{"id":1718,"date":"2024-03-12T14:33:25","date_gmt":"2024-03-12T17:33:25","guid":{"rendered":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/?post_type=glossary&#038;p=1718"},"modified":"2024-03-12T14:33:26","modified_gmt":"2024-03-12T17:33:26","slug":"dispositivo","status":"publish","type":"glossary","link":"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/dispositivo\/","title":{"rendered":"Dispositivo"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Foucault (2000), &ldquo;<a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Dispositivo&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Segundo Foucault (2000), &amp;quot;dispositivo&rdquo; (p. 244) &eacute;:&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;um conjunto decididamente heterog&ecirc;neo que engloba discursos, institui&ccedil;&otilde;es, organiza&ccedil;&otilde;es arquitet&ocirc;nicas, decis&otilde;es regulamentares, leis, medidas administrativas, enunciados cient&iacute;ficos, proposi&ccedil;&otilde;es filos&oacute;ficas, morais, filantr&oacute;picas. Em suma, o dito e o n&atilde;o dito s&atilde;o os elementos do dispositivo. O dispositivo &eacute; a rede que se pode tecer entre estes elementos.&amp;lt;\/em&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Em &amp;lt;em&amp;gt;Hist&oacute;ria da Sexualidade I: A vontade de saber&amp;lt;\/em&amp;gt;, Foucault (1976) explora esse conceito ao tratar do &amp;quot;dispositivo da sexualidade&rdquo;, isto &eacute;, a rede de saberes e pr&aacute;ticas que envolvem o &amp;quot;sexo&rdquo; e suas formas de defini-lo, delimit&aacute;-lo, proibi-lo, compreend&ecirc;-lo, control&aacute;-lo e at&eacute; patologiz&aacute;-lo. O entrela&ccedil;amento dessa gama de elementos &eacute; o que, segundo o fil&oacute;sofo (p. 87), nos torna:Esse conceito diz respeito, ent&atilde;o, &agrave; reuni&atilde;o de pr&aacute;ticas discursivas (e seus elementos constituintes) que, em conjunto, v&atilde;o tecendo a compreens&atilde;o que temos e fazemos circular sobre as coisas. Esse tecer tamb&eacute;m guia e regula a pr&oacute;pria gest&atilde;o dessas mesmas pr&aacute;ticas, orientando a forma como devemos agir em determinada situa&ccedil;&atilde;o, a maneira de pensar e criar sentido sobre determinada coisa ou assunto, o que devemos incluir ou excluir de certa atividade social, o que podemos dizer ou n&atilde;o sobre determinada coisa etc. Em Hist&oacute;ria da Sexualidade I: A vontade de saber, Foucault (1976) explora esse conceito ao tratar do &amp;quot;dispositivo da sexualidade&rdquo;, isto &eacute;, a rede de saberes e pr&aacute;ticas que envolvem o &amp;quot;sexo&rdquo; e suas formas de defini-lo, delimit&aacute;-lo, proibi-lo, compreend&ecirc;-lo, control&aacute;-lo e at&eacute; patologiz&aacute;-lo. O entrela&ccedil;amento dessa gama de elementos &eacute; o que, segundo o fil&oacute;sofo (p. 87), nos torna:&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;presa de uma imensa curiosidade pelo sexo, obstinados em question&aacute;-lo, insaci&aacute;veis a ouvi-lo e ouvir falar nele, prontos a inventar todos os an&eacute;is m&aacute;gicos que possam for&ccedil;ar sua discri&ccedil;&atilde;o. Como se fosse essencial podermos tirar desse pequeno fragmento de n&oacute;s mesmos, n&atilde;o somente prazer, mas saber e todo um jogo sutil que passa de um para o outro: saber do prazer, prazer de saber o prazer, prazer-saber.&amp;lt;\/em&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Os dispositivos s&atilde;o, ent&atilde;o, mecanismos que norteiam nossas a&ccedil;&otilde;es em sociedade.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O) em &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/novo\/cha-de-revelacao-viral-uma-reflexao-sobre-o-dispositivo-da-saude\/&amp;quot;&amp;gt;Ch&aacute; de revela&ccedil;&atilde;o viral: uma reflex&atilde;o sobre o dispositivo da sa&uacute;de&amp;lt;\/a&amp;gt;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/dispositivo\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>dispositivo<\/a>&rdquo; (p. 244) &eacute;:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>um conjunto decididamente heterog&ecirc;neo que engloba discursos, institui&ccedil;&otilde;es, organiza&ccedil;&otilde;es arquitet&ocirc;nicas, decis&otilde;es regulamentares, leis, medidas administrativas, enunciados cient&iacute;ficos, proposi&ccedil;&otilde;es filos&oacute;ficas, morais, filantr&oacute;picas. Em suma, o dito e o n&atilde;o dito s&atilde;o os elementos do <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Dispositivo&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Segundo Foucault (2000), &amp;quot;dispositivo&rdquo; (p. 244) &eacute;:&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;um conjunto decididamente heterog&ecirc;neo que engloba discursos, institui&ccedil;&otilde;es, organiza&ccedil;&otilde;es arquitet&ocirc;nicas, decis&otilde;es regulamentares, leis, medidas administrativas, enunciados cient&iacute;ficos, proposi&ccedil;&otilde;es filos&oacute;ficas, morais, filantr&oacute;picas. Em suma, o dito e o n&atilde;o dito s&atilde;o os elementos do dispositivo. O dispositivo &eacute; a rede que se pode tecer entre estes elementos.&amp;lt;\/em&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Em &amp;lt;em&amp;gt;Hist&oacute;ria da Sexualidade I: A vontade de saber&amp;lt;\/em&amp;gt;, Foucault (1976) explora esse conceito ao tratar do &amp;quot;dispositivo da sexualidade&rdquo;, isto &eacute;, a rede de saberes e pr&aacute;ticas que envolvem o &amp;quot;sexo&rdquo; e suas formas de defini-lo, delimit&aacute;-lo, proibi-lo, compreend&ecirc;-lo, control&aacute;-lo e at&eacute; patologiz&aacute;-lo. O entrela&ccedil;amento dessa gama de elementos &eacute; o que, segundo o fil&oacute;sofo (p. 87), nos torna:Esse conceito diz respeito, ent&atilde;o, &agrave; reuni&atilde;o de pr&aacute;ticas discursivas (e seus elementos constituintes) que, em conjunto, v&atilde;o tecendo a compreens&atilde;o que temos e fazemos circular sobre as coisas. Esse tecer tamb&eacute;m guia e regula a pr&oacute;pria gest&atilde;o dessas mesmas pr&aacute;ticas, orientando a forma como devemos agir em determinada situa&ccedil;&atilde;o, a maneira de pensar e criar sentido sobre determinada coisa ou assunto, o que devemos incluir ou excluir de certa atividade social, o que podemos dizer ou n&atilde;o sobre determinada coisa etc. Em Hist&oacute;ria da Sexualidade I: A vontade de saber, Foucault (1976) explora esse conceito ao tratar do &amp;quot;dispositivo da sexualidade&rdquo;, isto &eacute;, a rede de saberes e pr&aacute;ticas que envolvem o &amp;quot;sexo&rdquo; e suas formas de defini-lo, delimit&aacute;-lo, proibi-lo, compreend&ecirc;-lo, control&aacute;-lo e at&eacute; patologiz&aacute;-lo. O entrela&ccedil;amento dessa gama de elementos &eacute; o que, segundo o fil&oacute;sofo (p. 87), nos torna:&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;presa de uma imensa curiosidade pelo sexo, obstinados em question&aacute;-lo, insaci&aacute;veis a ouvi-lo e ouvir falar nele, prontos a inventar todos os an&eacute;is m&aacute;gicos que possam for&ccedil;ar sua discri&ccedil;&atilde;o. Como se fosse essencial podermos tirar desse pequeno fragmento de n&oacute;s mesmos, n&atilde;o somente prazer, mas saber e todo um jogo sutil que passa de um para o outro: saber do prazer, prazer de saber o prazer, prazer-saber.&amp;lt;\/em&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Os dispositivos s&atilde;o, ent&atilde;o, mecanismos que norteiam nossas a&ccedil;&otilde;es em sociedade.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O) em &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/novo\/cha-de-revelacao-viral-uma-reflexao-sobre-o-dispositivo-da-saude\/&amp;quot;&amp;gt;Ch&aacute; de revela&ccedil;&atilde;o viral: uma reflex&atilde;o sobre o dispositivo da sa&uacute;de&amp;lt;\/a&amp;gt;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/dispositivo\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>dispositivo<\/a>. 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O dispositivo &eacute; a rede que se pode tecer entre estes elementos.&amp;lt;\/em&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Em &amp;lt;em&amp;gt;Hist&oacute;ria da Sexualidade I: A vontade de saber&amp;lt;\/em&amp;gt;, Foucault (1976) explora esse conceito ao tratar do &amp;quot;dispositivo da sexualidade&rdquo;, isto &eacute;, a rede de saberes e pr&aacute;ticas que envolvem o &amp;quot;sexo&rdquo; e suas formas de defini-lo, delimit&aacute;-lo, proibi-lo, compreend&ecirc;-lo, control&aacute;-lo e at&eacute; patologiz&aacute;-lo. O entrela&ccedil;amento dessa gama de elementos &eacute; o que, segundo o fil&oacute;sofo (p. 87), nos torna:Esse conceito diz respeito, ent&atilde;o, &agrave; reuni&atilde;o de pr&aacute;ticas discursivas (e seus elementos constituintes) que, em conjunto, v&atilde;o tecendo a compreens&atilde;o que temos e fazemos circular sobre as coisas. Esse tecer tamb&eacute;m guia e regula a pr&oacute;pria gest&atilde;o dessas mesmas pr&aacute;ticas, orientando a forma como devemos agir em determinada situa&ccedil;&atilde;o, a maneira de pensar e criar sentido sobre determinada coisa ou assunto, o que devemos incluir ou excluir de certa atividade social, o que podemos dizer ou n&atilde;o sobre determinada coisa etc. Em Hist&oacute;ria da Sexualidade I: A vontade de saber, Foucault (1976) explora esse conceito ao tratar do &amp;quot;dispositivo da sexualidade&rdquo;, isto &eacute;, a rede de saberes e pr&aacute;ticas que envolvem o &amp;quot;sexo&rdquo; e suas formas de defini-lo, delimit&aacute;-lo, proibi-lo, compreend&ecirc;-lo, control&aacute;-lo e at&eacute; patologiz&aacute;-lo. 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O entrela&ccedil;amento dessa gama de elementos &eacute; o que, segundo o fil&oacute;sofo (p. 87), nos torna:Esse conceito diz respeito, ent&atilde;o, &agrave; reuni&atilde;o de pr&aacute;ticas discursivas (e seus elementos constituintes) que, em conjunto, v&atilde;o tecendo a compreens&atilde;o que temos e fazemos circular sobre as coisas. Esse tecer tamb&eacute;m guia e regula a pr&oacute;pria gest&atilde;o dessas mesmas pr&aacute;ticas, orientando a forma como devemos agir em determinada situa&ccedil;&atilde;o, a maneira de pensar e criar sentido sobre determinada coisa ou assunto, o que devemos incluir ou excluir de certa atividade social, o que podemos dizer ou n&atilde;o sobre determinada coisa etc. Em Hist&oacute;ria da Sexualidade I: A vontade de saber, Foucault (1976) explora esse conceito ao tratar do &amp;quot;dispositivo da sexualidade&rdquo;, isto &eacute;, a rede de saberes e pr&aacute;ticas que envolvem o &amp;quot;sexo&rdquo; e suas formas de defini-lo, delimit&aacute;-lo, proibi-lo, compreend&ecirc;-lo, control&aacute;-lo e at&eacute; patologiz&aacute;-lo. 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Esse tecer tamb&eacute;m guia e regula a pr&oacute;pria gest&atilde;o dessas mesmas pr&aacute;ticas, orientando a forma como devemos agir em determinada situa&ccedil;&atilde;o, a maneira de pensar e criar sentido sobre determinada coisa ou assunto, o que devemos incluir ou excluir de certa atividade social, o que podemos dizer ou n&atilde;o sobre determinada coisa etc. Em Hist&oacute;ria da Sexualidade I: A vontade de saber, Foucault (1976) explora esse conceito ao tratar do &ldquo;<a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Dispositivo&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Segundo Foucault (2000), &amp;quot;dispositivo&rdquo; (p. 244) &eacute;:&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;um conjunto decididamente heterog&ecirc;neo que engloba discursos, institui&ccedil;&otilde;es, organiza&ccedil;&otilde;es arquitet&ocirc;nicas, decis&otilde;es regulamentares, leis, medidas administrativas, enunciados cient&iacute;ficos, proposi&ccedil;&otilde;es filos&oacute;ficas, morais, filantr&oacute;picas. 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O entrela&ccedil;amento dessa gama de elementos &eacute; o que, segundo o fil&oacute;sofo (p. 87), nos torna:Esse conceito diz respeito, ent&atilde;o, &agrave; reuni&atilde;o de pr&aacute;ticas discursivas (e seus elementos constituintes) que, em conjunto, v&atilde;o tecendo a compreens&atilde;o que temos e fazemos circular sobre as coisas. Esse tecer tamb&eacute;m guia e regula a pr&oacute;pria gest&atilde;o dessas mesmas pr&aacute;ticas, orientando a forma como devemos agir em determinada situa&ccedil;&atilde;o, a maneira de pensar e criar sentido sobre determinada coisa ou assunto, o que devemos incluir ou excluir de certa atividade social, o que podemos dizer ou n&atilde;o sobre determinada coisa etc. Em Hist&oacute;ria da Sexualidade I: A vontade de saber, Foucault (1976) explora esse conceito ao tratar do &amp;quot;dispositivo da sexualidade&rdquo;, isto &eacute;, a rede de saberes e pr&aacute;ticas que envolvem o &amp;quot;sexo&rdquo; e suas formas de defini-lo, delimit&aacute;-lo, proibi-lo, compreend&ecirc;-lo, control&aacute;-lo e at&eacute; patologiz&aacute;-lo. 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Como se fosse essencial podermos tirar desse pequeno fragmento de n&oacute;s mesmos, n&atilde;o somente prazer, mas saber e todo um jogo sutil que passa de um para o outro: saber do prazer, prazer de saber o prazer, prazer-saber.&amp;lt;\/em&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Os dispositivos s&atilde;o, ent&atilde;o, mecanismos que norteiam nossas a&ccedil;&otilde;es em sociedade.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Confira o conceito em CONTXT(O) em &amp;lt;a href=&amp;quot;https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/novo\/cha-de-revelacao-viral-uma-reflexao-sobre-o-dispositivo-da-saude\/&amp;quot;&amp;gt;Ch&aacute; de revela&ccedil;&atilde;o viral: uma reflex&atilde;o sobre o dispositivo da sa&uacute;de&amp;lt;\/a&amp;gt;.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/glossary\/dispositivo\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>dispositivo<\/a> da sexualidade&rdquo;, isto &eacute;, a rede de saberes e pr&aacute;ticas que envolvem o &ldquo;sexo&rdquo; e suas formas de defini-lo, delimit&aacute;-lo, proibi-lo, compreend&ecirc;-lo, control&aacute;-lo e at&eacute; patologiz&aacute;-lo. O entrela&ccedil;amento dessa gama de elementos &eacute; o que, segundo o fil&oacute;sofo (p. 87), nos torna:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>presa de uma imensa curiosidade pelo sexo, obstinados em question&#xE1;-lo, insaci&#xE1;veis a ouvi-lo e ouvir falar nele, prontos a inventar todos os an&#xE9;is m&#xE1;gicos que possam for&#xE7;ar sua discri&#xE7;&#xE3;o. Como se fosse essencial podermos tirar desse pequeno fragmento de n&#xF3;s mesmos, n&#xE3;o somente prazer, mas saber e todo um jogo sutil que passa de um para o outro: saber do prazer, prazer de saber o prazer, prazer-saber.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dispositivos s&#xE3;o, ent&#xE3;o, mecanismos que norteiam nossas a&#xE7;&#xF5;es em sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Confira o conceito em CONTXT(O) em <a href=\"https:\/\/poslaplicada.letras.ufrj.br\/contxt\/novo\/cha-de-revelacao-viral-uma-reflexao-sobre-o-dispositivo-da-saude\/\">Ch&aacute; de revela&ccedil;&atilde;o viral: uma reflex&atilde;o sobre o <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Dispositivo&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Segundo Foucault (2000), &amp;quot;dispositivo&rdquo; (p. 244) &eacute;:&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;um conjunto decididamente heterog&ecirc;neo que engloba discursos, institui&ccedil;&otilde;es, organiza&ccedil;&otilde;es arquitet&ocirc;nicas, decis&otilde;es regulamentares, leis, medidas administrativas, enunciados cient&iacute;ficos, proposi&ccedil;&otilde;es filos&oacute;ficas, morais, filantr&oacute;picas. Em suma, o dito e o n&atilde;o dito s&atilde;o os elementos do dispositivo. O dispositivo &eacute; a rede que se pode tecer entre estes elementos.&amp;lt;\/em&amp;gt;&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;Em &amp;lt;em&amp;gt;Hist&oacute;ria da Sexualidade I: A vontade de saber&amp;lt;\/em&amp;gt;, Foucault (1976) explora esse conceito ao tratar do &amp;quot;dispositivo da sexualidade&rdquo;, isto &eacute;, a rede de saberes e pr&aacute;ticas que envolvem o &amp;quot;sexo&rdquo; e suas formas de defini-lo, delimit&aacute;-lo, proibi-lo, compreend&ecirc;-lo, control&aacute;-lo e at&eacute; patologiz&aacute;-lo. O entrela&ccedil;amento dessa gama de elementos &eacute; o que, segundo o fil&oacute;sofo (p. 87), nos torna:Esse conceito diz respeito, ent&atilde;o, &agrave; reuni&atilde;o de pr&aacute;ticas discursivas (e seus elementos constituintes) que, em conjunto, v&atilde;o tecendo a compreens&atilde;o que temos e fazemos circular sobre as coisas. Esse tecer tamb&eacute;m guia e regula a pr&oacute;pria gest&atilde;o dessas mesmas pr&aacute;ticas, orientando a forma como devemos agir em determinada situa&ccedil;&atilde;o, a maneira de pensar e criar sentido sobre determinada coisa ou assunto, o que devemos incluir ou excluir de certa atividade social, o que podemos dizer ou n&atilde;o sobre determinada coisa etc. Em Hist&oacute;ria da Sexualidade I: A vontade de saber, Foucault (1976) explora esse conceito ao tratar do &amp;quot;dispositivo da sexualidade&rdquo;, isto &eacute;, a rede de saberes e pr&aacute;ticas que envolvem o &amp;quot;sexo&rdquo; e suas formas de defini-lo, delimit&aacute;-lo, proibi-lo, compreend&ecirc;-lo, control&aacute;-lo e at&eacute; patologiz&aacute;-lo. 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