{"id":1848,"date":"2024-03-12T14:51:12","date_gmt":"2024-03-12T17:51:12","guid":{"rendered":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/?post_type=glossary&#038;p=1848"},"modified":"2024-03-12T14:51:13","modified_gmt":"2024-03-12T17:51:13","slug":"vulnerabilidade-linguistica","status":"publish","type":"glossary","link":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/vulnerabilidade-linguistica\/","title":{"rendered":"Vulnerabilidade lingu\u00edstica"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\">O conceito de <a class=\"glossaryLink\" aria-describedby=\"tt\" data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Vulnerabilidade lingu&#xED;stica&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;O conceito de vulnerabilidade lingu&#xED;stica foi cunhado por Judith Butler. Para entender como opera essa vulnerabilidade, conjuguemos essa no&#xE7;&#xE3;o com a de interpela&#xE7;&#xE3;o (termo tamb&#xE9;m presente em nosso gloss&#xE1;rio &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossario\/?g=interpela%C3%A7%C3%A3o&amp;quot;&amp;gt;clique aqui&amp;lt;\/a&amp;gt;), e igualmente proposta por Butler em Excitable speech. Em sua discuss&#xE3;o, ela reconstr&#xF3;i&amp;amp;nbsp; a&amp;amp;nbsp; cena cl&#xE1;ssica de Althusser em que um policial interpela um transeunte com um &amp;quot;Ei, voc&#xEA;!&#x201D;. Identificar-se como sujeito nessa situa&#xE7;&#xE3;o, entretanto, faz emergir outros tipos de rela&#xE7;&#xE3;o, norteadas pela seguinte quest&#xE3;o: quem se identifica com o chamamento? Afinal, a for&#xE7;a do enunciado policial n&#xE3;o se encontra na pessoa, mas em uma conven&#xE7;&#xE3;o social que organiza rela&#xE7;&#xF5;es de poder. Do mesmo modo, identificar-se como o sujeito endere&#xE7;ado por um policial &#xE9; uma a&#xE7;&#xE3;o co-constru&#xED;da por pr&#xE1;ticas socioculturais que permeiam nossa trajet&#xF3;ria. Judith Butler discute o exemplo althusseriano de interpela&#xE7;&#xE3;o, propondo uma revis&#xE3;o: &amp;quot;O sujeito n&#xE3;o precisa necessariamente atender ao chamamento para ser constitu&#xED;do enquanto sujeito, e o discurso que inaugura o sujeito n&#xE3;o precisa necessariamente assumir a forma de uma voz&#x201D; (pp. 59-60). Para a autora, uma vez que algu&#xE9;m nos chama, somos instados a reagir, mesmo que seja com sil&#xEA;ncio. Dito de outro modo, as palavras agem sobre n&#xF3;s de maneiras que n&#xE3;o podemos antecipar. Podemos pensar aqui em signos lingu&#xED;sticos, como nomes, qualifica&#xE7;&#xF5;es e julgamentos, mas tamb&#xE9;m em signos n&#xE3;o lingu&#xED;sticos, como imagens, que podem ganhar diversas cores e formas (prints, snapshots, v&#xED;deos, memes). Esses signos convocam nossa aten&#xE7;&#xE3;o e interpreta&#xE7;&#xE3;o. Somos, assim, sempre vulner&#xE1;veis a formas de dizer-chamar-nomear-avaliar. Mesmo que n&#xE3;o nos identifiquemos com &amp;quot;a demanda&#x201D;, ainda somos mobilizados como sujeitos. A interpela&#xE7;&#xE3;o n&#xE3;o descreve estados de coisas. Ela nos posiciona em um determinado contexto, delineia os espa&#xE7;os que podemos ou n&#xE3;o ocupar, e rege nossa trajet&#xF3;ria ao invocar rituais socioculturais que classificam nossas pr&#xE1;ticas como in\/apropriadas. A partir disso, Butler declara: &amp;quot;ser nomeado por outra pessoa &#xE9; traum&#xE1;tico: &#xE9; um ato que precede a minha vontade, um ato que me introduz em um mundo lingu&#xED;stico no qual eu posso, ent&#xE3;o, come&#xE7;ar a exercer alguma ag&#xEA;ncia&#x201D; (pp. 70-71).&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O) em &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossario-category\/v\/#&amp;quot;&amp;gt;Quando um meme funciona como inj&#xFA;ria: O caso Gabbie Hanna&amp;lt;\/a&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\" href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/vulnerabilidade-linguistica\/\" data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]' tabindex=\"0\" role=\"link\">vulnerabilidade lingu&#xED;stica<\/a> foi cunhado por Judith Butler. Para entender como opera essa vulnerabilidade, conjuguemos essa no&#xE7;&#xE3;o com a de interpela&#xE7;&#xE3;o (termo tamb&#xE9;m presente em nosso gloss&#xE1;rio <a href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossario\/?g=interpela%C3%A7%C3%A3o\">clique aqui<\/a>), e igualmente proposta por Butler em Excitable speech. Em sua discuss&atilde;o, ela reconstr&oacute;i&nbsp; a&nbsp; cena cl&aacute;ssica de Althusser em que um policial interpela um transeunte com um &ldquo;Ei, voc&ecirc;!&rdquo;. Identificar-se como sujeito nessa situa&ccedil;&atilde;o, entretanto, faz emergir outros tipos de rela&ccedil;&atilde;o, norteadas pela seguinte quest&atilde;o: quem se identifica com o chamamento? Afinal, a for&ccedil;a do enunciado policial n&atilde;o se encontra na pessoa, mas em uma conven&ccedil;&atilde;o social que organiza rela&ccedil;&otilde;es de <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Poder&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Este conceito, tratado pelo fil&oacute;sofo Michel Foucault no livro &amp;lt;em&amp;gt;Microf&iacute;sica do Poder&amp;lt;\/em&amp;gt;, entende o poder como uma rela&ccedil;&atilde;o, um exerc&iacute;cio e por isso &eacute; algo que se exerce em ambientes de maneira extremamente assim&eacute;trica. Isto &eacute;, o poder &eacute; sempre uma rela&ccedil;&atilde;o desequilibrada e est&aacute; presente em todos os microespa&ccedil;os e microrrela&ccedil;&otilde;es. Dessa forma, ningu&eacute;m det&eacute;m completamente o monop&oacute;lio do poder todo o tempo, pois para Foucault, o poder &eacute; visto como um exerc&iacute;cio que n&atilde;o est&aacute; centrado nas grandes rela&ccedil;&otilde;es como a economia, o estado ou a pol&iacute;tica, mas sim que se estabelece em microespa&ccedil;os, como, por exemplo, a fam&iacute;lia e a rela&ccedil;&atilde;o de poder entre irm&atilde;os. &Eacute; nesse sentido que Foucault tamb&eacute;m prop&otilde;e que o poder tem um papel que atua sobre os corpos, no qual n&atilde;o h&aacute; a dicotomia clara entre dominador\/dominado, pois as rela&ccedil;&otilde;es de poder n&atilde;o s&atilde;o negoci&aacute;veis. Ningu&eacute;m est&aacute; fora dessa rela&ccedil;&atilde;o, pois o poder se exerce como um feixe de rela&ccedil;&otilde;es, funciona como um tipo de rede que conecta in&uacute;meros sujeitos. Portanto, as rela&ccedil;&otilde;es de poder n&atilde;o s&atilde;o rela&ccedil;&otilde;es de repress&atilde;o, de interdi&ccedil;&atilde;o ou de defesa, mas rela&ccedil;&otilde;es de produ&ccedil;&atilde;o. Sendo assim, &amp;amp;nbsp; todo sujeito &eacute; produzido pelo poder, fabricado, ocupado, mobilizado segundo a especificidade de suas t&eacute;cnicas e instrumentos.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O) em &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/novo\/afinal-onde-tem-bicha-tem-sossego\/&amp;quot;&amp;gt;Afinal, onde tem bicha tem sossego?&amp;lt;\/a&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/poder\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>poder<\/a>. Do mesmo modo, identificar-se como o sujeito endere&ccedil;ado por um policial &eacute; uma a&ccedil;&atilde;o co-constru&iacute;da por pr&aacute;ticas socioculturais que permeiam nossa trajet&oacute;ria. Judith Butler discute o exemplo althusseriano de interpela&ccedil;&atilde;o, propondo uma revis&atilde;o: &ldquo;O sujeito n&atilde;o precisa necessariamente atender ao chamamento para ser constitu&iacute;do enquanto sujeito, e o <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Discurso&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;O conceito de discurso &eacute; empregado diferentemente, em variadas tradi&ccedil;&otilde;es, a depender da filia&ccedil;&atilde;o a &aacute;reas de estudo e correntes de pensamento. Este verbete reconstr&oacute;i duas conhecidas no&ccedil;&otilde;es de discurso, segundo Michel Foucault, no campo hist&oacute;rico-filos&oacute;fico, e James Paul Gee, nos Estudos da Linguagem.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;A no&ccedil;&atilde;o de discurso em Michel Foucault ocupa um lugar central em sua filosofia e est&aacute; diretamente ligada &agrave;s suas an&aacute;lises sobre saber e poder. Em vez de entender o discurso apenas como texto oral ou escrito, Foucault o concebe como um conjunto de pr&aacute;ticas que produzem os objetos de que falam &ndash; coisas, ideias, pessoas, eventos. Ou seja, o discurso n&atilde;o apenas descreve o chamado real: ele o constitui. O discurso &eacute;, assim, uma pr&aacute;tica produtiva que estrutura o campo das possibilidades de exist&ecirc;ncia, organizando e regulando o que pode ser dito, percebido, vivenciado, pensado e tomado como verdade em determinadas conjunturas hist&oacute;ricas. Desse modo, o discurso diz respeito a redes complexas de conhecimento que envolvem saberes e subjetividades atravessados por regimes de poder. Entretanto, o equil&iacute;brio entre esses eixos de for&ccedil;a &eacute; sempre inst&aacute;vel, pois, para Foucault, onde h&aacute; poder, h&aacute; resist&ecirc;ncia. Portanto, apesar da inseparabilidade entre discurso, sujeito, saber e poder, vazamentos, transgress&otilde;es e transforma&ccedil;&otilde;es podem sempre ocorrer.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;J&aacute; o linguista James Paul Gee diferencia discurso e Discurso, grafados com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo e &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo, respectivamente. O primeiro diz respeito &agrave; atividade discursiva, na qual empregamos signos lingu&iacute;sticos e n&atilde;o lingu&iacute;sticos em nossas intera&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias. Trata-se de uma perspectiva sociolingu&iacute;stica e pragm&aacute;tica que focaliza a linguagem em uso nos diferentes contextos da vida social e os sentidos ali produzidos. As pr&aacute;ticas linguageiras, por&eacute;m, n&atilde;o ocorrem isoladamente. Elas resultam de m&uacute;ltiplas combina&ccedil;&otilde;es integradas de modos de comunicar, interagir, pensar, perceber, crer, valorar e sentir, que constituem um tipo espec&iacute;fico de identidade socialmente reconhec&iacute;vel. Gee nomeia esse fen&ocirc;meno &amp;quot;Discursos&rdquo; (com &amp;quot;D&rdquo; mai&uacute;sculo), isto &eacute;, sistemas de ideias e modos de pensamento que orientam a forma como performamos e utilizamos signos, palavras, imagens e outros recursos &mdash; o discurso (com &amp;quot;d&rdquo; min&uacute;sculo). Discurso e discurso s&atilde;o, por conseguinte, indissoci&aacute;veis, o que permite abordar o d\/Discurso como pr&aacute;tica social que define e orienta paradigmas socioculturais.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Pode-se articular, ent&atilde;o, um ponto em comum entre James Paul Gee e Michel Foucault: o discurso n&atilde;o &eacute; apenas linguagem, mas configura-se como pr&aacute;tica social produtora de identidades, posi&ccedil;&otilde;es de sujeito e rela&ccedil;&otilde;es de poder.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Para saber mais ...&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. &amp;lt;em&amp;gt;A ordem do discurso: Aula inaugural no Coll&egrave;ge de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970.&amp;lt;\/em&amp;gt; S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Loyola, 1996. Tradu&ccedil;&atilde;o de Laura Fraga de Almeida Sampaio.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Foucault, Michel. As forma&ccedil;&otilde;es discursivas. &amp;lt;em&amp;gt;A arqueologia do saber&amp;lt;\/em&amp;gt;. 7. ed. Rio de Janeiro: Forense Universit&aacute;ria, 2008.Gee, James Paul&amp;lt;strong&amp;gt;.&amp;lt;\/strong&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;An Introduction to Discourse Analysis: Theory and Method.&amp;lt;\/em&amp;gt; 4&ordf; ed. London; New York: Routledge, 2014.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O): &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/o-terrorismo-no-discurso\/&amp;quot;&amp;gt;O terrorismo no discurso&amp;lt;\/a&amp;gt;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/discurso\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>discurso<\/a> que inaugura o sujeito n&atilde;o precisa necessariamente assumir a forma de uma voz&rdquo; (pp. 59-60). Para a autora, uma vez que algu&eacute;m nos chama, somos instados a reagir, mesmo que seja com sil&ecirc;ncio. Dito de outro modo, as palavras agem sobre n&oacute;s de maneiras que n&atilde;o podemos antecipar. Podemos pensar aqui em signos lingu&iacute;sticos, como nomes, qualifica&ccedil;&otilde;es e julgamentos, mas tamb&eacute;m em signos n&atilde;o lingu&iacute;sticos, como imagens, que podem ganhar diversas cores e formas (prints, snapshots, v&iacute;deos, memes). Esses signos convocam nossa aten&ccedil;&atilde;o e interpreta&ccedil;&atilde;o. Somos, assim, sempre vulner&aacute;veis a formas de dizer-chamar-nomear-avaliar. Mesmo que n&atilde;o nos identifiquemos com &ldquo;a demanda&rdquo;, ainda somos mobilizados como sujeitos. A interpela&ccedil;&atilde;o n&atilde;o descreve estados de coisas. Ela nos posiciona em um determinado contexto, delineia os espa&ccedil;os que podemos ou n&atilde;o ocupar, e rege nossa trajet&oacute;ria ao invocar rituais socioculturais que classificam nossas pr&aacute;ticas como in\/apropriadas. A partir disso, Butler declara: &ldquo;ser nomeado por outra pessoa &eacute; traum&aacute;tico: &eacute; um ato que precede a minha vontade, um ato que me introduz em um mundo lingu&iacute;stico no qual eu posso, ent&atilde;o, come&ccedil;ar a exercer alguma ag&ecirc;ncia&rdquo; (pp. 70-71).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Confira o conceito em CONTXT(O) em <a href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossario-category\/v\/#\">Quando um <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Meme&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;G&ecirc;nero textual bastante difundido nos contextos online e que usualmente apresenta grande propaga&ccedil;&atilde;o viral nas redes sociais. Na qualidade de g&ecirc;nero, apresenta algumas conven&ccedil;&otilde;es discursivas, como, por exemplo, a retextualiza&ccedil;&atilde;o de elementos da cultura popular, normalmente feita de forma sat&iacute;rica e ir&ocirc;nica. O termo est&aacute; associado &agrave; ideia de replicabilidade e d&aacute; sali&ecirc;ncia aos processos incessantes de recontextualiza&ccedil;&atilde;o de sentidos, que s&atilde;o bastante exponenciados nos ambientes virtuais. Em outros termos, quando um meme &eacute; resituado em um novo contexto, ele &eacute; reestilizado de modo a se adaptar &agrave; nova situa&ccedil;&atilde;o interacional. Os memes costumam ter uma configura&ccedil;&atilde;o bastante multimodal, em que textos escritos, imag&eacute;ticos e sonoros podem ser interconectados. Assim sendo, &eacute; comum termos um meme sob a forma de uma imagem com legenda ou um v&iacute;deo conjugado com uma express&atilde;o altamente disseminada nas m&iacute;dias sociais. Costumam igualmente ter um car&aacute;ter vol&aacute;til, apresentando ampla circula&ccedil;&atilde;o, por&eacute;m de car&aacute;ter passageiro. O termo foi criado pelo bi&oacute;logo evolucionista Richard Dawkins, sendo citado pela primeira vez em sua obra &amp;lt;em&amp;gt;The Selfish Gene&amp;lt;\/em&amp;gt; (1976). Sua ressignifica&ccedil;&atilde;o, a qual associou meme a um fen&ocirc;meno discursivo t&iacute;pico da internet, deu-se d&eacute;cadas depois, por volta do final dos anos 90 e in&iacute;cio dos anos 2000.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O) em&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:list --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:list-item --&amp;gt;&amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/novo\/afinal-onde-tem-bicha-tem-sossego\/&amp;quot;&amp;gt;Afinal, onde tem bicha tem sossego?&amp;lt;\/a&amp;gt;;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:list-item --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:list-item --&amp;gt;&amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/novo\/voce-que-lute-quando-a-reescritura-parodica-se-faz-resistencia\/&amp;quot;&amp;gt;&amp;quot;VOC&Ecirc; QUE LUTE!&rdquo;: quando a reescritura par&oacute;dica se faz resist&ecirc;ncia&amp;lt;\/a&amp;gt;;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:list-item --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:list-item --&amp;gt;&amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/novo\/cardi-b-e-baco-exu-do-blues-para-ministerio-da-saude-ou-sobre-transitos-de-textos-e-pessoas\/&amp;quot;&amp;gt;Cardi B e Baco Exu do Blues para Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de?, ou sobre tr&acirc;nsito de textos e pessoas&amp;lt;\/a&amp;gt;;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:list-item --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:list-item --&amp;gt;&amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/novo\/hakuna-mamata-ou-pretendo-beneficiar-meu-filho-sim\/&amp;quot;&amp;gt;&amp;quot;Hakuna Mamata!&rdquo; ou &amp;quot;pretendo beneficiar meu filho, sim&rdquo;&amp;lt;\/a&amp;gt;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:list-item --&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:list --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/meme\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>meme<\/a> funciona como inj&uacute;ria: O caso Gabbie Hanna<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O conceito de <a class=\"glossaryLink\" aria-describedby=\"tt\" data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Vulnerabilidade lingu&#xED;stica&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;O conceito de vulnerabilidade lingu&#xED;stica foi cunhado por Judith Butler. Para entender como opera essa vulnerabilidade, conjuguemos essa no&#xE7;&#xE3;o com a de interpela&#xE7;&#xE3;o (termo tamb&#xE9;m presente em nosso gloss&#xE1;rio &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossario\/?g=interpela%C3%A7%C3%A3o&amp;quot;&amp;gt;clique aqui&amp;lt;\/a&amp;gt;), e igualmente proposta por Butler em Excitable speech. Em sua discuss&#xE3;o, ela reconstr&#xF3;i&amp;amp;nbsp; a&amp;amp;nbsp; cena cl&#xE1;ssica de Althusser em que um policial interpela um transeunte com um &amp;quot;Ei, voc&#xEA;!&#x201D;. Identificar-se como sujeito nessa situa&#xE7;&#xE3;o, entretanto, faz emergir outros tipos de rela&#xE7;&#xE3;o, norteadas pela seguinte quest&#xE3;o: quem se identifica com o chamamento? Afinal, a for&#xE7;a do enunciado policial n&#xE3;o se encontra na pessoa, mas em uma conven&#xE7;&#xE3;o social que organiza rela&#xE7;&#xF5;es de poder. Do mesmo modo, identificar-se como o sujeito endere&#xE7;ado por um policial &#xE9; uma a&#xE7;&#xE3;o co-constru&#xED;da por pr&#xE1;ticas socioculturais que permeiam nossa trajet&#xF3;ria. Judith Butler discute o exemplo althusseriano de interpela&#xE7;&#xE3;o, propondo uma revis&#xE3;o: &amp;quot;O sujeito n&#xE3;o precisa necessariamente atender ao chamamento para ser constitu&#xED;do enquanto sujeito, e o discurso que inaugura o sujeito n&#xE3;o precisa necessariamente assumir a forma de uma voz&#x201D; (pp. 59-60). Para a autora, uma vez que algu&#xE9;m nos chama, somos instados a reagir, mesmo que seja com sil&#xEA;ncio. Dito de outro modo, as palavras agem sobre n&#xF3;s de maneiras que n&#xE3;o podemos antecipar. Podemos pensar aqui em signos lingu&#xED;sticos, como nomes, qualifica&#xE7;&#xF5;es e julgamentos, mas tamb&#xE9;m em signos n&#xE3;o lingu&#xED;sticos, como imagens, que podem ganhar diversas cores e formas (prints, snapshots, v&#xED;deos, memes). Esses signos convocam nossa aten&#xE7;&#xE3;o e interpreta&#xE7;&#xE3;o. Somos, assim, sempre vulner&#xE1;veis a formas de dizer-chamar-nomear-avaliar. Mesmo que n&#xE3;o nos identifiquemos com &amp;quot;a demanda&#x201D;, ainda somos mobilizados como sujeitos. A interpela&#xE7;&#xE3;o n&#xE3;o descreve estados de coisas. Ela nos posiciona em um determinado contexto, delineia os espa&#xE7;os que podemos ou n&#xE3;o ocupar, e rege nossa trajet&#xF3;ria ao invocar rituais socioculturais que classificam nossas pr&#xE1;ticas como in\/apropriadas. A partir disso, Butler declara: &amp;quot;ser nomeado por outra pessoa &#xE9; traum&#xE1;tico: &#xE9; um ato que precede a minha vontade, um ato que me introduz em um mundo lingu&#xED;stico no qual eu posso, ent&#xE3;o, come&#xE7;ar a exercer alguma ag&#xEA;ncia&#x201D; (pp. 70-71).&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O) em &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossario-category\/v\/#&amp;quot;&amp;gt;Quando um meme funciona como inj&#xFA;ria: O caso Gabbie Hanna&amp;lt;\/a&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\" href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/vulnerabilidade-linguistica\/\" data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]' tabindex=\"0\" role=\"link\">vulnerabilidade lingu&#xED;stica<\/a> foi cunhado por Judith Butler. Para entender como opera essa vulnerabilidade, conjuguemos essa no&#xE7;&#xE3;o com a de interpela&#xE7;&#xE3;o (termo tamb&#xE9;m presente em nosso gloss&#xE1;rio clique aqui), e igualmente proposta por Butler em Excitable speech. Em sua discuss&#xE3;o, ela reconstr&#xF3;i&#xA0; a&#xA0; cena cl&#xE1;ssica de Althusser em que um policial interpela um [&#x2026;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"menu_order":0,"template":"","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"class_list":["post-1848","glossary","type-glossary","status-publish","hentry"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.7 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Vulnerabilidade lingu\u00edstica - Contxt<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/vulnerabilidade-linguistica\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Vulnerabilidade lingu\u00edstica - Contxt\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"O conceito de vulnerabilidade lingu&#xED;stica foi cunhado por Judith Butler. Para entender como opera essa vulnerabilidade, conjuguemos essa no&#xE7;&#xE3;o com a de interpela&#xE7;&#xE3;o (termo tamb&#xE9;m presente em nosso gloss&#xE1;rio clique aqui), e igualmente proposta por Butler em Excitable speech. Em sua discuss&#xE3;o, ela reconstr&#xF3;i&#xA0; a&#xA0; cena cl&#xE1;ssica de Althusser em que um policial interpela um [&#x2026;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/vulnerabilidade-linguistica\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Contxt\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/ContxtUfrj\/\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2024-03-12T17:51:13+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/contxt-logo-home.png\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"493\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"483\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/png\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@ContxtUfrj\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/glossary\\\/vulnerabilidade-linguistica\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/glossary\\\/vulnerabilidade-linguistica\\\/\",\"name\":\"Vulnerabilidade lingu\u00edstica - Contxt\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/#website\"},\"datePublished\":\"2024-03-12T17:51:12+00:00\",\"dateModified\":\"2024-03-12T17:51:13+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/glossary\\\/vulnerabilidade-linguistica\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/glossary\\\/vulnerabilidade-linguistica\\\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/glossary\\\/vulnerabilidade-linguistica\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Vulnerabilidade lingu\u00edstica\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/\",\"name\":\"Contxt\",\"description\":\"O contxt \u00e9 um blog colaborativo que busca refletir sobre a circula\u00e7\u00e3o de textos e discursos na sociedade como tamb\u00e9m sobre as ideologias neles contidas).\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/#organization\",\"name\":\"Contxt\",\"url\":\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"http:\\\/\\\/localhost\\\/Clientes\\\/Contxt\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2022\\\/08\\\/contxt-logo.png\",\"contentUrl\":\"http:\\\/\\\/localhost\\\/Clientes\\\/Contxt\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2022\\\/08\\\/contxt-logo.png\",\"width\":150,\"height\":147,\"caption\":\"Contxt\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/poslaplicada.letras.ufrj.br\\\/contxt\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"},\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/www.facebook.com\\\/ContxtUfrj\\\/\",\"https:\\\/\\\/x.com\\\/ContxtUfrj\",\"https:\\\/\\\/www.instagram.com\\\/contxtufrj\\\/\"]}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Vulnerabilidade lingu\u00edstica - Contxt","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/vulnerabilidade-linguistica\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Vulnerabilidade lingu\u00edstica - Contxt","og_description":"O conceito de vulnerabilidade lingu&#xED;stica foi cunhado por Judith Butler. Para entender como opera essa vulnerabilidade, conjuguemos essa no&#xE7;&#xE3;o com a de interpela&#xE7;&#xE3;o (termo tamb&#xE9;m presente em nosso gloss&#xE1;rio clique aqui), e igualmente proposta por Butler em Excitable speech. Em sua discuss&#xE3;o, ela reconstr&#xF3;i&#xA0; a&#xA0; cena cl&#xE1;ssica de Althusser em que um policial interpela um [&#x2026;]","og_url":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/vulnerabilidade-linguistica\/","og_site_name":"Contxt","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/ContxtUfrj\/","article_modified_time":"2024-03-12T17:51:13+00:00","og_image":[{"width":493,"height":483,"url":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/contxt-logo-home.png","type":"image\/png"}],"twitter_card":"summary_large_image","twitter_site":"@ContxtUfrj","schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/vulnerabilidade-linguistica\/","url":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/vulnerabilidade-linguistica\/","name":"Vulnerabilidade lingu\u00edstica - Contxt","isPartOf":{"@id":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/#website"},"datePublished":"2024-03-12T17:51:12+00:00","dateModified":"2024-03-12T17:51:13+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/vulnerabilidade-linguistica\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/vulnerabilidade-linguistica\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/vulnerabilidade-linguistica\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Vulnerabilidade lingu\u00edstica"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/#website","url":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/","name":"Contxt","description":"O contxt \u00e9 um blog colaborativo que busca refletir sobre a circula\u00e7\u00e3o de textos e discursos na sociedade como tamb\u00e9m sobre as ideologias neles contidas).","publisher":{"@id":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/#organization","name":"Contxt","url":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"http:\/\/localhost\/Clientes\/Contxt\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/contxt-logo.png","contentUrl":"http:\/\/localhost\/Clientes\/Contxt\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/contxt-logo.png","width":150,"height":147,"caption":"Contxt"},"image":{"@id":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/ContxtUfrj\/","https:\/\/x.com\/ContxtUfrj","https:\/\/www.instagram.com\/contxtufrj\/"]}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/wp-json\/wp\/v2\/glossary\/1848","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/wp-json\/wp\/v2\/glossary"}],"about":[{"href":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/glossary"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/wp-json\/wp\/v2\/glossary\/1848\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1849,"href":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/wp-json\/wp\/v2\/glossary\/1848\/revisions\/1849"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1848"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}