Saraus periféricos: a etimologia da palavra sarau deriva do latim seranus/serum, termos que fazem referência ao entardecer. Tais eventos eram comuns no século XIX e frequentados por aristocratas e burgueses. No século XX e XXI, os saraus ganham novas roupagens e chegam à periferia. Champanhes, vinhos, pianos de cauda e trajes à rigor são substituídos por cerveja, violões, varal de fanzine e brechós. Os saraus nas periferias são espaços de democratização da fala e da arte e de iniciação para artistas da periferia, que sobrevivem e narram suas próprias histórias. Acontecem em bares e praças públicas. O Sarau da Cooperifa, fundado em 2001 na Zona Sul de São Paulo, foi o primeiro sarau periférico de grande relevância e repercussão, inspirando outras ações e transformando os bares em pontos de politização, reivindicação, arte e troca de saberes.
Confira o conceito em CONTXT(O) em A falta que a rua faz: Baixada Fluminense reinventa práticas de letramento em tempos de pandemia.
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