;gt;.&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;An Introduction to Discourse Analysis: Theory and Method.&amp;lt;\/em&amp;gt; 4&#xAA; ed. London; New York: Routledge, 2014.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O): &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/o-terrorismo-no-discurso\/&amp;quot;&amp;gt;O terrorismo no discurso&amp;lt;\/a&amp;gt;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\" href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/discurso\/\" data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]' tabindex=\"0\" role=\"link\">discurso<\/a> em Michel Foucault ocupa um lugar central [&#x2026;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"menu_order":0,"template":"","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"class_list":["post-2505","glossary","type-glossary","status-publish","hentry"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.7 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Discurso - Contxt<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/discurso\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Discurso - Contxt\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"O conceito de discurso &eacute; empregado diferentemente, em variadas tradi&ccedil;&otilde;es, a depender da filia&ccedil;&atilde;o a &aacute;reas de estudo e correntes de pensamento. 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