É uma propriedade da linguagem, que aponta que qualquer enunciado inescapavelmente faz referência a outros que o antecedem. A compreensão da intertextualidade como um traço típico dos textos (sejam eles verbais, imagéticos, sonoros ou outros) é central nos estudos da linguagem que defendem que nossos enunciados estão sempre repletos dos enunciados dos outros, sendo eles próprios apenas um momento em uma cadeia de enunciações. Dessa forma, não haveria sentido primeiro ou original, já que o funcionamento da linguagem implica na reelaboração de enunciados e textos antecessores, em um incessante circuito de intertextualidades. A referência a outros textos e enunciados pode ser construída de forma mais explícita – e pistas como aspas ajudam no estabelecimento dessa relação intertextual mais manifesta – ou ela pode se dar de forma mais estilística, por ação de paráfrases, paródias, ironias etc. Vale sublinhar, ainda, que a intertextualidade responde pelo potencial transformador que as práticas discursivas têm, pois cada vez que textos e enunciados são rearranjados em novas produções textuais, novos sentidos emergem.
Confira o conceito em CONTXT(O) em “VOCÊ QUE LUTE!”: quando a reescritura paródica se faz resistência.
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