{"id":1812,"date":"2024-03-12T14:46:43","date_gmt":"2024-03-12T17:46:43","guid":{"rendered":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/?post_type=glossary&#038;p=1812"},"modified":"2024-03-12T14:46:44","modified_gmt":"2024-03-12T17:46:44","slug":"queerbaiting","status":"publish","type":"glossary","link":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/queerbaiting\/","title":{"rendered":"Queerbaiting"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\">&ldquo;<a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Queerbaiting&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;quot;Queerbaiting&rdquo; &eacute; um termo produzido pelo ativismo LGBTQIA+ e que j&aacute; carregou diferentes significados. Antes usado para descrever &amp;quot;diferentes tipos de pr&aacute;ticas homof&oacute;bicas&rdquo; (Nordin, 2015, p. 4), atualmente a express&atilde;o est&aacute; ligada &agrave; representa&ccedil;&atilde;o da comunidade &amp;lt;em&amp;gt;queer&amp;lt;\/em&amp;gt; em obras de fic&ccedil;&atilde;o como filmes, s&eacute;ries de TV e livros. O &amp;lt;em&amp;gt;queerbaiting&amp;lt;\/em&amp;gt; serve como uma isca para levar a comunidade LGBTQIA+ a consumir essas obras, utilizando-se de sugest&otilde;es sobre o comportamento de&amp;amp;nbsp; seus personagens, os quais se diferenciam de estere&oacute;tipos&amp;amp;nbsp; baseados no padr&atilde;o heteronormativo. Pensemos, por exemplo, em dois personagens homens cisg&ecirc;nero cujas intera&ccedil;&otilde;es sugerem que eles podem se relacionar afetivamente ou sexualmente a qualquer momento, seja com troca de olhares, proximidade f&iacute;sica ou di&aacute;logos sugestivos. Essas pistas interpretativas levariam f&atilde;s a crerem nisso, por&eacute;m, essa rela&ccedil;&atilde;o nunca &eacute; efetivamente dada ao p&uacute;blico, ficando apenas no campo da sugest&atilde;o. Desse modo, a obra &amp;quot;brinca com uma &aacute;rea cinzenta entre o que &eacute; vis&iacute;vel e invis&iacute;vel&rdquo; (Nordin, 2015, p. 1) sem que, de fato, a representa&ccedil;&atilde;o de modos de vida n&atilde;o cis-heteronormativos ocorra, resultando, ent&atilde;o, no &amp;lt;em&amp;gt;queerbaiting&amp;lt;\/em&amp;gt;. &Eacute; importante destacar que tal fen&ocirc;meno se d&aacute; em obras de fic&ccedil;&atilde;o e que uma tentativa de&amp;amp;nbsp; aplica&ccedil;&atilde;o dessa no&ccedil;&atilde;o &agrave; vida real pode se tornar bastante problem&aacute;tica, uma vez que&amp;amp;nbsp; pessoas reais n&atilde;o s&atilde;o personagens de fic&ccedil;&atilde;o, assim n&atilde;o podemos ter total conhecimento sobre os mais complexos aspectos de suas vidas,&amp;amp;nbsp; muito menos for&ccedil;&aacute;-las a qualquer tipo de exposi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o desejada.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;NORDIN, Emma (2015). From Queer Reading to Queerbaiting: The battle over the polysemic text and the power of hermeneutics. Stockholm University. Dispon&iacute;vel em: &amp;lt;a href=&amp;quot;http:\/\/www.diva-portal.org\/smash\/get\/diva2:839802\/FULLTEXT01.pdf&amp;quot;&amp;gt;http:\/\/www.diva-portal.org\/smash\/get\/diva2:839802\/FULLTEXT01.pdf&amp;lt;\/a&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O) em: &amp;quot;&amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/acusacoes-de-queerbaiting-e-a-invalidacao-da-bissexualidade-masculina&amp;quot;&amp;gt;Acusa&ccedil;&otilde;es de queerbaiting e a invalida&ccedil;&atilde;o da bissexualidade masculina&amp;lt;\/a&amp;gt;&amp;quot;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/queerbaiting\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>Queerbaiting<\/a>&rdquo; &eacute; um termo produzido pelo ativismo <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;LGBTQIA+&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Inicialmente se utilizava Gay como termo guarda-chuva para designar a comunidade formada por aquelas\/es que n&atilde;o performavam g&ecirc;nero e sexualidade cis-heteronormativamente. Para dar conta dessa proposta mais inclusiva, surge, nos anos 90, a sigla LGB (L&eacute;sbicas, Gays, Bissexuais), &agrave; qual se adicionaria a letra &lsquo;T&rsquo;, correspondente a Transexuais, posteriormente. No Brasil, a sigla GLS (Gays, L&eacute;sbicas e Simpatizantes) tamb&eacute;m se tornou bastante popular &agrave; &eacute;poca. Para saciar novas demandas de grupos sociais que n&atilde;o se viam representados pela sigla LGBT, novas letras foram adicionadas. Dentre as vers&otilde;es mais populares na atualidade, est&aacute; a sigla LGBTTQQIAAP (L&eacute;sbicas, Gays, Bissexuais, Transg&ecirc;neros, Transexuais, Queers, Questionadores, Intersexuais, Aliados\/Simpatizantes, Assexuais, Pansexuais) ou sua vers&atilde;o curta, LGBTQIA+.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O) em &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/novo\/afinal-onde-tem-bicha-tem-sossego\/&amp;quot;&amp;gt;Afinal, onde tem bicha tem sossego?&amp;lt;\/a&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/lgbtqia\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>LGBTQIA+<\/a> e que j&aacute; carregou diferentes significados. Antes usado para descrever &ldquo;diferentes tipos de pr&aacute;ticas homof&oacute;bicas&rdquo; (Nordin, 2015, p. 4), atualmente a express&atilde;o est&aacute; ligada &agrave; representa&ccedil;&atilde;o da comunidade <em>queer<\/em> em obras de fic&#xE7;&#xE3;o como filmes, s&#xE9;ries de TV e livros. O <em><a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Queerbaiting&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;quot;Queerbaiting&rdquo; &eacute; um termo produzido pelo ativismo LGBTQIA+ e que j&aacute; carregou diferentes significados. Antes usado para descrever &amp;quot;diferentes tipos de pr&aacute;ticas homof&oacute;bicas&rdquo; (Nordin, 2015, p. 4), atualmente a express&atilde;o est&aacute; ligada &agrave; representa&ccedil;&atilde;o da comunidade &amp;lt;em&amp;gt;queer&amp;lt;\/em&amp;gt; em obras de fic&ccedil;&atilde;o como filmes, s&eacute;ries de TV e livros. O &amp;lt;em&amp;gt;queerbaiting&amp;lt;\/em&amp;gt; serve como uma isca para levar a comunidade LGBTQIA+ a consumir essas obras, utilizando-se de sugest&otilde;es sobre o comportamento de&amp;amp;nbsp; seus personagens, os quais se diferenciam de estere&oacute;tipos&amp;amp;nbsp; baseados no padr&atilde;o heteronormativo. Pensemos, por exemplo, em dois personagens homens cisg&ecirc;nero cujas intera&ccedil;&otilde;es sugerem que eles podem se relacionar afetivamente ou sexualmente a qualquer momento, seja com troca de olhares, proximidade f&iacute;sica ou di&aacute;logos sugestivos. Essas pistas interpretativas levariam f&atilde;s a crerem nisso, por&eacute;m, essa rela&ccedil;&atilde;o nunca &eacute; efetivamente dada ao p&uacute;blico, ficando apenas no campo da sugest&atilde;o. Desse modo, a obra &amp;quot;brinca com uma &aacute;rea cinzenta entre o que &eacute; vis&iacute;vel e invis&iacute;vel&rdquo; (Nordin, 2015, p. 1) sem que, de fato, a representa&ccedil;&atilde;o de modos de vida n&atilde;o cis-heteronormativos ocorra, resultando, ent&atilde;o, no &amp;lt;em&amp;gt;queerbaiting&amp;lt;\/em&amp;gt;. &Eacute; importante destacar que tal fen&ocirc;meno se d&aacute; em obras de fic&ccedil;&atilde;o e que uma tentativa de&amp;amp;nbsp; aplica&ccedil;&atilde;o dessa no&ccedil;&atilde;o &agrave; vida real pode se tornar bastante problem&aacute;tica, uma vez que&amp;amp;nbsp; pessoas reais n&atilde;o s&atilde;o personagens de fic&ccedil;&atilde;o, assim n&atilde;o podemos ter total conhecimento sobre os mais complexos aspectos de suas vidas,&amp;amp;nbsp; muito menos for&ccedil;&aacute;-las a qualquer tipo de exposi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o desejada.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;NORDIN, Emma (2015). From Queer Reading to Queerbaiting: The battle over the polysemic text and the power of hermeneutics. Stockholm University. 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Para dar conta dessa proposta mais inclusiva, surge, nos anos 90, a sigla LGB (L&eacute;sbicas, Gays, Bissexuais), &agrave; qual se adicionaria a letra &lsquo;T&rsquo;, correspondente a Transexuais, posteriormente. No Brasil, a sigla GLS (Gays, L&eacute;sbicas e Simpatizantes) tamb&eacute;m se tornou bastante popular &agrave; &eacute;poca. Para saciar novas demandas de grupos sociais que n&atilde;o se viam representados pela sigla LGBT, novas letras foram adicionadas. Dentre as vers&otilde;es mais populares na atualidade, est&aacute; a sigla LGBTTQQIAAP (L&eacute;sbicas, Gays, Bissexuais, Transg&ecirc;neros, Transexuais, Queers, Questionadores, Intersexuais, Aliados\/Simpatizantes, Assexuais, Pansexuais) ou sua vers&atilde;o curta, LGBTQIA+.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O) em &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/novo\/afinal-onde-tem-bicha-tem-sossego\/&amp;quot;&amp;gt;Afinal, onde tem bicha tem sossego?&amp;lt;\/a&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/lgbtqia\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>LGBTQIA+<\/a> a consumir essas obras, utilizando-se de sugest&otilde;es sobre o comportamento de&nbsp; seus personagens, os quais se diferenciam de estere&oacute;tipos&nbsp; baseados no padr&atilde;o heteronormativo. Pensemos, por exemplo, em dois personagens homens cisg&ecirc;nero cujas intera&ccedil;&otilde;es sugerem que eles podem se relacionar afetivamente ou sexualmente a qualquer momento, seja com troca de olhares, proximidade f&iacute;sica ou di&aacute;logos sugestivos. Essas pistas interpretativas levariam f&atilde;s a crerem nisso, por&eacute;m, essa rela&ccedil;&atilde;o nunca &eacute; efetivamente dada ao p&uacute;blico, ficando apenas no campo da sugest&atilde;o. Desse modo, a obra &ldquo;brinca com uma &aacute;rea cinzenta entre o que &eacute; vis&iacute;vel e invis&iacute;vel&rdquo; (Nordin, 2015, p. 1) sem que, de fato, a representa&ccedil;&atilde;o de modos de vida n&atilde;o cis-heteronormativos ocorra, resultando, ent&atilde;o, no <em><a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Queerbaiting&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;quot;Queerbaiting&rdquo; &eacute; um termo produzido pelo ativismo LGBTQIA+ e que j&aacute; carregou diferentes significados. Antes usado para descrever &amp;quot;diferentes tipos de pr&aacute;ticas homof&oacute;bicas&rdquo; (Nordin, 2015, p. 4), atualmente a express&atilde;o est&aacute; ligada &agrave; representa&ccedil;&atilde;o da comunidade &amp;lt;em&amp;gt;queer&amp;lt;\/em&amp;gt; em obras de fic&ccedil;&atilde;o como filmes, s&eacute;ries de TV e livros. O &amp;lt;em&amp;gt;queerbaiting&amp;lt;\/em&amp;gt; serve como uma isca para levar a comunidade LGBTQIA+ a consumir essas obras, utilizando-se de sugest&otilde;es sobre o comportamento de&amp;amp;nbsp; seus personagens, os quais se diferenciam de estere&oacute;tipos&amp;amp;nbsp; baseados no padr&atilde;o heteronormativo. Pensemos, por exemplo, em dois personagens homens cisg&ecirc;nero cujas intera&ccedil;&otilde;es sugerem que eles podem se relacionar afetivamente ou sexualmente a qualquer momento, seja com troca de olhares, proximidade f&iacute;sica ou di&aacute;logos sugestivos. Essas pistas interpretativas levariam f&atilde;s a crerem nisso, por&eacute;m, essa rela&ccedil;&atilde;o nunca &eacute; efetivamente dada ao p&uacute;blico, ficando apenas no campo da sugest&atilde;o. Desse modo, a obra &amp;quot;brinca com uma &aacute;rea cinzenta entre o que &eacute; vis&iacute;vel e invis&iacute;vel&rdquo; (Nordin, 2015, p. 1) sem que, de fato, a representa&ccedil;&atilde;o de modos de vida n&atilde;o cis-heteronormativos ocorra, resultando, ent&atilde;o, no &amp;lt;em&amp;gt;queerbaiting&amp;lt;\/em&amp;gt;. &Eacute; importante destacar que tal fen&ocirc;meno se d&aacute; em obras de fic&ccedil;&atilde;o e que uma tentativa de&amp;amp;nbsp; aplica&ccedil;&atilde;o dessa no&ccedil;&atilde;o &agrave; vida real pode se tornar bastante problem&aacute;tica, uma vez que&amp;amp;nbsp; pessoas reais n&atilde;o s&atilde;o personagens de fic&ccedil;&atilde;o, assim n&atilde;o podemos ter total conhecimento sobre os mais complexos aspectos de suas vidas,&amp;amp;nbsp; muito menos for&ccedil;&aacute;-las a qualquer tipo de exposi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o desejada.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;NORDIN, Emma (2015). From Queer Reading to Queerbaiting: The battle over the polysemic text and the power of hermeneutics. Stockholm University. Dispon&iacute;vel em: &amp;lt;a href=&amp;quot;http:\/\/www.diva-portal.org\/smash\/get\/diva2:839802\/FULLTEXT01.pdf&amp;quot;&amp;gt;http:\/\/www.diva-portal.org\/smash\/get\/diva2:839802\/FULLTEXT01.pdf&amp;lt;\/a&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O) em: &amp;quot;&amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/acusacoes-de-queerbaiting-e-a-invalidacao-da-bissexualidade-masculina&amp;quot;&amp;gt;Acusa&ccedil;&otilde;es de queerbaiting e a invalida&ccedil;&atilde;o da bissexualidade masculina&amp;lt;\/a&amp;gt;&amp;quot;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/queerbaiting\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>queerbaiting<\/a><\/em>. &#xC9; importante destacar que tal fen&#xF4;meno se d&#xE1; em obras de fic&#xE7;&#xE3;o e que uma tentativa de&#xA0; aplica&#xE7;&#xE3;o dessa no&#xE7;&#xE3;o &#xE0; vida real pode se tornar bastante problem&#xE1;tica, uma vez que&#xA0; pessoas reais n&#xE3;o s&#xE3;o personagens de fic&#xE7;&#xE3;o, assim n&#xE3;o podemos ter total conhecimento sobre os mais complexos aspectos de suas vidas,&#xA0; muito menos for&#xE7;&#xE1;-las a qualquer tipo de exposi&#xE7;&#xE3;o n&#xE3;o desejada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">NORDIN, Emma (2015). From Queer Reading to <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Queerbaiting&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;quot;Queerbaiting&rdquo; &eacute; um termo produzido pelo ativismo LGBTQIA+ e que j&aacute; carregou diferentes significados. Antes usado para descrever &amp;quot;diferentes tipos de pr&aacute;ticas homof&oacute;bicas&rdquo; (Nordin, 2015, p. 4), atualmente a express&atilde;o est&aacute; ligada &agrave; representa&ccedil;&atilde;o da comunidade &amp;lt;em&amp;gt;queer&amp;lt;\/em&amp;gt; em obras de fic&ccedil;&atilde;o como filmes, s&eacute;ries de TV e livros. O &amp;lt;em&amp;gt;queerbaiting&amp;lt;\/em&amp;gt; serve como uma isca para levar a comunidade LGBTQIA+ a consumir essas obras, utilizando-se de sugest&otilde;es sobre o comportamento de&amp;amp;nbsp; seus personagens, os quais se diferenciam de estere&oacute;tipos&amp;amp;nbsp; baseados no padr&atilde;o heteronormativo. Pensemos, por exemplo, em dois personagens homens cisg&ecirc;nero cujas intera&ccedil;&otilde;es sugerem que eles podem se relacionar afetivamente ou sexualmente a qualquer momento, seja com troca de olhares, proximidade f&iacute;sica ou di&aacute;logos sugestivos. Essas pistas interpretativas levariam f&atilde;s a crerem nisso, por&eacute;m, essa rela&ccedil;&atilde;o nunca &eacute; efetivamente dada ao p&uacute;blico, ficando apenas no campo da sugest&atilde;o. Desse modo, a obra &amp;quot;brinca com uma &aacute;rea cinzenta entre o que &eacute; vis&iacute;vel e invis&iacute;vel&rdquo; (Nordin, 2015, p. 1) sem que, de fato, a representa&ccedil;&atilde;o de modos de vida n&atilde;o cis-heteronormativos ocorra, resultando, ent&atilde;o, no &amp;lt;em&amp;gt;queerbaiting&amp;lt;\/em&amp;gt;. &Eacute; importante destacar que tal fen&ocirc;meno se d&aacute; em obras de fic&ccedil;&atilde;o e que uma tentativa de&amp;amp;nbsp; aplica&ccedil;&atilde;o dessa no&ccedil;&atilde;o &agrave; vida real pode se tornar bastante problem&aacute;tica, uma vez que&amp;amp;nbsp; pessoas reais n&atilde;o s&atilde;o personagens de fic&ccedil;&atilde;o, assim n&atilde;o podemos ter total conhecimento sobre os mais complexos aspectos de suas vidas,&amp;amp;nbsp; muito menos for&ccedil;&aacute;-las a qualquer tipo de exposi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o desejada.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;NORDIN, Emma (2015). From Queer Reading to Queerbaiting: The battle over the polysemic text and the power of hermeneutics. Stockholm University. Dispon&iacute;vel em: &amp;lt;a href=&amp;quot;http:\/\/www.diva-portal.org\/smash\/get\/diva2:839802\/FULLTEXT01.pdf&amp;quot;&amp;gt;http:\/\/www.diva-portal.org\/smash\/get\/diva2:839802\/FULLTEXT01.pdf&amp;lt;\/a&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O) em: &amp;quot;&amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/acusacoes-de-queerbaiting-e-a-invalidacao-da-bissexualidade-masculina&amp;quot;&amp;gt;Acusa&ccedil;&otilde;es de queerbaiting e a invalida&ccedil;&atilde;o da bissexualidade masculina&amp;lt;\/a&amp;gt;&amp;quot;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/queerbaiting\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>Queerbaiting<\/a>: The battle over the polysemic text and the power of hermeneutics. Stockholm University. Dispon&iacute;vel em: <a href=\"http:\/\/www.diva-portal.org\/smash\/get\/diva2:839802\/FULLTEXT01.pdf\">http:\/\/www.diva-portal.org\/smash\/get\/diva2:839802\/FULLTEXT01.pdf<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Confira o conceito em CONTXT(O) em: &#x201C;<a href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/acusacoes-de-queerbaiting-e-a-invalidacao-da-bissexualidade-masculina\">Acusa&ccedil;&otilde;es de <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Queerbaiting&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;quot;Queerbaiting&rdquo; &eacute; um termo produzido pelo ativismo LGBTQIA+ e que j&aacute; carregou diferentes significados. Antes usado para descrever &amp;quot;diferentes tipos de pr&aacute;ticas homof&oacute;bicas&rdquo; (Nordin, 2015, p. 4), atualmente a express&atilde;o est&aacute; ligada &agrave; representa&ccedil;&atilde;o da comunidade &amp;lt;em&amp;gt;queer&amp;lt;\/em&amp;gt; em obras de fic&ccedil;&atilde;o como filmes, s&eacute;ries de TV e livros. O &amp;lt;em&amp;gt;queerbaiting&amp;lt;\/em&amp;gt; serve como uma isca para levar a comunidade LGBTQIA+ a consumir essas obras, utilizando-se de sugest&otilde;es sobre o comportamento de&amp;amp;nbsp; seus personagens, os quais se diferenciam de estere&oacute;tipos&amp;amp;nbsp; baseados no padr&atilde;o heteronormativo. Pensemos, por exemplo, em dois personagens homens cisg&ecirc;nero cujas intera&ccedil;&otilde;es sugerem que eles podem se relacionar afetivamente ou sexualmente a qualquer momento, seja com troca de olhares, proximidade f&iacute;sica ou di&aacute;logos sugestivos. Essas pistas interpretativas levariam f&atilde;s a crerem nisso, por&eacute;m, essa rela&ccedil;&atilde;o nunca &eacute; efetivamente dada ao p&uacute;blico, ficando apenas no campo da sugest&atilde;o. Desse modo, a obra &amp;quot;brinca com uma &aacute;rea cinzenta entre o que &eacute; vis&iacute;vel e invis&iacute;vel&rdquo; (Nordin, 2015, p. 1) sem que, de fato, a representa&ccedil;&atilde;o de modos de vida n&atilde;o cis-heteronormativos ocorra, resultando, ent&atilde;o, no &amp;lt;em&amp;gt;queerbaiting&amp;lt;\/em&amp;gt;. &Eacute; importante destacar que tal fen&ocirc;meno se d&aacute; em obras de fic&ccedil;&atilde;o e que uma tentativa de&amp;amp;nbsp; aplica&ccedil;&atilde;o dessa no&ccedil;&atilde;o &agrave; vida real pode se tornar bastante problem&aacute;tica, uma vez que&amp;amp;nbsp; pessoas reais n&atilde;o s&atilde;o personagens de fic&ccedil;&atilde;o, assim n&atilde;o podemos ter total conhecimento sobre os mais complexos aspectos de suas vidas,&amp;amp;nbsp; muito menos for&ccedil;&aacute;-las a qualquer tipo de exposi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o desejada.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;NORDIN, Emma (2015). From Queer Reading to Queerbaiting: The battle over the polysemic text and the power of hermeneutics. Stockholm University. Dispon&iacute;vel em: &amp;lt;a href=&amp;quot;http:\/\/www.diva-portal.org\/smash\/get\/diva2:839802\/FULLTEXT01.pdf&amp;quot;&amp;gt;http:\/\/www.diva-portal.org\/smash\/get\/diva2:839802\/FULLTEXT01.pdf&amp;lt;\/a&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O) em: &amp;quot;&amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/acusacoes-de-queerbaiting-e-a-invalidacao-da-bissexualidade-masculina&amp;quot;&amp;gt;Acusa&ccedil;&otilde;es de queerbaiting e a invalida&ccedil;&atilde;o da bissexualidade masculina&amp;lt;\/a&amp;gt;&amp;quot;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/queerbaiting\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>queerbaiting<\/a> e a invalida&ccedil;&atilde;o da <\/a><a class=\"glossaryLink\" aria-describedby=\"tt\" data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Bissexualidade&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;A bissexualidade &#xE9; uma orienta&#xE7;&#xE3;o sexual caracterizada pela atra&#xE7;&#xE3;o afetiva, sexual e rom&#xE2;ntica por pessoas do mesmo g&#xEA;nero e do g&#xEA;nero oposto. Tomemos como exemplo um homem que se identifica como bissexual: ele se atrai por outros homens (mesmo g&#xEA;nero que o dele) e tamb&#xE9;m por mulheres (g&#xEA;nero oposto ao seu). &#xC9; importante mencionar que toda e qualquer tentativa de mensurar os n&#xED;veis de atra&#xE7;&#xE3;o sentidas por uma pessoa bissexual para com determinado g&#xEA;nero &#xE9; um tipo de viol&#xEA;ncia simb&#xF3;lica por ser uma forma de disciplinar a bissexualidade em compara&#xE7;&#xE3;o com a heterossexualidade.&amp;lt;br\/&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O): &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/novo\/bifobia-e-disciplinas-do-corpo-no-bbb21\/&amp;quot;&amp;gt;Bifobia e disciplinas do corpo no BBB&amp;lt;\/a&amp;gt;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&lt;\/div&gt;\" href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/bissexualidade\/\" data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]' tabindex=\"0\" role=\"link\">bissexualidade<\/a> masculina&#x201C;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#x201C;<a class=\"glossaryLink\" aria-describedby=\"tt\" data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Queerbaiting&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;quot;Queerbaiting&#x201D; &#xE9; um termo produzido pelo ativismo LGBTQIA+ e que j&#xE1; carregou diferentes significados. Antes usado para descrever &amp;quot;diferentes tipos de pr&#xE1;ticas homof&#xF3;bicas&#x201D; (Nordin, 2015, p. 4), atualmente a express&#xE3;o est&#xE1; ligada &#xE0; representa&#xE7;&#xE3;o da comunidade &amp;lt;em&amp;gt;queer&amp;lt;\/em&amp;gt; em obras de fic&#xE7;&#xE3;o como filmes, s&#xE9;ries de TV e livros. O &amp;lt;em&amp;gt;queerbaiting&amp;lt;\/em&amp;gt; serve como uma isca para levar a comunidade LGBTQIA+ a consumir essas obras, utilizando-se de sugest&#xF5;es sobre o comportamento de&amp;amp;nbsp; seus personagens, os quais se diferenciam de estere&#xF3;tipos&amp;amp;nbsp; baseados no padr&#xE3;o heteronormativo. Pensemos, por exemplo, em dois personagens homens cisg&#xEA;nero cujas intera&#xE7;&#xF5;es sugerem que eles podem se relacionar afetivamente ou sexualmente a qualquer momento, seja com troca de olhares, proximidade f&#xED;sica ou di&#xE1;logos sugestivos. 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Para dar conta dessa proposta mais inclusiva, surge, nos anos 90, a sigla LGB (L&#xE9;sbicas, Gays, Bissexuais), &#xE0; qual se adicionaria a letra &#x2018;T&#x2019;, correspondente a Transexuais, posteriormente. No Brasil, a sigla GLS (Gays, L&#xE9;sbicas e Simpatizantes) tamb&#xE9;m se tornou bastante popular &#xE0; &#xE9;poca. Para saciar novas demandas de grupos sociais que n&#xE3;o se viam representados pela sigla LGBT, novas letras foram adicionadas. 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